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Portal
Terra de Mauá | Divulgando
nossa cultura. Valorizando nossa gente!
| Arroio
Grande na internet. |
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Nossa Gente |

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Representante comercial,
natural de Arroio Grande e residente em Balneário Camboriú. Através
de seus textos enseja a condição de estar em Arroio Grande
virtualmente, com pessoas de
tempos atrás, na qual tem muitas lembranças, pois fizeram parte de sua juventude
e hoje fazem parte da sua vida. |
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Danilo Borges
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E-mail |
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Meus amigos, ando meio preguiçoso para escrever, mas com a ajuda do
meu grande amigo André Luiz Braz estou mandando mais algumas
historias da nossa terrinha. Quero registrar com pesar que fiquei
sabendo que nosso grande amigo Oraci Haubmmam não está mais junto de
nós; fica na minha lembrança que ele deve estar repousando embaixo
daquela gigantesca figueira na sua casa da Ayrosa Galvão. Saudades
amigo.
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MULTA NA BR
Meu grande amigo Tavinho tinha
uma lancha e fomos andar de esqui na barragem que corta a
BR, próximo à Polícia Rodoviária. Éramos uma turma e cada um
andava um pouco.
Como a lancha era bastante
leve e para imprimir velocidade o Tavinho subia no bico da
lancha até a mesma desenvolver uma velocidade que tirasse o
esquiador da água. Foi quando o Kincas estava no esqui e o
Tavinho dirigindo de costas sentado no bico, não percebeu
que tinha tomado à direção da BR, o Kincas desesperado
gritando que o asfalto estava se aproximando muito, mas com
a empolgação e o barulho do motor não percebeu o perigo. O
Kincas vendo que não tinha alternativa soltou a corda e foi
quando a lancha decolou com muita velocidade e o Tavinho só
teve tempo de pular pra dentro e deixar que a lancha subisse
no asfalto.
Nossa foi muita imprudência e
uma gozação que durou muito tempo que o Tavinho teria sido
multado pela policia rodoviária por excesso de velocidade.
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DETETIVE PARTICULAR
Quem não lembra da farmácia do
Agapito? Foram muitos anos no mesmo lugar, na mesma esquina, e o
Agapito da farmácia, como era conhecido, sempre num alto astral. Era
conhecido por todos, se dava com todo mundo e respeitava as pessoas
como também era respeitado. Pai de muitas filhas as criou com o
serviço honesto de dono e balconista da Farmácia.
Bem, mas a história que vou contar é
com o Agapito, mas nada tem a ver com a farmácia, a não ser que o
mesmo, cansado de trabalhar somente em seu estabelecimento, resolveu
exercer uma outra atividade de onde pudesse incrementar sua renda e
dar maior conforto à sua família. Resolveu tirar um curso por
correspondência, olhando os folhetos de propaganda resolveu se
inscrever no curso de Detetive particular.
Curso de um mês, somente um mês, e
depois vinha à prova para ser preenchida e assim conseguiria ser
aprovado. Daí recebia suas carteiras, com foto e tudo, uma de
Investigador, outra de Segurança e outra mais importante de Detetive
Particular, e era essa a que mais lhe interessava.
Sem ter cliente no momento e louco pra
por em prática sua nova atividade, resolveu fazer a primeira
investigação por conta própria, seria mais para um treino e
envolveria um caso de adultério. Sabedor que era de uma senhora
respeitada da cidade que estaria dando seus pulinhos fora do
casamento, armou-se de máquina fotográfica, lanterna e capote e saiu
em perseguição à mesma. Quando essa senhora dobrava uma esquina, o
Agapito momentos depois a dobrava, andando agachado atrás de postes
e carros. Pensava ele que não estava sendo observado por ninguém e
já admitia ser um grande detetive, quem sabe mais adiante não
ficaria somente com essa profissão.
Enganou-se o Agapito, a própria mulher
já havia notado desde o primeiro dia estar sendo seguida por um
homem de capote, até parecido com o homem da farmácia. Outro dia, na
mesma investigação, seguindo a mesma mulher, foi surpreendido por um
homem que o tocava no braço, quando se virou viu que era o esposo
corno, ficou mais pálido do que a capa amarela que usava.
O Agapito tentou argumentar alguma
coisa, mas não deu tempo, o camarada baixou o cacete e o Agapito em
disparada, deixar o chapéu cair no chão e junto com o chapéu, foi
por terra também o grande sonho de ser um grande Detetive. Voltou,
com sabedoria, a ser um farmacêutico.
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CHÁ DE COGUMELO
Meu grande amigo Nilsinho,
quantas borracheiras tomamos. Mas tem uma historia do amigo, que
é bastante engraçada.
Uma turma estava na praia do
Cassino, e queriam aprontar alguma coisa diferente, resolveram
então que iriam fazer um chá de cogumelo, isso sem saber o
resultado da reação que teria o tal chá. O Nilsinho passou tão
mal que tiveram que levar ele pra Rio Grande onde seu pai era
Gerente do Banrisul. A turma meio com medo da reação dos pais
dele, deixaram na frente de casa e foram embora.
