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Portal
Terra de Mauá | Divulgando
nossa cultura. Valorizando nossa gente!
| Arroio
Grande na internet. |
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| ::
Nossa Gente |

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Jornalista, escritor e comunicador
arroio-grandense, radicado em Porto Alegre, aproveita o espaço aqui
no Portal para falar da sua, da nossa terra. E convida o leitor:
faça o mesmo e valorize esta iniciativa. Todos vão gostar.
"camiñante no hay camiño se ace
camiño al andar" (Antonio Machado) |
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| REMÉDIO CONTRA A
BARBÁRIE |
Blog do João Garcia:
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A barbárie tomou conta das ruas nas grandes cidade,
seguidamente cruzamos a fronteira entre o Bem e o Mal. Todos os dias é
como fosse uma loteria, saímos para o encontro com o imponderável. Naquela
esquina, no semáforo, na saída do restaurante, do cinema, ao chegar em
casa para estacionar o carro, alguém poderá nos premiar com um assalto. Os
filhos na balada estão sujeitos a maldade de viciados ou de grupos
quadrilheiros violentos. Nem a escola está livre do Mal, a violência
escolar é real.
As grandes cidades estão doentes, contaminadas e
acredito de forma definitiva, sem solução para a violência que não seja
uma guerra civil entre as policias, o Judiciário e os governos.
As pequenas cidades precisam proteger-se da barbárie,
porque sendo uma doença social um dia chegará ali.
Leio nos jornais do Arroio Grande notícias de alguma
violência urbana desmedida, de fatos anti-sociais preocupantes e penso que
são avisos, sinais, para uma ação sócio educativa e de segurança a nos
chamar para a Ordem.
Já apelei as autoridades policiais e judiciárias
(delegados, oficiais da BM, promotores públicos e juízes) para
estabelecerem nas suas atitudes a fronteira contra a barbárie. O primeiro
momento desta fronteira começa em casa, na família, no diálogo dos pais,
segue pela escola onde os professores podem dar um "STOP" na aula, para
dedicar alguns minutos a análise de fatos que estejam ocorrendo na
comunidade e preocupem.
Assim vamos defender nossa gente desta violência e
agradecer a Deus por vivermos numa cidade onde a maioria se conhece e os
"estrangeiros" são logo identificados nas ruas.
Leio iniciativas educacionais e comunitárias que
demonstram esta preocupação, mas acho que isto deve formar uma Rede Social
na defesa do Arroio Grande. Vasos comunicantes de um "Gullag do Bem".
Será em mim o desejo de voltar, de ter o Arroio Grande
como abrigo da minha família? Pode ser. Mas, é sobretudo porque meu
coração está lá na curva do Arroio Grande, parti e o meu coração ficou e o
Tempo não conseguiu apagar esta Paz que desejo perene aos que vivem na
minha terra.
Esta crônica é um apelo às lideranças do Arroio Grande,
suas autoridades, às famílias. Muito mais do que ruas pavimentadas e novas
luzes a iluminar caminhos, está em primeiro lugar a Paz de poder andar nas
ruas quando quiser, a hora que desejar. É todo um processo que deve
acontecer agora, como um escudo invisível criado pelos que amam o Arroio
Grande.
Cuidem da escola, das crianças, protejam os desvalidos,
incentivem os pobres ao trabalho e ao progresso pessoal, mostrem os
exemplos de cidadania: teremos encontrado o remédio contra a barbárie e
seremos exemplo para o Mundo.
JOÃO Antonio Lopes GARCIA; novembro 2009.
 SEMPRE O ARROIO
GRANDE
Diariamente cito personagens, curiosidades do nosso
Arroio Grande, ao microfone da Band AM 640 no rádio em Porto Alegre e
muitas das vezes as pessoas que participam do debate gostam das
histórias porque elas tem tudo a ver com tantas cidades pequenas desta
pequena cidade de alma tão grande.
Assisti o sofrimento da passagem do El Nino no Estado,
os estragos no Arroio Grande, e senti muito não estar lá para ajudar. A
garra do povo arroio-grandense vai superar mais esta dificuldade.
A riqueza de histórias dos arroio-grandenses é a
revelação de sentimentos e emoções que partilhamos neste espaço do
portal campeão, veículo idealizado pelo talentoso André Floor. Vejo
nisto uma viagem que fazemos pelo tempo de tantos, uns mais antigos,
outros mais recentes, mas todos carregados de sentimentos verdadeiros.
Aqui nos reencontramos ficando em nós o desejo de poder abraçar, tocar e
dizer o quanto fomos importantes uns para outros contemporâneos e ao
mesmo tempo uma saudade latejante de vivências que não voltam mais. Um
desejo de tentar voltar na história de contar outra vez aqueles momentos
marcantes de paixão. Olho os recados na esperança de encontrar meus
amigos e amigas que a vida separou, mas não desuniu porque enquanto
ficarem em nós as lembranças estaremos reunidos em afetos jamais
perdidos.
Arroio Grande é o nosso marco e agora entendemos porque
é tão importante esta raiz de todos nós. As cenas passam por nós como um
filme inacabado, s ruas, o casario, os encontros, os debates, a escola,
a vida que se foi, a vontade, imensa, de pedir que pare o tempo e que
estas pessoas não passem jamais.
Leio as homenagens feitas aos nossos ícones do Arroio
Grande e assino embaixo de cada uma delas. As figuras ilustres, os
personagens das ruas, típicos de nossas e de todas ás épocas.
Não nego a saudade da minha infância, da mocidade que
deixei no Arroio Grande e vou resgatando nos depoimentos que dou ao
microfone. Não nego também que me faz um bem imenso quando as pessoas me
dizem que são do Arroio Grande, filhos ou netos dos meus contemporâneos
e quando com o prestigio que a profissão me dá consigo ajudar alguém da
terra.
Arroio Grande é meu refúgio, meu lugar, minha saudade,
onde serão depositadas minhas cinzas ao canto de Luis Menezes e sua
poesia..."quando eu morrer permita Deus que nessa hora, ouças ao longe o
cantar da cotovia..."
JOÃO GARCIA; agosto 2009.
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A VIDA PASSA NO
PORTAL
A cada visita que faço no Portal da nossa terra, obra do prezado André
Floor, é uma viagem ao passado e ao presente da cidade. Reencontro
amigos e amigas, leio suas histórias e reconforto-me por sabê-los bem.
Uma passada pelas mensagens que chegam é o mapear dos
afetos que se distanciaram, mas que não se perderam. Onde andam, o que
fazem? Penso que o André poderia mesmo criar um espaço para estes
reencontros que até poderiam se dar no Orkut como já acontece com
tantos, mas o portal seria o intermediário.
As fotos da cidade, das pessoas revelam o carinho que
os arroio-grandenses têm por sua cidade, mas ainda falta uma grande
iniciativa do poder público, Prefeitura, Câmara de Vereadores para nos
juntar. Tenho insistido com o Centenário do 20 que parece-me adequado
para este grande encontro dos arroio-grandenses, mas poderão existir
outros eventos.
