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VCP
explica motivos para adiar empreendimento
15/10/2008 -
Ambiente Já – Porto Alegre (RS)
Em Comunicado
ao Mercado a Votorantim Celulose e Papel (VCP) respondeu
ao ofício que recebeu da Bolsa de Valores de São Paulo
(Bovespa), sobre a notícia de adiamento do Projeto
Losango, cujo plano é de construção de uma fábrica de
celulose branqueada de eucalipto no Rio Grande do Sul,
orçada em R$1,5 bilhão – valor citado no comunicado.
Segundo a nota, no momento, a administração da VCP está
analisando a possibilidade de retardar, por tempo ainda
não definido, a implantação do Projeto Losango
Industrial, em razão do cenário de crise global. O
momento é de cautela e exige medidas conservadoras até
que o cenário macroeconômico se estabilize, informa a
VCP.
Assinado pelo diretor presidente e de Relações com Investidores da
VCP S/A, José Luciano Duarte Penido, o comunicado
explica que o cronograma original do Projeto Losango
Industrial seria apresentado ao Conselho de
Administração em julho de 2009 e se aprovado, a
aquisição de equipamentos e o início das obras
ocorreriam no segundo semestre do próximo ano, de forma
que a unidade entrasse em operação no segundo semestre
de 2011.
O texto esclarece também que o exame do adiamento do projeto leva
em conta as mudanças materiais nas condições
macroeconômicas globais, que certamente irão reduzir o
crescimento econômico mundial nos próximos anos e o
crescimento da demanda pelas principais commodities. Por
outro lado, a empresa confirma sua intenção em continuar
investindo no RS, construindo a base florestal
planejada, e implantar o Projeto Losango Industrial
assim que a demanda mundial por celulose justificar este
investimento.
Penido afirma que o Projeto Losango, no RS, é parte do plano de
expansão de longo prazo da VCP. O projeto demandará uma
base florestal de aproximadamente 140 mil hectares, para
ser construído em oito anos – 2004 a 2011 –, o que vem
acontecendo conforme planejado. A VCP é proprietária de
110.394 hectares de terra no Rio Grande do Sul (posição
de 30 de setembro passado) e desenvolve o projeto de
incentivo ao florestamento Poupança Florestal. Na mesma
data, diz o executivo, havia 53.091 hectares de plantios
com eucaliptos e 56.276 hectares de áreas preservadas
com vegetação nativa no Estado.
Fusão VCP
- Aracruz não deve atrapalhar investimentos no RS
(publicado na Revista Amanhã - São Paulo)
O mega-negócio anunciado neste mês envolvendo VCP e Aracruz não
deve alterar os planos das companhias no Rio Grande do
Sul. A VCP, que já tinha 28% da Aracruz, está adquirindo
mais 28% e dando o primeiro passo para fusão das duas
companhias. A previsão é de que a VCP mantenha
inalterado o projeto batizado de Losango – que prevê a
injeção de US$ 1,5 bilhão na plantação de 120 mil
hectares de eucalipto e na construção de uma fábrica de
celulose, a ser concluída até 2011. Da mesma forma, a
expectativa é de que a Aracruz não mude em nada a
projeção de investir cerca de US$ 2,8 bilhões na
duplicação de sua planta em Guaíba e em projetos de
infra-estrutura logística - como a construção de um
terminal portuário próprio voltado à exportação em São
José do Norte, município próximo à Rio Grande. “Não
existem operações sobrepostas das duas empresas no
estado, que possam ser excluídas no caso de uma fusão”,
diz Felipe Ruppenthal, analista de investimentos da
Geração Futuro.
Ruppenthal não acredita, porém, em novos projetos para os próximos
anos. O que pode acontecer, segundo o analista, é a
duplicação do projeto Losango, da VCP. “Fala-se que a
produção poderia ser ampliada de 1,3 milhão de toneladas
de celulose ao ano para 2,6 milhões”, diz. Leila
Andrade, gerente de análise da Lopes Filho & Associados
consultores de investimento acredita que, quando
acontece uma fusão desse porte, a tendência é de
incremento nos investimentos. “Ainda mais com os custos
competitivos no Brasil”, diz Leila. O custo da produção
de celulose no país é um dos mais baixos no mundo.