Agora olhem a viagem do nosso
amigo. Pra entrar em casa teria que subir uma escada, o Nilsinho
parou na frente da escada e via os maiores degraus que podia
imaginar subindo degrau por degrau com um esforço enorme "porque
eram giganteeeescos". Com muito esforço chegou à porta e outra
dificuldade, aquela porta era tão grande que ele não conseguiria
forças para alcançar a fechadura e empurrar a gigantesca porta,
foi com um grande suador que conseguiu abrir, mas no momento de
entrar a porta ficou tão pequena que ele entrou de quatro pés
para conseguir entrar na minúscula porta.
Resultado teve que ligar para seu pai e pedir socorro porque
passou muito mal.
Grande Nilsinho!!!!
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Foto: Postais GEAN
ampliar +

Fim de Tarde,
em Arroio Grande |
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ATESTADO MÉDICO
Essa também foi o amigo André
que me mandou do nosso grande amigo e Patrão do CTG Tropeiros da
Querência.
Certo dia, numa manhã, logo que o
meu amigo Nézio Teixeira abriu seu estabelecimento, chegou seu
funcionário, no qual trabalhava há muitos anos e deu-lhe um
papel, que estava dobrado e o Nézio perguntou:
- O que é isso?
- Abre. Respondeu seu funcionário.
Lentamente e curioso desdobrou o
papel, leu e comentou:
- Atestado de três dias! O que
tens?
- O médico disse que eu preciso de
um repouso.
Não havendo alternativa nada pode
fazer a não ser concordar e dispensar o funcionário por três
dias, conforme o atestado.
Bem, em cidade pequena tudo o que acontece fica-se sabendo no
outro dia, e várias pessoas foram ao estabelecimento do meu
amigo só para contar que seu funcionário, doente, fazia festas
todas as noites nos bares da cidade.
Quando os três dias se passaram,
logo que o funcionário chegou, o meu amigo quase não se continha
de vontade xingar o funcionário e qual não foi a surpresa quando
este lhe entregou outro papel, um novo atestado de mais três
dias.
- Tu estas ficando louco! Mais um
atestado de três dias? Perguntou.
- O médico disse que eu necessito
de mais três dias de absoluto repouso. Respondeu.
A oportunidade que o Nézio estava
esperando chegou, e ele abriu o peito, bateu no balcão e com voz
firme e forte disse:
- Não vou aceitar já me contaram
que tu passas as noites na farra, e bebendo!
- Nézio, disse o funcionário, lê
alto o que diz o atestado aí.
- Diz que o funcionário necessita
de três dias para repouso absoluto!
- Então Nézio, o funcionário
retrucou, três dias e não fala em noites!
Bem, com essa aí o meu amigo Nézio
ficou sem ação.
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NOS TEMPOS DO
GINÁSIO
No Ginásio tínhamos uma turma muito unida, e sempre após as provas nós nos reuníamos no pátio para discutir as questões.
Após uma prova de história, me parece com a professora Hilda, que saímos todos para o pátio muito preocupados com os resultados pois a prova tinha sido bastante difícil.
Havia uma colega de nome Eloá, que sempre ficava muito nervosa, e com isso ela parece custava a
aterrizar, ficando sempre meio aérea.
O André começou a questionar suas respostas.
- Eloa pusestes à letra A na questão cinco?
-Eloaaaaaa, puseste a letra A nas questão 5???????
Aí ela meio que atordoada com a mão na boca tentando lembrar da resposta olhou com ar de confusa para o André:
PUSEI!! PUSEI!!! SIM!
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MAIS SACANAGENS
Sempre tinha alguém pra fazer uma sacanagem naquela época já que tínhamos que criar sempre alguma coisa nova para se fazer e movimentar nossa cidadezinha.
O ponto de encontro era sempre numa barbearia, me parece que era do Odilon, para tomar chimarrão e combinar o que e quem
sacanear. O Odilon já de saco cheio de ter sempre aquele bando de gente só armando uma pra alguém,
também resolveu nos sacanear. Foi na farmácia do Agapito e comprou vários comprimidos de laxante, desmanchou e colocou na água do chimarrão.
A roda de chimarrão continuou tranqüilo, só que quando o negocio começou a funcionar, foi um Deus no acuda, e o banheiro comportava somente uma pessoa e só sobrou a calçada para os que não conseguiram chegar em casa a tempo.
Nesta mesma barbearia foi montado um plano para sacanear o Cinema Marabá , ou cinema do Dirceu como era mais conhecido.
Era mais gente, mas não lembro de todos, o Sandoval e o Fedoca eu lembro, compraram um rojão daqueles bem fortes e um espiral Boa Noite de matar mosquito, fizeram o teste de quantos minutos um determinado pedaço levaria para queimar e amarraram no rojão.
Foram pro cinema, Dona Negra na bilheteria Tio Sissi na portaria e lá se foram, sentaram na ultima fila. Logo que começou o filme, depois de todos aqueles comerciais e trailers de filmes, eles acenderam o “Boa Noite” controlaram no relógio e próximo da bomba explodir saíram do cinema reclamando muito que o filme seria muito chato.
Quando no silêncio do filme se ouve aquela explosão e foi uma correria tremenda, causando certo pânico nas pessoas que estavam assistindo.
Como não existe crime perfeito, logo desconfiaram dos dois que saíram pouco antes da explosão e tomaram uma considerável
mijada.
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O
PASTELEIRO
Não lembro minha idade, nem a época deste acontecido, sei somente que foi no tempo que éramos uma gurizada só. Eu, desde pequeno, sempre fui metido, fazia de tudo um pouco, sempre fui assim, de querer saber tudo e no fim nada sei (!). Bem, mas foi no tempo que a febre era ser coroinha do padre Neves e depois foi o tempo do padre Célio, este último um baita amigão e que sinto muitas saudades até hoje.