Claro que não existe hotel para toda esta gente, mas a
municipalidade poderia criar uma rede de hospedagem em casas
particulares, onde se pagaria a diária para pernoite, café da manhã e
jantar e os parentes franqueariam hospedagem para os que vierem nos
visitar nesta data. A cidade poderá ganhar com isso, porque muitos irão
comprar coisas que digam sobre a cidade, camisetas alusivas ao
Centenário do 20 ou outro.
Desculpem-me se ínsito tanto nisto, mas confio no meu
sexto sentido para estas coisas. Começamos aquela vez timidamente com o
Abrace o 20 e viram como foi bacana.
O André prometeu-me apoio nesta iniciativa, o PG (Paulo
Giovani, jornalista do Correio do Sul) vai dar uma mão, sei que o
pessoal das rádios também, falta o apoio oficial para fazermos do
centenário um marco na história da cidade.
Insisto porque esta é a chance que tenho, este é o
espaço que fala direto ao coração de vocês. Os meus espaços em Porto
Alegre, pouco podem, mas também sei usá-los na rádio especialmente. Meu
coração menino sonha.
Falem comigo: bloguedogarcia@gmal.com, ou liguem no
(51) 99455984 deixem recado que darei retorno!
JOÃO GARCIA; abril 2009.
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A NOSSA MEMÓRIA

Articulei no Correio do Sul Regional, jornal do PG na terrinha, sobre a
Memória da cidade. Pouco depois fiquei sabendo que esta preocupação já
existe, mas convém reforçar aos nossos governantes.
O Paleca Conceição me mandou umas fotos de
prédios antigos da cidade e que na minha opinião merecem recuperação,
conservação sob formato da Lei. Podem vê-las aqui no portal e até mesmo
identificá-las.
As cidades crescem e vão perdendo a memória
numa espécie de alzheimer urbano. Casas vão sendo destruídas,
substituídas por prédios modernos e sem passado. Isto é como apagar um
quadro ou cobrí-lo com outra tela nova. Pior, apagam também da nossa
memória. Já acontece e comigo, já aconteceu. Procurei pelas casas dos
meus fantasmas e não as encontrei. Não era a minha cidade. Ali apagaram
a minha memória. Já não encontrava os velhos da minha infância, da
juventude e alguns contemporâneos que haviam morrido. Pois, os
engenheiros mataram também minha lembrança urbana. Aos amigos dos meus
pais, aos meus amigos falecidos poderia visitá-los no cemitério, mas e
as casas da minha lembrança, onde visitá-las? No Museu, me disseram.
Assim me faz o Paleca mandando fotos,porque
ainda estão ali, mas por quanto tempo? E se derrubarem a casa do seu
Osvaldo Esteves e a farmácia do seu Maciel, o sobrado do seu Rocco, a
loja dos turcos, a casa do doutor Salvador, a do seu Pitorra e demolirem
a velha Hidráulica, e o prédio do 20? Meu Deus!
Velho, voltarei para um lugar que não conheço.
Vão apagar de mim as minhas referências e não vamos fazer nada para
evitar?
Quando minha mãe ficou com Alzheimer, falava
com ela sobre o passado, sobre as pessoas e estas casas. Todas vivas na
minha memória e na dela.
Não vamos permitir que nos matem vivos.

João Antônio Lopes Garcia.
Fevereiro/2009 |
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ALMA
INQUIETA
Muitos perguntam-se o que fariam se de
repente ganhassem uma bolada na loteria,enfim. Fazem planos para o uso
deste dinheirão.Sabem quais são os meus planos? Gostaria de marcar minha
passagem neste plano deixando uma obra capaz de sempre que alguém a
visse falasse: Eis a marca do João Antônio, o Gordo do Jacinto. Um homem
de Bem. E como seria bom ver a felicidade estampada no rosto da minha
mulher, das minhas filhas,do meu neto ao ouvirem isso.
Não juntaria estas riquezas terrenas que
podem desaparecer. Construiria uma Indústria para fabricar o Cidadão do
Bem.
A sede seria no Arroio Grande e teria
filiais na Vila de Itapuã (Viamão), Pedro Osório, Cerrito ,Jaguarão
Pelotas, Herval e Rio Grande. Destinaria recursos para manter a obra da
Associação Emanuel em Porto Alegre. Teria como função á Educação e ao
Empreendedorismo.
Faríamos casas populares com centros
sociais de incentivo às atividades manuais. Ensinaríamos a fazer hortas
ecológicas de manutenção, oficinas profissionais para formar costureiras
customizadoras, culinaristas, bordadeiras, ceramistas, artesãos,
músicos, artistas e só receberiam ajuda os que cumprissem o regulamento
dos investimentos.
Nada de graça. A Fundação faria contatos
com outras pelo Mundo para “vender” esta arte.
Os estudantes universitários financiados
pela Fundação teriam como contrato de trabalho atender a população
pobre, na Medicina,Odontologia, Psicologia, Pedagogia, Nutrição,
Engenharia, enfim, devolveriam cada real investido neles sem prejuízo à
profissão.
O site conhece as minhas "viagens", porque
esta é a forma de dizer: Eu gostaria. Na minha profissão a vaidade é
parte intrínseca, alguns exageram. A minha é de ser reconhecido porque
escrevi sobre alguém que andava esquecido na memória popular, ou porque
participo de campanhas solidárias. Fico exibido, vaidoso e me faz bem.
Como não posso fazer a Fundação, vou
construindo aos poucos aqui e ali ajudando no que posso e procurando ir
além. Minha alma inquieta pode ser confundida como uma espécie de "alma
hiperativa", que seria o diagnóstico de hoje ao "marca diabo", que fui
na infância, com aquela cara gorda e debochada de péssimo desempenho
escolar e ótimos resultados na banda, no Grêmio Estudantil e razoáveis
no futebol.
Penso, no quanto a nossa terrinha precisa
de nós – os de fora. Esta alma inquieta faz planos, sente saudades,
lamento o tempo ter passado tão rápido, de nos ter afastados dos amigos
e amigas,daquela gente que a gente não sabia tanto, mas que amávamos.
Ali, no som, boleros inesquecíveis me
trazem lembranças tão boas e de olhos fechados posso vê-los, todos e
todas que encantaram minha vida. Eu os vejo. E choro.
E Alma Inquieta viaja. Quem sabe noutra
Vida, noutra Lida possa ajudar mais.
João Garcia – O Gordo
do Jacinto. 30 de dezembro/2007 |
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O
abraço no "20 de Setembro" foi um sucesso!
No último dia 22 de setembro,
tivemos o
reencontro dos arroio-grandenses em homenagem à velha e
querida Escola 20 de Setembro. A festa teve show dos artistas da
terra, homenagens e apresentações artísticas. A professora Lelé Freitas, atual
diretora da escola, foi fundamental no apoio desta iniciativa.
