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CARNAVAL
Mais uma vez, já é carnaval.
Toca o tamborim.
Geme a cuíca, canta o cantor.
Três dias de sonhos, vão começar.
Beleza e alegria, todos vão festejar.
As raças unidas.
Esquecem rancores.
Juntando as vidas, revendo amores.
É um turbilhão que desperta.
Da gente humilde um grito de alerta
Mostrando na rua.
Riqueza, luxo e harmonia.
No encanto simples da beleza nua.
Esperança de quem só quer ter.
Uma hora feliz, um momento viver.
Desfilar na fantasia.
Mostrando que a vida.
Ainda tem muita alegria.
Apenas um sonho, fantasia e verdade.
No rosto risonho, de purpurina enfeitado. |
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MATE AMARGO
Verde amargo, que adoças a vida.
Companheiro fiel, de todas as horas.
Trazes contigo, a querência querida.
És do amigo, o ombro onde choras.
Cuia, bomba, erva e água quente
Tudo isto, e um tempero especial.
Onde a alma desperta prá gente.
No amor e respeito, pela terra natal.
Amargo tão doce, na paz e na guerra.
Carregas contigo, um mundo de sonhos
Do pobre, do rico, do homem da terra.
Viver é mais fácil, com um bom companheiro
Mateando e lembrando dos dias risonhos
Os feitos dos filhos, de um povo guerreiro.
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ARROIO GRANDE, 132 ANOS |
Mesmo que não tenhas,
a importância e o brilho,
das grandes cidades.
Mesmo que sejas acanhada,
humilde, até meio sem graça,
simples nas tuas verdades.
Te amamos, mesmo assim.
Mesmo que o Rio Grande,
ainda não saiba te achar,
na beira do arroio escondida.
Mesmo que precises lutar,
para teus filhos criar,
não há batalha perdida.
Te amamos, mesmo assim.
Mesmo que sejas pequena,
és grande na simpatia,
de alegria és sempre rica.
Mesmo a quem te visita,
recebes de braços abertos,
gente que vem sempre fica.
Te amamos, mesmo assim.
Mesmo que ainda precises,
de ajuda para cresceres,
neste mais de século de vida.
Mesmo que tua história,
seja de trabalho e esperança,
serás sempre a mais querida.
Dos que te amam, mesmo assim.
Escrito em
20/03/2005
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Praça Maneca Maciel |
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