Dos coroinhas desse tempo que eu me lembro do Américo, do Silvinho e do José Luiz
Quinteiro. O José Luiz era sempre o mais estudioso e inteligente entre essa gurizada, mas não sei por que cargas d’água, num desses anos aí, ele estava muito mal.
A mãe dele, uma senhora sempre pelo certo e exigente, brigava muito com ele e exigia muito mais empenho nos estudos. Entrava num ouvido e saia no outro, parecia que o Zé Luiz até queria rodar, cada dia que passava a exigência de sua mãe era mais acirrada.
Um dia, não agüentando mais, ela falou:
- Zé Luiz, como ela o chamava, se rodares vou te dar um castigo que nunca mais vais esquecer. Estou te avisando.
O Zé Luiz rodou e ai foi feia a coisa.
A mãe do Zé cumpriu a promessa, pegou um balaio de vime cheio de pastéis e disse para ele que só voltasse depois de vender todos. E ele saiu mesmo, envergonhado, mas saiu, aos vizinhos oferecendo pastéis. Ninguém entendia por não saberem da história e sem acreditar, pois a família não estava passando por necessidade alguma. Com pena dele, a vizinhança toda comprou os pasteis e logo ele voltou para casa, com o balaio vazio e com o juramento que nunca mais faria isso.
Bem, e os coroinhas o que tem a ver com a história? Respondo no próximo conto.
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VAIDADES
COM O CABELO
(Por José Luiz Quinteiro)
Éramos jovens e, naquela época, uma das coisas que mais nos prendia a atenção era nossos vastos e bem cuidados cabelos.
Todos nós, integrantes da invernada artística do CTG Tropeiros da Querência, usavam cabelos cumpridos. Fomos convidados a uma apresentação em um baile na cidade de Pedro Osório, e para lá fomos, como sempre, na maior alegria do mundo. Já em Pedro Osório, procuramos um hotel onde pudéssemos trocar de roupa e também deixar nossos pertences guardados, ou ainda, se algum de nós bebesse um pouco além da conta, curasse o porre antes da viagem de volta.
Instalados em um hotel no centro da cidade, perguntei ao Danilo se ele levara shampoo, e ele disse que tinha esquecido. Eu também esqueci o meu, respondi a ele. Decidimos então comprar um tubo e fomos a procura de uma farmácia que ainda, naquelas horas, estivesse aberta. Encontramos uma na esquina, bem perto do hotel onde estávamos e entramos os dois para escolher o tal produto.
Hoje eu não tenho mais encontrado shampoo em embalagens como naquela época era comum encontrar, eram uns travesseiros pequeninos expostos em balaios. O Danilo tinha uma cara preparada e eu sabia quando ele iria fazer alguma coisa de errado. Chegou de mansinho perto do balaio, pegou um ou dois, olhou para mim, e largou dentro do balaio novamente. Eu estava com medo e fiz um leve sinal negativo. Não sei se ele não viu ou fez que não viu. Logo a seguir, pegou duas trouxinhas e escondeu no bolso fazendo menção de quem ia se mandar. Eu não quis ficar sem o produto, então peguei também duas trouxinhas e sai disfarçado como entrei. Ríamos muito pela rua, achando que tínhamos feito a coisa certa.
Chegando no hotel, a Olga, que na época era cabeleireira de profissão, lavou e penteou nossos cabelos, comentando ainda da boa qualidade do shampoo. O Danilo ficou vermelho e assoprou o topete, cacoete esse que ele tinha quando fazia algo errado.
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PROFESSORA
MIMI
Que saudades! Ela era apaixonada pela sua matéria,
a música, e tratava todos sempre com muito carinho. Já no primeiro dia de aula ela fez com que todos decorassem o significado da palavra MÚSICA, e sempre que podia perguntava:
o que é a música?
Como ela era uma pessoa muito meiga e dócil, às vezes, a
turma resolvia abusar da sua paciência. Certo dia quase que inexplicavelmente e com muita raiva por ser tanto incomodada com as "indisciplinas" de alguns, resolveu mandar um aluno para a secretaria, me parece que foi o Zenóbio.
O Newton, que hoje já é falecido, para fazer uma gracinha levantou e correu até a porta abrindo-a com força fazendo um barulhão no trinco, para que o aluno passasse.
Como a profª. Mimi já estava roxa de raiva não gostou também do gesto do Newton e o mandou junto para a secretaria. |
Foto: Danilo Borges

Minha turma de
infância e juventude.
De pé: Fafá Português, Dadá, Cleide, Daia, Nara, Fafá Colvara, Ângela e Mariléia; os homens - abaixados: eu, Wilsoni, Oraci, Neneco, VIco, Rivalcir, André e Guto(Careca). |
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Mas ela era uma pessoa muito boa, no outro dia ficava com remorso e passava a mão na cabeça dos alunos pedindo que não fizesse mais aquilo, e
até pedia perdão por ter castigados.
Era assim mesmo as aulas da profª.
Mimi, nós gostávamos muito dela, mas ela tinha um carinho especial por mim pelo Rivalcir e principalmente pelo André.