Veja as fotos do evento, aqui no Portal Terra de Mauá, na seção
Galeria de Fotos. (Clique
Aqui)

André Floor, a
diretora Elenice Freitas, João Garcia e Cléber "Painé" |
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CARTAS/
CRÔNICA INCOMPLETAS SOBRE A RUA DOUTOR DIONÍSIO DE MAGALHÃES
Estas cartas, em
forma de crônicas, foram escritas ao João Antônio Garcia, o
Jotagê, nosso conterrâneo que, à época, era diretor da TV
Educativa, do Estado. Contam o passado e o presente da Rua
Dionísio de Magalhães, a rua da casa do João Antônio. É, na
verdade, um esforço para resgatar a história de uma rua da
cidade. Está incompleto o levantamento histórico e espera
colaboração para seu aprimoramento. No entanto, creio que um bom
nome para estes escritos seria CARTAS/ CRÔNICA INCOMPLETAS SOBRE
A RUA DOUTOR DIONÍSIO DE MAGALHÃES.
Por Arnóbio
Zanottas Pereira |
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João Antônio,
Tua última crônica
publicada no jornal A EVOLUÇÃO, foi de uma felicidade incrível,
teve a virtude de mexer com a nossa lembrança, deixou bem a
mostra que o cordão umbilical que te liga à nossa Terra nunca
vai ser cortado. De há muito tu vens escrevendo sobre este
tema/saudade e já há bom tempo vens me toureando para que eu
também escreva sobre ele. Escrever sobre o tempo da meninice, da
adolescência vivida nesta província. Agora, me rendo, não tem
como um vivente não entregar os pontos. Há muita coisa para se
registrar, se contar... Às vezes, quantas vezes, eu faço as
mesmas viagens que tu fazes pela nossa cidade... Pois bem, vamos
escolher uma rua, vamos? Pode ser a tua. Quantas coisas antigas
na tua antiga rua. Quantas coisas a lembrar num simples passeio
que poderia começar na barbearia do Seu Berto e terminar na
venda do Dinarte, na Bica, na Fábrica de Café do Didivo, naquele
finzinho de rua. Quanta coisa entre estes dois pontos... A meio
caminho, a Sete Portas e nela, latejando como um coração, o bar
Honra e Glória do Irani, cheinho de chinas (a Negra Maurícia, a
Maria Vaca, a Nair Gaveta, a Helena Peluda). Defronte, o Cabaré
da Marina, o antigo, o que não nos foi possível conhecer as
entranhas, pequenos que éramos. O Bar Meu Cantinho do Alicate e
a correspondência e a cumplicidade destes lugares com a Casa de
Cômodos do Zé Cavallieri. O Bar da Iracema do Tuca, a barbearia
do Couto. A casa do Marta Rocha, sempre sozinha, até hoje
sozinha naquela esquina, lembras? E os gansos da Dona Margarida?
A Venda do Nestor - um centro comercial - que não sabíamos que
existiria um dia, só na nossa imaginação. A casa do Wilson
Feijó, o Hotel do Chico Bonneau, residência do Alvim Caminhão. A
casa da Dona Coca, a carpintaria do Lauro Surdo, defronte à Casa
Alfredo. A casa da Lina, a casa do Seu Paulino e a barbearia do
Seu Nito e a venda do Carlos Barulho e a alfaiataria do Seu Hugo
e a Voz dos Pampas. A Delegacia de Polícia (o Delegado
Herculano), depois Padaria do Fioravante; O Posto de Saúde
naquela esquina confronte à casa do Seu Donário, depois do
Albino Peter. A Usina, principalmente o pátio da Usina, defronte
ao Correio. O Café do Deca, o escritório do Antônio Silva, o
Bazar da Dona Negra e a sede do jornal. A Oficina do Antenor e o
Posto de gasolina na esquina do Aldírio, teus vizinhos mais
próximos. Ah, João Antônio, quanta coisa num pedacinho de rua,
na rua da Oficina do Valentim (ou da Loja do Rocco?). Um dia
ainda escrevo sobre isto... Um abração. Arnóbio.
*****
João Antônio,
Escrever sobre a tua Rua
foi mexer em vespeiro. Pensava ter esgotado o assunto. Pensava.
De certeza a onça da saudade foi cutucada com vara curta. Não
haveria de ser a tua Rua apenas uma rua. Tua Rua é um mundo. Um
mundo que espera venhas, sempre mais uma vez, para compartilhar,
com os mesmos de sempre, a sempre renovada nostalgia. João, tem
o tempo em que havia uma oficina de consertos que pertenceu ao
cidadão João Jacinto Garcia (teu avô?), lugar onde foi o Armazém
Pacífico, defronte à horta do Irani. A venda de Secos e Molhados
do velho Martim Sapo, que ficava a menos de cinqüenta passos, em
diagonal, da Casa do Pedro Costa, pai do Nero e defronte a tua.
O armazém do Horácio, esquina com a Praça, onde chegou a
funcionar uma forte casa comercial do Izidro Peres (neste
lugar também existiu o restaurante do Otacílio Bichão). Perto,
ao lado, o Bazar Arroiograndense e o consultório do Doutor
Falcão. A relojoaria do Seu Cesário, irmão da Dona Nita do Zecão
Carneiro, ao lado da casa do Gu. O engenho do Seu Davi Costa com
aquela chaminé imensa, que até hoje existe e que tocou milhares
de ave-marias do Gounod (através dos alto-falantes do Ganso).
Todos, ou quase todos, lugares que foram íntimos dos nossos
pais, que eu estava deixando, pois, para listá-los numa outra
oportunidade, quando voltaria a falar sobre a tua Rua de mais
antigamente. Mas, é imperdoável ter esquecido a Padaria do
pai do Dandão, no lugar onde funcionou a Loja do Turco Issa; a
venda do Branquinho, lá naquela lonjura; a venda do Jaime
Rodrigues, penúltima casa da rua (o caixeiro era o Mauro do
Cazuza). A última casa da rua, então, era a Padaria Punta del
Este, do Efrain, pai do Corvo. Ainda agora a saudade, que é
grande, vai me jogando, aos trancos, para novos achados de
antigamente: A Churrascaria do Adão da Cizica, vizinha ao Hotel
Regente do Vilmar Hackbart. A Voz Rural, com o Sérgio do
Venâncio de locutor, e a sapataria do Amândio, pai da Praxedes,
defronte àquela pequena pensão familiar onde morou o Laudelino
Três Bolas (se não me falha a memória ele era o gerente, no
tempo do Gringo da rodoviária). Que mais? O Bar Só Vai, a Pensão
da Noêmia do Deca, o Posto Ipiranga defronte à Praça e uma
Padaria que foi do Neri Canhada, na esquina da rua do Vinte.
Quanta coisa ficou para trás, ainda; quanta coisa faltando para
completar esta pequena memória sobre a tua Rua. E sobre as
pessoas da tua Rua? (diz o Nelsinho que é a rua que mais tem ou
teve músicos, será?). Vem rolo!!! Um abração. Arnóbio.