Gigante da celulose - menos custos e mais barganha
O anúncio da aquisição de 28% das ações da Aracruz por parte da
Votorantim Celulose e Papel (VCP) não foi nenhuma
surpresa para o mercado. A VCP, que já detinha 28%,
passa a ter uma posição majoritária, com 56% dos papéis
da “concorrente”. O negócio representa um importante
passo no processo de fusão das duas empresas, que dará
origem à maior companhia de celulose do mundo e aquela
com o menor custo de produção – em torno de US$ 250 a
tonelada. Estima-se que uma integração operacional entre
as duas traga sinergias de R$ 4,5 bilhões.
A consolidação seria extremamente vantajosa para o setor de
celulose brasileiro – que já tem os menores custos de
produção do mundo, devido ao clima e ao ciclo de rotação
do eucalipto. “Uma empresa formada pela fusão entre
Aracruz e VCP terá um poder de barganha muito grande no
mercado internacional”, explica Felipe Ruppenthal,
analista de investimentos da Geração Futuro. Além disso,
a vigorosa escala de produção da empresa, que seria de
cerca 3,4 bilhões de toneladas ao ano, traria muitos
benefícios em negócios relacionados com exportações. “As
empresas precisam ser grandes para que, com uma maior
escala, tenham chances de conseguir uma melhor
penetração no mercado internacional”, diz Leila Andrade,
gerente de análise da Lopes Filho & Associados.
O negócio
Dia 06 de agosto, a VCP divulgou como “fato relevante” a compra,
por R$ 2,71 bilhões, de 127.506.457 ações da Arapar S.A,
holding que pertencia à família do fundador da Aracruz,
Erling Lorentzen. A VCP já detinha 28% das ações
votantes da companhia. Com o fim do acordo de
acionistas, em maio, – que estipulava que nenhum
controlador tivesse mais do que 28% do capital votante
-, abriu-se a oportunidade para que a VCP aumentasse sua
participação. O negócio com a Arapar resultará em uma
participação de 56% no controle da Aracruz. A Arainvest,
do Grupo Safra e dona de outros 28% da Aracruz, terá 90
dias para exercer o direito de preferência ou venda
conjunta das ações.
Mercado em alta
O mercado mundial está aquecido. A China continua demandando muita
celulose, especialmente a de eucalipto. “O país deve
importar cada vez mais celulose do Brasil porque está
investindo muito na produção de papel e não produz a
matéria-prima”, explica Ruppenthal. Em 2007, a produção
brasileira de celulose chegou à marca de 12 mil
toneladas – um crescimento de 7,3% em relação ao ano
anterior. |
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- O anúncio da decisão em qual das duas cidades da Zona Sul, Arroio
Grande ou Rio Grande, será instalada a fábrica da
Votorantim Celulose e Papel, ocorrerá ainda no mês de
agosto. O presidente da VCP, José Luciano Penido,
informou – durante congresso na ABRH-RS em Porto Alegre
– que deverá divulgar oficialmente o município
escolhido, em breve. A empresa ainda aguarda a liberação
dos Estudos de Impactos Ambientais e Relatório de
Impacto Ambiental (EIA-Rima), além da emissão de
licenças de solo da Agência Nacional de Águas e Agência
Nacional de Energia Elétrica, que deverão ser expedidas
junto com o estudo. A construção da planta deverá gerar
cerca de 7000 empregos durante as obras. Já em operação,
a industria irá produzir 1,3 milhões de toneladas de
celulose anualmente. O valor total do investimento,
conhecido como Projeto Losango, está orçado em dois
bilhões de dólares. Segundo Penido, tanto a localidade
de Santa Isabel (AG), quanto a da Palma (RG) tem totais
condições de receber o empreendimento. Estudos
econômicos mais detalhados estão sendo feitos para a
verificação da melhor localidade: perto das florestas –
Arroio Grande, ou perto do Porto – litoral de Rio
Grande.
- A previsão é de que o Estudo de Impacto
Ambiental-Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) seja
entregue ainda em 2008 à Fundação Estadual de Proteção
ao Meio Ambiental (Fepam). A construção da fábrica deve
ter início em 2009. Após a conclusão, a capacidade
inicial de produção está prevista em 1,3 milhão de
toneladas de celulose por ano. O Estado foi escolhido
pela qualidade da mão-de-obra e dos centros de pesquisa
existentes, pela disponibilidade de áreas e pelo Porto
de Rio Grande, que escoará a produção para Ásia, América
do Norte e Europa. Estudos realizados pelo setor indicam
que uma unidade desse porte pode gerar mais de 30 mil
postos de trabalho em toda a cadeia produtiva envolvida.