Nas provas de final de ano era engraçado, ela guardava para nós três a mesma pergunta e fazia dessa
forma: "Agora pro meu gurizinho eu pergunto- O que é a música?"
E nós, um de cada vez dizíamos, com orgulho: A MUSICA É A ARTE DE
EXPRIMIR OS SENTIMENTOS POR MEIO DE SONS.
Onde quer que estejas profª. MIMI sempre vamos lembrar de você com muito carinho.
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A
PENITÊNCIA
O José Luiz Quinteiro, grande amigo meu, me contou uma história do tempo em que serviu ao Exército e gostei muito, pois são coisas engraçadas que acontecem principalmente nesta situação.
Com ele, o Zé Luiz, foi prestar serviço o Veneta, parece que o nome dele é Fernando, ele tem um irmão que chamam de Porquinho e para melhor identificá-los, eram filhos do Sr. Sadi moradores há muitos anos em Arroio Grande.
É de praxe, todos os que saem do Exército, levam alguma coisa como recordação da entidade, porém alguns exageram um pouco. Pois bem, conta o Zé que quando o Veneta estava para dar baixa, levou consigo nada mais nada menos que tudo, toda a roupa de cama, fardamentos e muitas outras coisas.
Passou o tempo, e mesmo tendo o apelido de Porra Loca, sua consciência começou a pesar, eu não sei se era ela ou medo mesmo e sentindo-se perdido buscou uma Igreja para se confessar, onde foi aconselhado pelo padre a não roubar mais, e devolver todas aquelas recordações, não sei se o padre deu mais alguma penitencia.
Um dia, para surpresa de todos, aparece o Veneta com um cantil, coturnos, cobertores, fardas e mais algumas coisas. Dizendo-se arrependido, inclusive cantando hinos religiosos, dizia ao pessoal que tinha necessidade de devolver e pedir perdão ao Capitão. Todos os seus colegas tentaram demovê-lo da idéia, porém ele estava firme em sua decisão e tudo que dissemos foi em vão.
Conseguiu então falar com o Capitão, disse estar arrependido, que era religioso e até cantou um hino para ele. E esse, no seu humanismo, mandou o Veneta penitenciar-se na cadeia por 30 dias.
Obrigado amigo Zé Luiz eu gostei muito dessa história.
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HISTÓRIA
DO GALINHA
O Galinha cujo nome é Paulo Moacir Brum, meu grande amigo dos bons tempos que não voltam mais, resolveu aprontar uma num baile em que estavam o Zé Luiz e o Zé Carlos, filho da professora Almecy e também meu ex-colega de seminário. Era um ótimo aluno e por sinal foi expulso do colégio, eu não lembro o porque, só lembro que ele era impossível, os padres andavam sempre a voltas com ele.
Voltando a história, os três dançaram a noite toda e também namoraram muito, eles eram acostumados a fazer sucesso nos bailes em Herval do Sul, isso deixava os rapazes de lá morrendo de ciúmes e sendo assim já estavam há muito tempo visados. O Zé Luiz, já sabendo que poderiam ter problemas na saída do baile, posicionou o carro de frente para a rua de saída, um Corcel amarelo que pertencia a prof. Almecy e era “zeradinho”, conforme o relato do Zé Luiz.
No entanto, o baile era no CTG que fica abaixo do nível da rua e havia chovido muito nesse dia. No final do baile, o Galinha, sem ter mais o que fazer e louco para arrumar uma confusão, gritou: - Tchau bundões de Herval que eu já vou embora!
Não deu outra, era a oportunidade que os rapazes de Herval esperavam, cercaram o Galinha e os dois nada puderam fazer a não ser correr para o carro e esperar com a porta do aberta. Mas aí, nesse momento, vinha vindo o Galinha, debaixo do pau que comia feio, pois eram uns vinte contra um, isso mesmo, um, pois os Zé’s da vida estavam já com o carro ligado e deram partida. Quando o carro arrancou, o Galinha criou mais coragem e mesmo debaixo do mal tempo disse outros palavrões a seus agressores, e isso motivou os ofendidos a correrem direto para o Corcel que não andava e sim patinava na lama e não conseguia subir a rua!
A socos e a pontapés na lataria do carro novo queriam, na verdade, pegarem os Zes, que desta vez, não haviam provocado ninguém e nem queriam brigas. Quando viram que não conseguiriam fugir e que iriam destruir o carro (roubado pelo Zé Carlos da mãe dele), resolveram descer do carro e humildemente se desculpar pelo colega e explicando que estava alcoolizado etc...
Foi a maior vergonha, disse-me o Zé Luiz, todos molhados de chuva e ouvindo *#@*%*$¨$#§£** entre outros adjetivos.
Ouviram tudo bem quietinhos para não apanharem como apanhou o Galinha e ainda estavam sendo assistidos pela “gatas” do Herval que acabaram decepcionadas com os Galãs de Arroio Grande. E o Galinha além de ter apanhado, foi xingado pelos colegas durante toda a viagem de volta e nunca mais em sua adolescência pisaria naquela cidade.
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E-MAILS
Este da Professora Maristela.
Oi Danilo, acho que não me conheces bem... Um dia nos encontramos e te falei que morava na mesma rua em que tu moraste com teus pais - na Rui Barbosa, distante duas quadras. Não te recordavas de mim, pois sou "um pouquinho mais nova" do que tu.