*****
João Antônio.
Como é bom escrever sobre
a nossa cidade, sobre as nossas coisas. Agora mesmo, mais dados
sobre a tua Rua de antigamente, a nossa Rua de sempre e que, ao
que tudo indica, sempre viveu sob o império das mulheres. Desde
os tempos da Chácara da Lina, no início da rua, refúgio onde a
molecada de então caçava tico-ticos e pardais, até o último bar
inaugurado: o Bar da Rogéria do Ósca (escala do Papaco antes de
ir para o Molenguda e encerrar o trago). Na rua, ainda hoje, um
dos bares mais fortes do momento é o da Marilda na esquina da
rua do Vinte, no mesmo local em que existiu a churrascaria da
Sílvia do Élvio. Noutra esquina, foi point (quando a
palavra ainda não era aplicada) a Churrascaria da Eni, na
chaminé. Nesta rua foi famoso o peixe da Marina. Marina
velha de guerra, navio-escola... Bastante afluência teve,
também, em certa época, o Bar da Mirta, que ficava lá para as
bandas da Cooperativa. Sob a batuta de uma mulher, também,
existiu um bar que marcou época e foi do nosso tempo de guri: o
da Noêmia do Deca, na esquina da Praça. A Tabacaria da Nanci e,
quase defronte, o restaurante da Neli, com o nome de
“Progresso”.Teve, também, nesta tua Rua de antigamente a loja da
Dona Mosinha, a pensão da Dona Augusta e o já citado, em
oportunidade anterior, o bar da Iracema do Tuca. Mais, no mesmo
local onde funcionou a autopeças do Professor Romeu, loja que se
chamou R.B.Conceição, também abriu sua porta a cigarraria da
Armênia. Neste mesmo prédio, já um pouco modificado, está
instalada, hoje, a casa de comércio da Neilaci: Loja a Realeza.
Quem lembra do Bar do Ademar, depois Bar Formigueiro (primeiro
bar do Formigueiro)? No mesmo local chegou a existir o Bar da
Oscarina, do Wilson, tudo não muito longe, tudo a menos de uma
quadra do bar da Negrona, depois Bar da Idê, na Sete Portas. E o
Armazém da Aninha, ao lado da tua casa, e a Loja da Ana Júlia,
recentes mas não existindo mais. Pois, João Antônio, para
mostrar que as mulheres deixaram marcas na tua Rua de
antigamente, não seria justo esquecer o Bazar Arroiograndense,
da Dona Negra, defronte à Praça, tão útil que foi, tão saudoso
que é. Que mais, que mais coisas ainda dormitam sem que a
lembrança as acordem? Quanta coisa ainda na tua Rua de
antigamente há de surgir aumentando esta crônica/memória.
Decerto, neste capítulo, em que se procurou lembrar as mulheres
da tua Rua, mais mulheres foram proprietárias e não foram
citadas. Fica para outra oportunidade. Um abração. Arnóbio.
*****
João Antônio,
A cada amigo que mostro
as cartas/crônicas que escrevi para ti recebo emendas e
subsídios para complementá-las. Vê só no que deu ter escrito a
primeira tão ligeiramente, tão inconseqüentemente. E ter escrito
a Segunda, também como se pudesse ser definitiva. Agora, eu não
quero escrever nenhuma sem estar cheio de certezas. Não me
parece difícil fazer uma pequena memória da nossa cidade, mas,
qualquer coisa que venha a ser escrita vai sempre merecer uma
reforma. Eu, ao menos, estou gostando das correções que fazem.
Uma delas: e a Boïte do Manuel Português que funcionou no
prédio acima do Café Marrocos? Ora, não foi ali, então, que se
apresentou a famosa Cubanita de Bronze, dançarina que
veio diretamente de Porto Alegre para fazer a sua apresentação
(sobre esta figurinha hás de encontrar por aí pessoas que tenham
conhecido e dela falem para que melhor te situes na
grandiosidade do evento aqui ocorrido.. Foi famosa, não sei se
mais que a mãe. Sei que faz parte da memória da Capital). Então,
falha como essa pode ser perdoada? Ah! Essa tua Rua de
antigamente reserva, pois, muitíssimas surpresas, ainda. Assim
como foi possível esquecer a boate, esquecida também foi a Loja
Renner, do Dirceu Gaitinha, neste mesmo prédio que pertence à
Sociedade Agrícola. Depois, existiram muito mais bares nessa tua
Rua e estamos tentando resgatá-los do esquecimento.: Por acaso
chegou a ser do teu tempo o Armazém dos Três Patetas? Onde mais
tarde o Mulita instalou o Restaurante que até há pouco tempo
existiu, sempre com mocotó aos domingos (na Nota Fiscal
deste restaurante figurava o slogan “Mocotó Levanta
Defunto”. Tenho guardada de recordação uma dessas notas).
Naquela esquina defronte à Dona Margarida dos Gansos num certo
tempo existiu o Bar do Aparício que, mais tarde foi transferido
ao seu Carlinhos Cunha. Ao lado, a casa da Dona Menininha:
vendia-se lenha. Há menos de cinqüenta metros outro
esquecimento: a alfaiataria do Zé Cavalliere (eu apenas havia
mencionado a Casa de Cômodos que ele manteve, porém sua
profissão correta era esta e ali estava instalado o seu ateliê).
E o Balaco? Lá das cercanias do Gravatá do Euzébio, o
Balaco mudou-se para onde até hoje mantém uma casa de comércio
que não ficou a dever nada para o Bar do Timotéo (vizinho doutro
peixe, o da Tia Rosa). Pois é... Eu não ia mais escrever
sobre a tua Rua de Antigamente sem antes me cercar de certezas,
mas... João Antônio, ainda temos que falar sobre um autinho
Renault, azul escuro, que existiu na tua Rua. Um abração.
Arnóbio.
*****
João Antônio
É sempre bom lembrar, amigo, que estas cartas/crônicas que
escrevo restringem-se a uma memória da Rua Dr. Dionísio de
Magalhães, somente. E, mesmo assim, a cada produção, há um
enorme arrolamento de coisas esquecidas. Tua Rua Dr. Dionísio,
que quando éramos meninos chamava-se Rua Júlio de Castilhos, vai
hoje com mais antigas novidades. Só na quadra da tua casa: A
Loja de autopeças do Seu Lerípio, lembras? Na esquina da Praça
da Matriz, que também foi propriedade do Seu Ernesto Griep?