- A fábrica gaúcha e a outra planta da VCP que está
sendo construída em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul,
serão as maiores do mundo com uma única linha de
produção. Segundo o diretor de Engenharia da VCP, Carlos
Monteiro, essas unidades industriais utilizam as
melhores práticas ambientais e tecnologias disponíveis
no mercado internacional e podem ser construídas em
qualquer parte do planeta. A unidade no MS já está com
55% de seu projeto concluído. Atualmente 6.500
trabalhadores fazem parte da construção da nova planta.
Cerca de 220 fornecedores, entre empresas locais e
nacionais, de pequeno, médio e grande porte atuam nas
obras. Estima-se que o empreendimento elevará em 300% o
PIB do município e 13,5% o PIB do Estado de Mato Grosso
do Sul. Empresas gaúchas atuam no projeto e responde por
um investimento superior a R$ 80 milhões.
- A base florestal que fornecerá a matéria-prima para a
unidade gaúcha deverá ter uma área total de 280.000
hectares. Destes, 140.000 serão destinados para plantio
e outros 140.000 para áreas de preservação e conservação
de espécies nativas. Atualmente a empresa já possui
52.000 hectares de áreas preservadas. De acordo com o
diretor-presidente da empresa, José Luciano Penido, “tão
importante quanto às licenças produtivas e ambientais é
a legitimidade social das operações da VCP na região”.
- Estimulado pela VCP, em 2006, com o aceite da
AZONASUL, foi assinado um convênio inovador com o
Governo do Estado para garantir a partilha do Valor
Adicionado (VA) para o retorno do ICMS entre as
localidades que poderão receber o empreendimento. Pelo
acordo, o município sede do empreendimento ficará com
50% do retorno e os 50% restantes serão distribuídos
entre as mais de 20 localidades da área de atuação da
empresa.

- Mais notícias e informações sobre o Projeto
Losango estão disponíveis no site
www.projetolosango.com.br. Lá é possível ver um
vídeo sobre o projeto e visitar virtualmente a maquete
das instalações da fábrica.
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Arroio Grande e Rio Grande disputam fábrica da VCP |
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Reprodução do Jornal Zero
Hora, edição nº 15595, de 08 de maio de 2008. |
Entre seis cidades que poderiam abrigar a fábrica
de celulose da Votorantim no Estado, escolha deverá
ficar entre Rio Grande e Arroio Grande
Apenas Rio Grande e Arroio Grande permanecem na disputa
que envolvia seis municípios da Região Sul pela fábrica
gaúcha da Votorantim Celulose e Papel (VCP). O anúncio
foi feito ontem à noite, em Pelotas, em jantar
reservado, do qual participaram executivos da companhia
e prefeitos dos seis municípios.
Ainda no primeiro semestre, a VCP poderá divulgar
qual cidade irá sediar a fábrica gaúcha. Hoje, o
diretor-presidente da VCP, José Luciano Penido, e demais
diretores apresentam os próximos passos do projeto
Losango na Associação Comercial de Pelotas. Além da
fábrica, o projeto inclui a área de plantio de
eucalipto.
Do jantar de ontem à noite, na Charqueada Santa
Rita, participaram os prefeitos de Pelotas, Rio Grande,
Cerrito, Pedro Osório, Capão do Leão e Arroio Grande.
Durante o evento, os convidados conheceram os detalhes
do empreendimento, cujo investimento previsto é de US$ 2
bilhões.
Em abril, a empresa retomou
estudo de impacto ambiental
Em janeiro do ano passado,
Penido já havia dito que trabalhava com duas áreas,
ambas nas margens do canal São Gonçalo. A decisão para
excluir quatro dos seis municípios foi baseada em
critérios técnicos.
Três variáveis já vinham orientando a escolha do
local mais adequado para alojar a planta industrial:
proximidade com o porto de Rio Grande (de onde a
produção será exportada), possibilidade de envio de
efluentes para o mar e acesso às principais rodovias
para desembarque de matéria-prima.
Em 10 de abril, a empresa havia anunciado a
retomada do estudo de impacto ambiental (EIA) a fim de
obter licença prévia para a fábrica na Zona Sul. Embora
o licenciamento para área industrial seja diferente do
florestal, nesta semana a VPC recebeu da Fundação
Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) a licença prévia
para o plantio de 110 mil hectares em sete municípios:
Arroio Grande, Bagé, Candiota, Herval, Hulha Negra,
Pinheiro Machado e Piratini.