Mas estou te escrevendo é para te cumprimentar pela crônica que escreveste no site do André, diga-se de passagem "ótimo", pois dá a oportunidade de as pessoas que não estão aqui encontrarem velhos amigos, conhecidos e até mesmo se aventurarem a escrever lembranças de um tempo muito bom como tu o fazes.
Sou professora, aqui na Terrinha, de Português. Não te assusta, pois meu objetivo não é corrigir possíveis erros da nossa Língua, mas me colocar a tua disposição se quiseres ou surgir alguma dúvida nos textos que escreves. Continua com essa arte, pois extrapolarmos nossas vontades e mais ainda, dividirmo-las com nossos amigos e conhecidos é mais gratificante ainda.
Parabéns pela iniciativa. Um abraço.
Este de Paulo Fernando de Oliveira.
Danilo moro em Rio Grande, mas já morei em Salvador, Porto Seguro e agora estou de volta após a aposentadoria. Meu pai tinha uma marcenaria na rua Osmar Machado, próximo a uma Ferraria que existia na esquina, próximo a uma fruteira de um Japonês (em frente da casa do Seu Rocha, que foi Exator). Acho
que lembro de ti, lá da Escola, pelas brigas com o Paulo. Eu vou seguido a Camboriú pois tenho um apartamento por aí. Um tríplice e fraterno abraço.
Quando vejo os comentários de amigos, é como entrasse
na máquina do tempo, pois é muito vivo na minha memória o Ganso e seu alto
falante que quando tocava aquela música fúnebre, parava toda a cidade para
saber quem tinha falecido; o Formigueiro; o Sérgio do Venâncio, que já
imprimiu mais tecnologia e colocou seu alto falante em cima do seu corcel;
o velho Jacinto Garcia pai do grande João Garcia no seu carrinho que mais
parecia uma romizeta, etc... Enfim só quem é do tempo do Café do Tri Tri e
da Boate do CTG e da Rosa, sabe o quanto é gratificante ter nascido nesse
cantinho de mundo. Abraços a todos que lembrarem de mim.
Hoje moro em Bal. Camboriú e meu e-mail é
daniloborges_889@hotmail.com.
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HISTÓRIA
DO BABÃO
No Ginásio tínhamos a Banda Marcial, que todos os anos no dia Sete de Setembro desfilava, tentando ser melhor que a Banda Marcial do Colégio das Freiras. Era muito concorrido, e a rivalidade, como não poderia deixar de ser, era enorme, chegando a ponto de dar até brigas.
Quando chegava a época dos ensaios, era comum a figura do espião, que servia para estudar os toques e as evoluções da rival, fazendo também fofocas graves.
O diretor do Ginásio era muito idoso e por isso tinha um probleminha ao falar, o que ocasionava salivação, ou seja, borrifava as pessoas a sua frente. Um dia surgiu um assunto de que a madre superiora havia ficado muito braba com um determinado com uma fofoca, e teria se dirigido ao diretor chamando-o por diretor babão.
Isso rendeu assunto por mais de uma semana, a comunidade inteira falava, o que nos deixava ainda mais furiosos. Tanto foi, tanto foi, que um dia chegou aos ouvidos da madre superiora e numa manhã de aula, qual não foi a nossa surpresa quando vimos ela entrar, acompanhada por uma outra freira, na sala do diretor. Bem, o conteúdo da conversa foi nos relatado pela secretária, presente naquele momento, e se deu mais ou menos assim:
- Pois não irmã, em posso servir? Perguntou o diretor.
- Doutor, eu vim aqui porque ouvi falar que contaram ao senhor, que eu lhe chamei pelo apelido de babão, e quero que o senhor saiba que nunca falei isso.
Disse a secretária, que o diretor envermelhou e com toda a calma do mundo, embora com o defeito ao falar, disse:
- Mas eu nem sabia que esse era o meu apelido, a senhora é quem está me informando!
Dito isso, quem envermelhou foi a madre, levantou e saiu sem ao menos se despedir.
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O
BEIJO AZEDO
A história que conto agora, é sobre uma viagem, da Banda Marcial do Ginásio Estadual de Arroio Grande. Nossa banda era muito boa, tocávamos bem e nosso uniforme era muito vistoso, chamando assim muito a atenção das pessoas, encobrindo algumas falhas.
Fomos então, a convite da escola de Herval do Sul, fazer uma apresentação naquela cidade, um desfile, e para isso nos preparamos por semanas. Nosso diretor, o Dr. Lauro, locou um ônibus e então fomos, rumo a Herval.
O entusiasmo na ida era muito grande, jurávamos que éramos os melhores do Brasil, e que nossa cidade era a melhor do mundo. Entre todas as brincadeiras da viagem seguidamente cantávamos a música Cidade Maravilhosa, como se esta tivesse sido feita para Arroio Grande.
Lá chegando, com todo o orgulho estampado no rosto e no peito, passeamos na cidade, achando que todos nos olhavam como se fossemos artistas. À tarde desfilamos, e a emoção era tanta que realmente fizemos um desfile impecável, arrancando aplausos a todo instante.
Após o desfile e as homenagens prestadas, pegamos o ônibus para o regresso, e foi justamente aí, que iniciou a história do beijo azedo. Como foi oferecido um banquete antes da nossa partida, alguns exageraram e comeram demais da conta, como foi o caso do Ni.