Chegou a funcionar, ali, um Posto de gasolina, o Neri Canhada
era o gerente. Ainda, na mesma quadra, sem ser do nosso tempo, a
primeira casa que vendeu gelo, picolés e sorvetes, na cidade, de
propriedade do Lauro Hernandez, estava localizada defronte a tua
casa, onde hoje mora o Nelsinho. Ainda, quase ao lado da tua
casa, existiu a oficina mecânica do seu Antenor, que depois
pertenceu ao Lulu. Neste mesmo local, com oficina mecânica,
iniciou sua carreira o Marcos, do Seu Esperança Antória. No
lugar desta Oficina também foi Loja do Osmar Esteves:
representação dos Adubos Trevo, de uma concessionária da marca
Aero Willys (carros e camionetas) e de tratores. Muitos jogos de
futebol escutamos com o amigo Hélio, que era funcionário desta
loja, e morava ali. Neste mesmo lugar foi empregado o Quico,
irmão do Osca, que era motorista e trazia os automóveis
flamantes que eram vendidos pela loja. Ainda, só para não sair
de perto da tua antiga casa, nessa tua antiga rua Dr. Dionísio,
nessa mesma quadra, onde foi restaurante do Bichão, existiu o
armazém do seu Horácio. No mesmo lugar foi proprietário de
armazém o Jandir, tudo bem antes de ali ter sido a primeira loja
da Corrida do Ouro. Na outra quadra, poucos metros longe da tua
casa, defronte à Praça, ao lado da Loja da Dona Negra, funcionou
a relojoaria do Schebella, a primeira. Então, já esquecias?
Pois, só nessa quadra da Praça, mais duas relojoarias: a do
amigo Walter, atleta do Saci, onde também escutamos muitas
partidas de futebol - época anterior ao advento da televisão.
Depois, esta relojoaria pertenceu ao Morales. Ainda, defronte à
Praça a Casa de Comércio do Seu Diome. Ao lado deste armazém
instalou-se, mais tarde, o consultório de dentista do Dr. Jader.
Aliás, o outro consultório do Dr. Jader também foi nesta mesma
rua, defronte à antiga usina, naquela casa de esquina que já foi
Posto de Saúde. Bem, João Antônio, por enquanto é só. Um abração.
Arnóbio.
*****
João Antônio
Esta é a prometida crônica sobre os músicos da tua Rua.
Incompleta - de certeza - e à espera dos amigos para os reparos
necessários. Diz o Nelsinho que é a rua em que mais moraram
músicos ou pessoas ligadas a esta arte. Pois, vamos lá. Na tua
rua morou, onde teve casa de comércio, a Dona Mosinha, que era
pianista. Seu filho, de nome Elias, também foi pianista e
fundador de um conjunto melódico que foi famoso na década de 60,
tinha o nome de Blue Moon. Componente deste conjunto, e
também morando na tua rua, o Nenê Balhego, que foi um virtuoso
músico: além de ter um ouvido absoluto, tocava com maestria
saxofone, clarinete, flauta e violão, além de outros
instrumentos. O pai deste músico era o Seu Zé Balhego, irmão do
Seu Fiquita, ambos clarinetistas. Perto da casa do Nenê, havia
três bons gaiteiros: O Osvaldo Sanfoneiro, o Valnir do
Ferreirinha e o Seu Agripino. Vizinho destes últimos seis
músicos existiu um grande bandoneonista e tangueiro chamado de
Pedro Cego, que morava na Sete Portas. Este não era do nosso
tempo mas está na lembrança de muitos. Nesta vizinhança, também
morou o Toninho Viana, gaiteiro. Perto, a casa do João Fernando,
teu primo, que além de compositor, dono de grupo musical, é
cantor, de voz melodiosa. Nestas imediações morou o Gessinho,
que foi percursionista no Conjunto Blue Moon, e no
Conjunto Flamboyant. Interessante, amigo, que estes
músicos acima citados moravam todos não muito longe um do outro,
em três quadras contíguas, quiçá a zona da cidade com mais
músicos por metros quadrados. Talvez, mesmo, e isto mereceria um
estudo mais caprichado, esta fosse a Zona Boêmia do nosso Arroio
Grande. Ainda, para os lados do Colégio Dionísio, sempre na tua
rua, morou o Hércio Costa, que até hoje toca saxofone e violino.
Com este instrumento ele abrilhanta o coro da Igreja Matriz. Lá
na esquina da Rua Padre Vilhegas outro gaiteiro: o Barroso, que
ali teve a sua empresa por muitos anos. Perto da tua casa, João
Antônio, também foi bom violonista, o Seu João, pai do Nelsinho.
O Seu João tocava gaita de boca e violão, ao mesmo tempo. Quanta
surpresa! Quem diria... E tudo na tua Rua de antigamente. Na
pensão da Noêmia, por muitos anos morou um gaiteiro chamado
Valpírio. Este, sentava na calçada defronte à Loja do Rocco e
tocava gaita que dava gosto. Nesta rua morou o Cardo Peixoto,
defronte à Praça. O Binigão, o filho, que é bom violonista e
cantor. Mais, o Diretor do jornal Meridional, o professor,
compositor e cantor Sidney Bretanha, morou ao lado da Cigarraria
do Seu Álvaro. Tem mais... Um abração do Arnóbio.
*****
João Antônio
Não sei se nestas linhas
vêm mais lembranças ou mais esquecimentos. Em todo caso, vamos
ver: Lembras do Bar do Chagas, pai do Lisca, lá onde teve bar o
Ademar do Posto de Saúde, defronte à venda do Seu Nestor?
Chegaste a conhecer o Bar do Mofio, bem ao lado daquela primeira
Bica da Prefeitura? Bica que, mais recentemente, veio para a
horta do Irani, defronte à Fábrica de Café e do Depósito de
Bebidas do Didivo. Nesta tua Rua, além das já citadas barbearias
do Couto, e a do Seu Nito, em tempos idos, existiram as
barbearias do Seu Paulino Neves (ao lado da alfaiataria do Seu
Hugo – o Januário era alfaiate ou ajudante?) e a barbearia do
Seu Emílio Hissé, na esquina da praça, onde existiu o Armazém
do Luiz Marques, na casa do Seu Pitorra. Sobre armazéns, é bom
lembrar que lá na esquina da Padre Vilhegas, existiram os de
propriedade do Seu Fidelino, depois o do Jamir e, mais
recentemente, o Armazém Colosso, sempre no mesmo prédio.
Defronte a este armazém existiu a outra fábrica de café, Café
Arroiograndense, lembras, de propriedade do Seu Arlindo? João
Antônio, onde andam os restaurantes da tua Rua? O que fazer com
a saudade do Acapulco, na esquina da praça, que marcou época,
que recebia artistas, que era atendido pelo amigo Vanderlei?
Cláudia Barroso, Kleiton, Kledir, Clébio Sória, Danúbio
Gonçalves, Paulo Peres, quantos artistas o maitre
Vanderlei cativou... Também, na esquina da praça, onde
funcionou o primeiro Colégio Elementar, depois Grupo Escolar “
20 de Setembro”, foi famoso o restaurante Forninho, ao lado da
Lancheria Top Set. Neste prédio, antes do Café Rex, do Xandoca,
abria suas portas o Café do Jandir. Por aqui, neste mesmo local,
funcionou a churrascaria do Galo, propriedade do Galo Mendes. Na
outra esquina, confronte à Usina velha, existiu o Restaurante
Quitandinha, no mesmo local onde o Seu Fioravante, pai da Rose
Guevara, estabeleceu a Padaria Santos. Ainda nesta rua, no mesmo
local onde foi Restaurante do Mulita, funcionou o primeiro
Restaurante Dois Irmãos. Estará terminando o rol de coisas
antigas nesta tua antiga Rua? Não Acredito, sinceramente. Ainda
não falei nos engenhos que existiram na tua Rua, amigo... Não
citei nenhum comitê político... Quando falei sobre os
relojoeiros, esqueci do Alcindo, defronte à venda do Seu
Branquinho. Falei sobre as oficinas e esqueci a do Mário Link.