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Leia esta reportagem completa,
clicando neste link, e saiba mais sobre o Projeto
Losango. |
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| A
Encruzilhada de Santa Isabel |
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Reprodução do
Jornal Zero Hora, edição nº 15605, de 18 de maio
de 2008. |
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Um futuro entre
o pasto e o banhado
Conforme o eucalipto avança sobre o pasto e a lavoura
de grãos, cidades começam a antever o futuro da
Metade Sul, onde três indústrias vão processar
árvores cultivadas em cerca de 400 mil hectares
do pampa gaúcho. Os três projetos devem custar
US$ 4,5 bilhões em investimentos de Aracruz,
Stora Enso e Votorantim.
No Extremo Sul, onde a Votorantim construirá um
complexo às margens do canal de São Gonçalo, as
mudanças serão mais profundas numa pequena
comunidade pesqueira que deverá ser a vizinha
mais próxima da fábrica. A vila Santa Isabel, no
município de Arroio Grande, que não mudou muito
em dois séculos, ainda espera saneamento básico
e asfalto e, em três anos, será palco de uma
obra que envolverá 6 mil trabalhadores. |
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Leia esta
reportagem, clicando neste link, e veja em vídeo a
expectativa da comunidade. |
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:: Progresso com bênção do visconde
Aos nove anos, Irineu Evangelista de Souza deixou
Arroio Grande e partiu para o Rio de Janeiro. A mãe
havia lhe ensinado matemática e julgou que o guri faria
melhor uso da habilidade com números numa cidade com
oportunidades além da agropecuária.
A história de Irineu, o visconde de Mauá, maior
empresário brasileiro de todos os tempos, ocorreu em
1823, mas não deixou de se repetir todos os anos na
cidade de 20 mil habitantes do extremo sul brasileiro.
Depois de receber estudo, grande parte dos jovens deixa
a região em busca de chances melhores nas grandes
cidades. A migração se dá tal forma que 12,27% da
população de Arroio Grande tem mais de 60 anos, índice
que se repete nos municípios vizinhos, enquanto a média
nacional fica em 9%.
No Rio, o cidadão mais ilustre de Arroio Grande ergueu
um império de bancos, estradas de ferro e companhias de
navegação. Agora, a construção de um complexo industrial
da Votorantim Celulose e Papel (VCP) na região pode
trazer de volta as origens um pouco do progresso de Mauá
e fixar os jovens. A empresa estima a criação de 34 mil
empregos na região por conta da plantação de eucaliptos
e da fábrica de celulose que será instalada às margens
do canal de São Gonçalo.
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Leia esta
reportagem completa, clicando neste link, e veja a
galeria de fotos da região. |
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À Espera do progresso:
Por que a Votorantim escolheu as duas cidades?
Após o anúncio da Votorantim Celulose e Papel (VCP)
sobre a instalação de sua fábrica do projeto Losango em Rio Grande ou
Arroio Grande, o poder Executivo destas duas localidades está ainda mais
engajado para atrair o empreendimento.
Na reportagem do Jornal Agora (Rio Grande)
mostra o posicionamento dos prefeitos do Rio Grande e Arroio Grande,
respectivamente Janir Branco e Jorge Cardozo, no qual relatam os motivos
pelos quais a empresa escolherá uma destas duas cidades. As
potencialidades e características de cada localidade podem ser
conferidas nesta matéria, que mostra o trabalho destas autoridades em
vistas à instalação da fábrica.
A construção do empreendimento está previsto para se
iniciar em junho de 2009 e as operações em agosto de 2011. A indústria
ocupará uma área de quase 500 hectares e produzirá, inicialmente, 1,3
milhão de toneladas por ano, utilizando como matéria-prima árvores
cultivadas na região. Na primeira fase, está prevista a geração de oito
mil vagas para a construção civil. Após entrar em operação, a fábrica
irá contratar cerca de quatro mil pessoas. A VCP prevê para o final de
2008 ou início de 2009 o anúncio do município pretendido para abrigar a
fábrica. O nome da cidade estará contido no Estudo de Impacto Ambiental
– Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), que será divulgado
publicamente e submetido a um calendário de audiências públicas. A
confirmação do nome do município será feita mediante autorização a ser
concedida pelos poderes públicos, quando começará a elaboração do
projeto de engenharia.