O Ni era namorado da Casca há muito pouco tempo, vinham abraçadinhos em altos beijos e juras de amor, e como todos nós, balançavam demais, pois a estrada era de chão batido naquela época. Os beijos continuavam, estava até nojento de ver, as bocas não se desgrudavam nunca e eu vi, não sei como, mas vi, o Ni de repente se afastando da Casca e enchendo a bochecha a tal ponto de esguichar tudo. Fiquei olhando para ver, seria a maior vergonha, só que me surpreendi com o resultado daquilo tudo.
O Ni engoliu tudo de novo, como saiu entrou, e a Casca nem se deu conta, pois em seguida os beijos continuaram mais fortes ainda. Fiquei pensando como deveria estar azedo aquele beijo, e que amor,
heim?
Perguntem se não acreditarem, ao Ni. Ele vai confirmar, com toda a certeza!
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MANOEL PORTUGUÊS
Quando trabalhava na Cotex ocorreu uma outra história que jamais esquecerei. O sistema de telefonia interna da firma estava desativado há muito tempo, devido a uma praga de ratos, que jamais conseguimos eliminar. Um dia o Sr. Romero que era nosso chefe, o diretor daquela empresa, achou por bem, ativar as linhas, para que facilitasse os serviços internos. Aquilo tudo para nós era novidades, então começaram as brincadeiras. O primeiro foi logo o Seu Manoel Português. Primeiro foi o Flávio quem telefonou e a conversa se deu assim:
- Pois não! Atendeu seu Manoel.
- Quem fala? Perguntou o Flavio.
- Aqui é o Manoel.
- Desculpa seu Manoel, foi engano.
Dizendo isso, o Flávio desligou. Alguns minutos depois foi minha vez, repetindo exatamente o que havia falado o Flávio e as respostas do outro lado também iguais. Depois de mim, o Flávio repetiu tudo de novo e o seu Manoel estava muito brabo.
O Sr. Romero ligou para o Seu Manoel Português a serviço, e sem que o Sr. Romero se identificasse ou tivesse dito qualquer palavra, o seu Manoel irritado gritou: - Aqui é a puta que te pariu! E vai ligar para a tua mãe, que eu tô trabalhando, infeliz!
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Foto: Guto Franco
Rua Dr.
Monteiro, fachada da Santa Casa |
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E-MAILS (Parte
II)
Olá Danilo! Sou o Ricardo Souza, filho do turco do fórum, colega da tua irmã Dóris. Tenho lido tuas "lembranças" no site da nossa querida Arroio Grande e me divertido muito com tua maneira toda especial de lembrar teus tempos de juventude. Mas, para colaborar com tuas "lembranças" resolvi te lembrar daquela vez que ganhastes um concurso de melhor vestimenta de "caubói" na boite que montamos na casa do meu pai (Mezzanino Bar e Boite), lá pelos idos de 81/82, juntamente com tua mulher, se não me falha a memória era de Uruguaiana.
Sei o quanto é importante manter a lembrança das coisas boas, pitorescas e sadias de nossos tempos de Arroio Grande. Hoje moro em Pelotas por imposição profissional, mas não deixo de visitar nossa terrinha sempre que posso. Abraços.
Este foi o e-mail do Ricardo Souza.
E este foi do João Garcia: Danilo, tenho lido tuas "lembranças" no site do André. Para mim, funciona como o refresco da memória, porque muitas coisas que ali escreves tinha esquecido. Aquelas crônicas que pedi para publicar são do Arnóbio, que considero um talento extraordinário da nossa terra.
Quero te comunicar que neste final de setembro pretendo reunir um grupo de arroio-grandenses aqui em Porto Alegre e criar a Associação Mauá, que servirá como ponto de apoio aos nossos conterrâneos na Capital.
Li a tua saga e acho que as histórias dos nossos amigos são mais ou menos assim. Sair para lutar, para aventurar, para vencer e... vencer. Fico feliz que estejas bem e quase nem lembrava daquela operação no morcego. A gente fazia tanta coisa, mas todas tinham a inocência de um tempo que ficou para trás.
Quero ver, Danilo, se consigo contatar com os arroio-grandenses bem sucedidos - como nós (não falo dos que ficaram ricos, mas dos que venceram as dificuldades). Minha vitória é a do microfone, a tua é outra, mas a gente precisa ajudar nossa gente que está lá mal das pernas.
A idéia da Associação é de com o tempo montarmos um Banco Popular, destes que se faz com poucos recursos, mas que pode ajudar muita gente.Além disso, tentar levar investimentos para lá. O plano inicial
é a assistência social, depois a econômica, após o desenvolvimento.
Tem muita gente forte que pode ajudar. Vai acumulando informações sobre os arroio-grandenses que estão fora e logo poderemos contatar com eles. Espero que me ajudes na tarefa. Um abraço!
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A FOTO
No meu tempo de guri aproveitava a vida, da melhor maneira possível, e olha que não havia jogos de vídeo e televisão eram muito poucos os que tinham. Sendo assim, dava para fazer muitas coisas engraçadas e de sacanagem.
Tomar banho de arroio era um dos passatempos prediletos. Os melhores pontos eram na hidráulica e na árvore, ao lado esquerdo da ponte velha. Conforme o ditado que tudo o que é demais torra o saco, resolvemos apimentar nossos banhos de arroio.