Falei sobre as alfaiatarias e esqueci a do Otacílio. Falei sobre
depósitos de bebidas e esquecia o do Anastácio, tão antigo, tão
famoso. Por ora, um abração. Arnóbio.
*****
João Antônio
Ainda, a Rua Dr. Dionísio
de Magalhães. Ela é uma verdadeira caixa de surpresas, um saco
sem fundo... Tudo que sobre ela escrevermos há de ser sempre um
rascunho, merecerá sempre muitas emendas. Muitíssimas emendas,
certamente. Vou misturar, desta vez, coisas mais antigas com
coisas mais modernas, vê: Defronte à Praça Matriz, depois de
fechar o Restaurante Acapulco, abriu suas portas a Cigarraria
Central, estabelecimento que vendia livros, revistas e jornais
(a Guiomar era a atendente, quem esqueceu?). E, por esta mesma
calçada, onde foi o Bar da Rogéria, antes, havia sido o Bar do
Tino. Na esquina da Praça, depois de existir no prédio o Posto
de Gasolina, funcionou a Autopeças R.B.Conceição, do Professor
Romeu. Antes, neste local existiu a Loja Auto Esporte. Quase ao
lado, nesta mesma quadra da tua casa, a Loja Figueiras,
revendedora de peças agrícolas, representada pelo Osmar.
Existiu, também, nesta tua Rua, a Cigarraria do Eraldo, na casa
que foi alfaiataria do Seu Hugo. Adiante, defronte ao pátio da
CEEE, a Loja da Ana Notari, depois Loja de R$ 1,99, da Eloísa
Bonneau (Parece que foi, aqui, a primeira Loja da Sinaleira).
Existiu, também, confronte à CEEE, a Loja de armarinho do
Armando Nimer, onde, mais tarde, o Raniere também abriu uma
loja. Tudo isto ía ficando para traz, nesta memória da tua Rua,
e mais isto, João: na esquina onde estava o alto-falante da Voz
dos Pampas, o Seu Davi Costa, em priscas eras, teve um forte
armazém com o nome de Casa Guarani. O Felipe, por muitos anos,
também, teve, neste mesmo prédio, que fora deste seu tio, um
armazém. Lá na Rua Mário Maciel, onde foi barbearia do Seu
Berto, recentemente, com prédio novo, instalou-se a Loja Movema,
do Vilson. Depois, funcionou no mesmo prédio, sem que eu lembre
a ordem, o Bar do Mingau e o Bar do Sérgio Patrício. Mais lá, ou
mais cá?, onde foi Bar do Chagas (o atendente também era o
Formigueiro), funcionou por muitos anos um açougue do Marino (o
Lilia era o cortador de carne). No prédio em que os Alemães
tiveram um Mercadinho, na quadra defronte à APAE, também teve,
depois da Churrascaria do Adão da Cizica, o Mercado SE, do Santo
Araújo. Defronte ao Depósito do Anastácio, onde foi o Bar Só
Vai, teve o bar, do Pio e, depois, o do Joãozinho Britto. Outro
abração. Arnóbio.
*****
João Antônio,
Esta crônica sobre a tua
rua de antigamente sai com um tema delicado: os apelidos das
pessoas que por ela caminharam (quando circulavam pelo Centro).
Apelidos com tons de saudade, alguns, e, todos, deixando um
rastro de lembranças, deixando suas histórias, enternecendo a
aldeia, enfim... Hoje, os apelidos com nomes de bichos. Só nome
de bicho, por enquanto. Apenas rascunho que te mando e que ainda
contará com uma mãozinha do Papaco, do Gralha, de ti, Gordo
velho de guerra, de tantos... tudo sem o intuito de causar
mágoas. Pois, João Antônio, lembras do Anu, brigadiano? Esse
vai puxar a lista. E quem vai fechá-la? Acho que vai ser o Zebu.
Alguns dos apelidos tu vais tirar de letra, outros, vão chegar
devagarinho, mexendo com a tua lembrança. Aqui, nem todos os
apelidos são do teu tempo: Minhoca, Girafa, Sardinha, Jundiá,
etc... É gente nova, que não conheces ainda, mas que são
familiares e atuais para quem não saiu da terrinha, como
eu, como muitos... Manja só a fauna, nesta
desprentenciosa galeria, tudo por ordem alfabética, tudo fora de
definitividade, é claro (e ainda incompletíssima, já que o que
se queira lembrar sobre tua rua nunca há de passar de mera
tentativa): Anu, Aranha, Arara, Ariranha, Bagre, Bem-te-vi,
Bisango, Bode, Boi, Borrego, Burrico, Burro, Cabrito, Cachorrão,
Cadela, Cágado, Calandra, Camarão, Camoatim, Camundongo,
Canário, Capincho, Cará, Cardeal, Carneiro, Cascavel, Cascudo,
Caturrita, Cavalo, Chimango, Cobrinha, Cocota, Coelho,
Cordeiro, Coruja, Corvo, Doninha, Ferrão, Foca, Formiga,
Forneira, Franguinho, Fuinha, Furão, Galinha, Galinho, Galo,
Gambá, Ganso, Garnizé, Girafa, Gorgulho, Gralha, Grilo,
Guanaco, Jacaré, Jacu, Jaú, Javali, Jibóia, Jundiá, Lagartixa,
Lagarto, Leão, Lebre, Leitão, Lesma, Loba, Lontra, Macaco,
Maçarico, Marimbondo, Marrecão, Marreco, Mico, Minhoca, Miruim,
Mosca, Moscão, Mosquito, Mulita, Ovelha, Papagaio, Pardal, Pato,
Pavão, Peixe, Perdigão, Periquito, Peru, Pica-Pau, Pingüim,
Pintado, Pintinho, Pinto, Pomba, Ponei, Porco, Porquinho,
Quati, Quero-Quero, Raposa, Ratão, Ratinho, Rato, Rouxinol,
Sapo, Sardinha, Sebinho, Sorro, Tambicu, Tatu, Tico-Tico,
Tourão, Tucano, Tuco-Tuco, Vaca, Varejeira, Veado, Vespa,
Zangão, Zebra, Zorrilha, Zebu. Vês? Quantos conhecidos já
esquecias, quase, e que te levarão a uma viagem ao tempo da tua
meninice na tua rua de antigamente. Quantos esqueci, também,
nesta listagem que seria mais uma carta/crônica sobre a Dr.