"Rio Grande está melhor preparado"
Segundo o prefeito do Rio Grande, Janir Branco, o
Município está melhor preparado do ponto de infra-estrutura para receber
a fábrica. Ele diz que devido ao volume financeiro do empreendimento -
cerca de R$ 3,4 bilhões - a escolha não será baseada na emoção, mas
através de um planejamento onde serão levadas em consideração dados
técnicos. "Há muitos anos, a Votorantim vem realizando diversos estudos
técnicos no Rio Grande do Sul, onde estão levantando as características
e potencialidades de cada uma das cidades da região, até que apontaram
os dois municípios como os locais mais adequados para receber a
fábrica", declara.
No entanto, Branco diz que Rio Grande é privilegiado
por causa da convergência da produção ao porto, "pois a localidade da
Palma (possível área onde será instalado o empreendimento) situa-se a
poucos quilômetros do porto, ligando o setor operacional ao de
exportação", argumenta. Além disso, o prefeito rio-grandino lembra que a
instalação da fábrica impulsionará o desenvolvimento de toda a região,
já que os municípios acordaram que 50% do retorno do ICMS seria dividido
entre as cidades onde há plantações da Votorantim, enquanto o restante
ficaria com a localidade escolhida para sediar a fábrica. Janir Branco
diz que vem participando de diversas reuniões na tentativa de garantir o
empreendimento. "Foram encontros em São Paulo e Porto Alegre, além de
reuniões com representantes da Secretaria do Desenvolvimento e dos
Assuntos Internacionais (Sedai). Se o Município tem atraído novas
empresas é que Rio Grande, com o apoio dos governos federal e estadual,
tem mostrado a força do seu porto marítimo", afirma.
Para ele, Rio Grande possui melhores condições de
atrair a fábrica por causa da proximidade entre a fábrica e o porto; a
existência de uma universidade federal e outra particular, além de sua
escola técnica que, segundo ele, irão preencher a demanda de
qualificação de mão-de-obra e pela sua tradição industrial, "pois parte
da necessidade que a fábrica terá poderá ser sanada por empresas da
própria cidade", argumenta o chefe do Executivo. Além disso, Branco
lembra que são vários os elementos que fortalecem a escolha por Rio
Grande, por ser uma cidade maior, com infra-estrutura urbana para
absorver o impacto causado pela instalação da fábrica.
"Também queremos ascensão econômica para Arroio Grande"
Apesar de dirigir um Município menor geograficamente
que Rio Grande, o prefeito de Arroio Grande diz que sua cidade tem tudo
para movimentar ainda mais o porto rio-grandino caso a fábrica da VCP se
instale em seu Município. Segundo o chefe do Executivo, Jorge Cardozo, o
projeto Losango trará a ascensão econômica para a região de sua cidade,
recentemente vislumbrada pelo município do Rio Grande. Diz que além da
própria fábrica, a Votorantim solicitou ao governo do Estado algumas
ações em infra-estrutura, que também impulsionarão o desenvolvimento da
região, entre elas a construção da ponte ligando as duas margens do
canal São Gonçalo, em Santa Izabel, e o asfaltamento de diversas
estradas, por onde será escoada a produção até o porto rio-grandino.
"Rio Grande tem o porto, mas nós (Arroio Grande) a matéria-prima.
A maioria das plantações da Votorantim estão
localizadas próxima à nossa cidade. Os investimentos por parte do Estado
previstos pela empresa não dizem que a fábrica ficará em Rio Grande.
Isso porque todos os acessos viários apontados são necessários de
qualquer forma, independente do local onde o empreendimento será
construído, pois o escoamento será até o porto. O que pensamos é que Rio
Grande possui outros pólos importantes e esta é a chance de Arroio
Grande trazer novas oportunidades para sua comunidade, assim como vem
sendo feito aos rio-grandinos", declara. Jorge Cardozo fala que a região
de Arroio Grande é a maior produtora de brita e granito, também
comprados por Rio Grande. Segundo ele, a fábrica trará benefícios a toda
a região sul do Estado, uma vez que os empregos poderão ser ocupados por
moradores de diversas cidades além do Rio Grande e Arroio Grande, como
Jaguarão e Pelotas. |
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Leia mais
reportagens, do Jornal Agora e outros da região, clicando
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135 anos depois, a polêmica está de
volta. Em que margem do canal de São Gonçalo será construída a fábrica? |
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