Um dia na hidráulica, apareceu o gordo da quitandinha com uma máquina fotográfica, a tal de
Teka, no momento a maior novidade, hoje a maior porcaria. Resolvemos então tirar uma foto, todos nós nus. Éramos entre cinco, mas não lembro o nome de todos, mas sei que comigo estavam o Basílio, o Rivalcir e o Luiz Carlos (dos
Daitos). Tiramos a roupa, ficamos um do lado do outro, e cruzamos os braços. Então FLASH!
Passada uma semana, apareceu o gordo da quitandinha com a foto, onde ele mandou revelar não sei, pois naquela época era difícil alguém que fizesse esse serviço. Levamos para a aula, e ficou na guarda do
Rilvacir.
Na hora do intervalo ele deixou na classe, no guarda tudo. A
Mariléia, que estava desconfiada do nosso movimento, foi procurar o que era. Estávamos no pátio quando reparamos um movimento estranho das gurias, era um grupinho aqui, daqui a pouco outro ali, e a Mariléia sempre junto. Foi aí que o Riva se lembrou da foto!
Era tarde... a foto já tinha passado por todas as meninas do Ginásio.
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A COLA
Na escola, acho que não tem quem um dia não cole, ou num teste ou na prova. No ginásio, não sei em que série, lembro de uma faceta muito engraçada, mas que no final deu pena do meu colega.
Era prova mensal de História Geral, a professora era a Ilda, muito braba por sinal, e o aluno dessa história era o Paulo Enio. Ele não era muito de estudar, eu acho até que tinha algum problema, pois estava sempre desligado, e aquela calma, devia ser somente aparência.
Todos nós muito nervosos, principalmente por ser prova com a professora Ilda, uma pessoa muito boa e eficientíssima, porém como já citei, muito braba, e em todas as provas tinha alguma surpresa. No silêncio total da sala de aula ela iniciou a entregar as provas, uma por uma. Eu notei que ela entregava numa fila, e na outra fila ela pegava provas separadas da fila anterior. Outros também notaram, isso é certo. Ela distribuiu a todos e deu a ordem para começar. E assim foi por todo o período.
Notei que o Paulo Enio não tirava os olhos da prova da colega ao lado, estava muito à vista, e notei também que a professora Ilda também viu esta cena, só que ficou quieta. Ele foi o último a entregar a prova e todos vimos que ele não havia estudado, estava mal mesmo.
Num outro dia, na aula de História Geral, a professora Ilda chamava pelo nome e dava a nota da prova do dia anterior. Quando chegou a vez do Paulo Enio ela falou: - Tu, além de não estudares, és burro, colocastes as respostas da prova A na tua que era B. Tu não presta nem pra colar, desgraçado!
A turma toda caiu na risada!
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Centro da Cidade
/ Prefeitura |
E-MAILS (Parte
III)
Tenho
recebido vários e-mails de pessoas que tem encontrado nas minhas histórias
uma forma de voltar no tempo com grande carinho e saudades.
Acreditem... encontrei na net e por sua vez também através do
portal, meu grande amigo André Luiz Braz, filho do nosso saudoso
Frigideira, lembram dele no Correio? Que
prazer rever esse grande amigo, nos criamos juntos fazendo muita
arte, o André me lembrou que quando guri eu virava os cigarros na
carteira para que os filão pensassem que era sem filtro e não
pedissem, essa eu já não lembrava mais! Mas era verdade. Grande
amigo, força e saúde pra você.
Também
recebi e-mails do Ameriquinho, do Cau Colvara, João Garcia, da
Maristela filha do Gigi, Paulo Fernando Oliveira, José Antonio
Prestes, Solismar Venske, Nilsinho Blanco, etc... como fico feliz
por essa oportunidade que o André Floor nos proporcionou com sua
brilhante idéia. Por isso, vou publicar alguns deles aqui, como
forma de agradecimento!
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”Boa tarde Danilo, acabei de dar muitas risadas com os teus contos no Portal de Arroio Grande. Também vivi muitas situações parecidas; lembrei de todas as pessoas e dos lugares que fizestes comentários. Adivinha quem eu sou? Só por curiosidade: uma vez viajamos juntos para Caxias do Sul, moravas no condomínio Aldeia, me parece. Te deixei na frente do condomínio lembra? Eu trabalhava na CEEE de Caxias, e naquela época estavas acidentado, acho que era o braço quebrado. Tinhas uma moto em Caxias, e íamos muito no clube perto da rodoviária, não lembro o nome agora. Sou de Arroio Grande, estudei Eletro na escola, fui funcionário da CEEE por 22 anos, já me aposentei. Agora sou advogado em Rio Grande, e tenho escritório também em Arroio Grande, na casa dos meus pais. Ainda não sabes quem eu sou? Lá vai: o
Ameriquinho, como eu era conhecido (Carlos Américo Gonçalves), filho do Guido, dos tanques... Pois é
tchê, como tu bem sabe, a vida dá muitas voltas, jamais pensei em ser advogado, principalmente depois de ser eletrotécnico por muitos anos, são áreas muito diferentes... Estou com 50 anos, seguidamente vou para Arroio Grande, o Eurico do tenente Cibeira vai junto, curtimos muito a nossa terrinha... Lembra dele? inclusive, o filho do Eurico passou este carnaval lá na terrinha, eu não consegui sair de Rio Grande porque o meu filho Maurício está na Marinha e ficou de serviço no feriado. Bem, Danilo, espero que esta minha mensagem possa te trazer boas lembranças, e estarei a tua disposição aqui em Rio Grande. Um grande abraço quebra costela no melhor estilo dos bailes do Docão e do Beca, há!há!há! quando a gente encontrava os parceiros na festa, e todos entravam com a fraude das canetinha
BIC, imitando o carimbo da portaria! Era só fazer o desenho no pulso e dar uma lambida que parecia mesmo carimbo! Nessa eu era mestre!!!!"