Dionísio, antiga Rua Júlio de Castilhos, que já se chamou Rua
Riachuelo (nos idos de 20). Rua que nascia na Sanga, quase na
boca da Ponte Velha (antiga via Jaguarão-Pelotas), no portão da
Hidráulica, hoje Corsan. Na avenida que, antes de se chamar de
Nossa Senhora da Graça do Arroio Grande, já foi chamada de
Avenida Brasil. Um abração. Arnóbio.
Estas cartas foram cedidas para
publicação pelo autor Arnóbio Zanottas Pereira,
e também pelo colaborador do Portal Terra de Mauá, João Garcia. |
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Rua Dr.
Dionísio de Magalhães |
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NO ANO DE CINQÜENTENÁRIO
O dia estava lindo, muito sol.
Preparava-me com os últimos retoques no tênis branco que tinha
"herdado" do meu primo Lino Antonio. Portanto não eram novos,
mas minha mãe, dona Maria, passava giz branco e recompunha a cor
clara.
Saí mais cedo de Casa, todo enfeitado com o uniforme da
banda. Ia tocar minha caixa de marcação logo atrás do Jesus da
Délcia, que era o taról mór da banda. A data marcava o dia do
Cinqüentenário do Colégio "20 de Setembro", ia ser filmado, o
desfile, pelo Luizinho Retratista. Logo seria apresentado, o
"documentário" na tela do cine Marabá.
Não cabia em mim de tanta emoção. Saímos ali pela Rui
Barbosa, e logo estávamos na Dr. Monteiro, descendo a rua e o
povo nas calçadas nos esperando. Na semana anterior, tínhamos
apresentado uma Feira de Profissões, onde cada um no seu pequeno
stand representava a profissão do pai. Fiquei ali batendo lata
num carrinho como mecânico, uma das profissões do velho Jacinto.
As professoras, Leda, Gei, Dilsa, dona Altamira, Ruth Burnet,
Ruth Conceição e funcionárias, todo mundo vibrava nos 50 anos do
Velho 20.
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Escola Estadual
20 de Setembro |
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Hoje leio agradecimentos as professoras, muitas minhas
contemporâneas de escola, outras mais jovens e me transporto.
Estou em 1962, o coração dispara, os olhos ficam cheios de
lágrimas.Sou de novo o menino levado da Maria , o Guri do
Jacinto.E afinal, sou o que sou e por pouco ou muito, sou porque
estudei no 20.
Minha memória me trai, esqueço de tantos, mas estão
todos na minha lembrança, não esqueço seus rostos e nos meus
sonhos procuro por eles. Muitos já são os meus fantasmas, outros
revejo nos filhos e nos netos e bisnetos. Jamais existiu, ou
existirá no Arroio Grande uma escola como o 20. Sirvam nossas
façanhas de modelo a toda terra.
Perceberam que este ano estaremos completando 98 anos.
Porque não nos organizamos para festejar o Ano 1 rumo ao
Centenário? Divulguem.
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MEU LUGAR
No peito uma enorme saudade de um tempo passado. Nos olhos as doces imagens desta terra que amo. Vejo suas ruas nas fotos deste portal e vou virtualmente entrando nelas. Sento debaixo das árvores, ando pelas ruas como estivesse lá, assim como foi há 50 anos atrás. Meio século e estas lembranças continuam vivas para mim.
Vejo a santinha de braços abertos sobre nós, como o Filho sobre a Guanabara. Na praça a fonte jorra a água pura do Divino, o arroio de nossa meninice. Cabeças brancas mostram que o tempo passou, mas ainda existe nos lábios o mesmo sorriso dos meus amigos.
Minha terra querida, o quanto ainda devo fazer por ti. Se nada fiz sei que me perdoas, mas Deus deu-me tempo de ti reverenciar e dizer que te amo, por tua gente, pelos teus jovens, pelos teus velhos.
Arroio Grande és uma canção de Amor inesquecível. És o meu lugar, fostes meu nascer, serás meu morrer com as cinzas jogadas no teu arroio, levadas pelo vento Minuano e, então serei eterno na poeira do tempo.
Te amo, meu lugar para sempre.
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Chafariz da
Praça Central |
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PENSANDO
GRANDE E VIAJANDO NO PENSAMENTO
Antes de pensar no Arroio Grande como um grande canteiro de obras, gostaria de pensar na minha terra como um canteiro de idéias. Ver Arroio Grande permanentemente idealizada para depois ser projetada e afinal programada para a execução do pensamento que nasceu da mentalidade universal e cósmica que construímos.
Nada de “viagem”, mas de viagem com os pés no chão e a cabeça livre para pensar.
Queria ver minha terra com um Fórum Permanente do Pensamento.
Pode ser uma coisa muito louca, mas pelo menos uma vez por mês este Fórum iria reunir-se para avaliar as idéias que surgiram e sua viabilidade.
Mesmo aquelas que no momento fossem descartadas ficariam numa espécie de Banco de Idéia e Projetos, que mais tarde poderiam ser utilizadas.
Porque ás vezes pensamos á frente e naquele momento em tempo real não são admitidos estes pensamentos. Mais tarde sim, como se de repente a Convergência Cósmica e Universal estivem alinhadas com o nosso pensamento.
Se não entendeu leia de novo, se entendeu é porque estamos alinhados.
Já imaginaram uma comunidade inteira pensando sua cidade, seu município? Não é Orçamento Participativo que isso é uma baita vigarice política, onde uns poucos, orquestrados empurram os demais para seus projetos políticos.
Pensar Coletivo é reunir as crianças nas escolas, os jovens, os religiosos, os empreendedores, as autoridades, a população num grande Fórum do Pensamento, caminhando para as soluções comuns.
Utópico? Quando Anélio Saraiva disse que havia petróleo na bacia do arroio Pelotas e na Ponta Alegre, riram dele. Louco, utópico! E hoje? Perderam-se 60 anos nisso.
Sabem porque os japoneses e os americanos e agora os indianos são a ponta da pesquisa e da ciência? Porque eles reúnem os “loucos e utópicos” num laboratório, numa sala e mandam pensar. Quando sair fumaça da cabeça está pronto.
Em 1960 os loucos do Instituto Tecnológico de Massachussets-MIT, reuniram-se para pensar o
Futuro. Dali saíram projetos e um livro registrou tudo isso. Quem estava lá ? Os maiores
cientistas "loucos" do Mundo. Disseram que teríamos a Internet e o telefone celular, a TV plana, os meios mais modernos de comunicação, os blocos econômicos, étnicos e religiosos. Não erraram nada e ainda tem coisa projetada,
pensada lá nos anos 60 para acontecer.
É sobre isto que quero conversar com meus conterrâneos quando criarmos a tão sonhada Associação Mauá e vamos
fazê-la logo neste mês de março. Aguardem.
Podem começar a viajar, que a nossa nave está sendo montada. Quem quiser que se inscreva nela e guarde o seu lugar no Futuro.
Meu corpo tem 57 anos, minha mente 157. Se quando menino me chamavam de Gordo do Jacinto ou de O Guri da Maria, um dia me chamarão de O João, aquele louco avô do Lucas.
Senhores passageiros, tomem os seus lugares, apertem os cintos, coloquem seus acentos na posição vertical, observem os avisos de não fumar, liguem seus aparelhos cerebrais e Boa Viagem.
João Antonio, o João Garcia, que alguns conhecem por JG e os mais velhos por Gordo do Jacinto. Eu, um Ser que Pensa.
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Foto: Postais GEAN
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Ponte Mauá |
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FIM
DE TARDE (Para o João Antônio)
Juntou uns gravetos de vassoura vermelha no fundo da caixa de lenha e acomodou-os em cima das brasas que dormiam no fogão. O fogo se avivou sob a chapa onde estava a chaleirinha de ferro e a panela da comida que restou do almoço.
Com porongo do chimarrão na mão – Gerôncio tinha o costume de manusear as tralhas da cozinha segurando a cuia enquanto a erva inchava – olhou, contemplativo, pelo retângulo da janela a linha do horizonte que se apagava, tímida, misturando o topo da coxilha com o céu que se encardia ao entardecer. Para os lados do arroio da Divisa, nos pés de
turumãs, os jacus já tinham feito a última algazarra do dia e aninhavam-se para enfrentar a noite. No fogão, ardia uma acha de aroeira, manhosamente, mantendo quente a água da chaleira enquanto
Gerôncio, submisso pela rotina de uma vida inteira, mateava, esperando pela comida que aquecia
devagarinho. Quieto. Matutava. |

Um pôr-do-sol nas margens do arroio Grande |
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Naquele cantinho de terra chegara gurizote e ali, por inúmeras vezes dissera, havia de morrer. Vivera sempre só. Nunca quis achego com rabo de saia. Nem antes, nem agora – repetia, quando se enquadrava o assunto. Até porque já começava a nevar naquela cabeleira que fora vasta e preta denunciando as suas origens
indiáticas. E, toda vez que vinha-lhe o pensamento de um dia deixar a campanha, assaltava-o uma indisfarçável irritação, perturbava-se, seu olhar ficava sem jeito, mudava da noite para o dia. Não, morar na cidade, definitivamente, não. Nem pensar! Se a passeio já era difícil...
Então, desconversando a lembrança, buscava imagens do passado, imagens que lhe davam satisfação. Recordava o tempo em que, quando rijo como uma árvore de lei, atendia as lavouras de subsistência da estância, desde a lavração até a colheita. Agora era posteiro – na verdade era uma mistura de posteiro com agregado – e tinha aos seus cuidados os fundos da estância, para espantar intrusos e reparar as cercas, que sempre havia um consertinho aqui, outro consertinho ali, a fazer, para que a gadaria se mantivesse cuidada. Aposentado, tinha o rancho para morar e ainda, de troco, ganhava uns cobres como ajuda de custos pelo serviço que continuava prestando. Mais, tinha tempo para cuidar da sua horta onde plantava verduras e da quinta que sempre tinha frutas em abundância, graças ao bom tratamento que ele dispensava a elas.
Pois no tempo em que começou a se popularizar o rádio portátil,
Gerôncio, para aderir à moda, trabalhou uma safra inteirinha poupando seu salário para comprar um. Um dia, comprou um philcão que mais parecia uma mala, de tão grande. Foi comprar o rádio e dar adeus à solidão. A partir daí sua preocupação era não deixar faltar energia ao aparelho. Para mantença, ele era prevenido e sempre tinha várias cargas de pilha. Umas pouco usadas, outras
usadotas, outras fracas, mas ainda servindo.
E, assim, era raro, para dizer, raríssimo, pegarem ele sem rádio funcionando. Podia não ligá-lo quando havia muita descarga de tormenta, mas era só, também. Philcão sempre ligado quando ele estava na lida da casa ou se recolhia para o descanso. Manhã escura, ainda, acordava com tenência no rádio e, antes de botar o pé para fora da cama já estava com ele ligado. Quando manuseava os avios para o mate e remexia a caixa de lenha à procura de um graveto para começar o fogo, já as primeiras notícias da manhã enchiam de vida o ranchinho construído de leiva. Tinha um rádio como campanheiro e bastava – como ele dizia. E
dá-le! Palavreado e dá-le! música gauchesca.
Depois da janta, pitava, deitado, um enroladinho para em seguida dormir como criança pequena – que vida se não fosse a morte...
Um dia, já vaqueano de tanto bulir com o rádio,
Gerôncio, que não era muito de se abrir confessou um desejo:
Da vida, só quero uma coisa, não quero morrer sem antes conhecer Canguçu, Nova Iorque e Passo Fundo, terra onde nasceu o Teixeirinha!
Arnóbio Zanottas Pereira |
MEUS TIPOS INESQUECÍVEIS
Na infância - pelo menos na minha, abrem-se as cortinas do Mundo e vamos acumulando
conhecimentos que serão deletados ou arquivados na memória e voltam sempre,
a vida toda.
Quando criança no Arroio Grande (anos 50) as tardes quentes do Verão, ou frias de Inverno,
começavam pela sesta depois do almoço, mas nem sempre o sono vinha
logo. Aí comecei a aprender a ler, sem ir a escola, minha mãe Maria, dava-me os livrinhos do Walt
Disney (Pato Donaldo, Tio Patinhas, etc) para ir olhando as figuras e ela ia dizendo-me o que estava escrito
ali. Depois, já pré adolescente era meu pai que me abastecia de revistas, as Seleções do Readers
Digest.
Lia sofregamente duas sessões, Piadas de Caserna e Meu Tipo Inesquecível.
Tempos depois, já adulto, fui perceber que também na minha vida tinha Tipos Inesquecíveis, a povoar minhas lembranças.
Já andei escrevendo no A Evolução sobre eles. Orgulhosamente costumo falar aos meus amigos que na minha Terra tudo chegou
antes. Por exemplo: a Diomésia, vivia vestida de verde e foi a primeira manifestação do
Verde, da ecologia que conheci. A Morocha (antes que a expressão fosse transformada em musica e polêmica) já usava fio dental.
O Arnóbio Pereira, que é o maior contador de historias do Arroio Grande, superando o Paulinho Lucio e o
Papaquinho, confirma isso.
Diomésia, era perigosa, porque depois de ouvir em bocas infantis, serelepes, seu apelido
de Biruta, ficava enraivecida e corria atrás. Ai de alguém que ela
pegasse, ia se dar mal. A Morocha, não era nervosa, ficava na dela, fazendo os trabalhos domésticos.
Até pouco tempo ainda ouvia falar dela albergada no asilo do Arroio Grande.
Vou aproveitar este espaço aqui do Portal para falar da minha, da nossa
terra. Faça o mesmo e valorize esta iniciativa do André Floor. Todos vão gostar.
Com afeto, João Garcia.
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Soares Floor. |
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