Grande Ameriquinho!!! Abraço amigo!!!
"Oi Danilo, fiquei muito contente ao saber que estas bem e com memória muito boa, para narrar uma parte, acredito que inesquecível, de nossa história, vivida na GRANDE ARROIO, dos saudosos Marcos e Cabeção, Zé, Plínio,Quinca, Tavinho, Netinho, Canhoto, Zecão, Didi, Juarez, Guiga Maciel, Cuca Canez, Pedrão Conceição (nas férias), Antoninho, Cao e Doca, Nésio, Acapulco, Clubes Comercial e Caixeral, Passeios ao Herval de RURAL com o Nero e CORCEL com o Zenóbio, esquinas dos Turcos e da Pharmacia Maciel principalmente na saída do colégio, banhos na hidráulica, canal do Setembro, futebol no campo Arroio Grande, da grande equipe de futebol de salão do POP, que concentrava na garagem do Guiga da farmácia, e muito mais quando o tempo e a memória permitirem. Na próxima, tentarei lembrar dos nomes das turmas do César e do Cabeleira. Finalizando, informo-te que fiquei sabendo pelo Quinca, sobre o site de Arroio Grande e sobre os teus comentos/narrativas. Um grande abraço e saudades do amigo Doca Colvara."
Este é o meu amigo Doca Colvara!
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AINDA
LEMBRO...
-
Estávamos na praça sentados depois de uma garoa e vinha caminhando o Nézio e o Carioca, o Nézio deu um pulinho para escapar de uma poça
d'água e não consegui pisando bem dentro. Diálogo:
- Ui que nojo, fiquei todo molhado.
- Também queres caminhar que nem homem.
- E na boate do CTG estava o grande Peru, quem lembra dessa figura?
Ele muito empolgado, passando uma cantada pro Paulo Porto, irmão da Ana, quando o Paulo querendo
ofendê-lo gritou: sai pra lá seu veado. E o Peru muito
espirituoso: ai, que novidade!!!
- E o Tavinho tinha acabado de sair do banho e foi para seu quarto
enrolado numa toalha, quando acabou de tirar a toalha entrou no quarto seu cunhado Izidoro e pegou um flagra do Tavinho pelado mas com um detalhe, estava, como
diria... lá, muito vermelho e inchado, agora imaginem o Izidoro muito gozador como sempre foi, rendeu muita gozação por um bom
tempo. Há há há há
- E o Cuca foi quem deu o grito de liberdade, às margens do arroio
grande, puxou a sua espada e gritou, se é para o meu bem e para o bem do Manoel
português eu fujo com a Luíza. Há há há há...
Que escândalo na época.
-
Grande Luíza minha vizinha que gostava muito também a sua irmã
Fafá e a...e a... esqueci o nome da outra irmã.
-
Vocês sabiam porque o apelido do Geraldo Cabeleira? Era porque ele cuidava muito seu cabelo, e como era um pouco ondulado ele fazia toca de noite: prendia com grampos e colocava uma touca para
dormir. Também no outro dia estava igual aquele da praça é nossa que a gravata levanta.
Há
há há há...
Grande Cabeleira.
- E o Rivalcir que nos mandou cuidar uma colega nossa de aula, que ficava maluquinha porque ele sentado em sua classe ficava... como vou dizer... de barraca armada, e ela sentava do lado, coitada ficava bem doidinha não conseguia desviar o olhar.
- E o Olinto Sá Brito, pai do meu grande amigo Rui, era muito sacana tava sempre aprontando uma, certa vez foi me dar carona
"prá's casas" e tinha chovido muito, as ruas estavam cheias de
água e de lama, quando dobrou a esquina viu que vinha uma velha pela calçada e disse: vou dar um banho naquela velha, dito e feito passou dentro de uma grande poça
d'água e lama que grudou a velha na parede deixando o desenho dela na parede, parou a camionete e saiu correndo se abraçava na velha e pedia desculpas.
Há
há há há...
Depois de atropelar a freira não adianta alegar que achava ser um
pingüim.
- E a Verinha que morava na frente do antigo CTG, lembram, a gurizada fazia fila na porta, e naquela época não tinha camisinha, que nojo devia ser uma manteiga, mas não
tínhamos muita opção na época. (hargssss...)
- Como a falta do que fazer abundava nos velhos tempos, nós às vezes
íamos para o cemitério a noite, só para ver quem não tinha medo de entrar,
estávamos lá numa noite bem clarinha, de lua cheia, quando vimos
um cara de bicicleta pela estrada, no silêncio só se escutava o barulho das pedaladas e dos
pneus na estrada de chão, quando o cara estava passando na frente
nós tivemos a infeliz idéia de subirmos um a um no muro e com os braços abertos balançando de um lado para outro, começamos a fazer huuuuuuuuuu huuuuuuuu, minha nossa o cara parecia aquelas
histórias em quadrinhos que fica um redemoinho nos pés, saiu que nem uma flecha.
Há
há há há...
- E as corridas de carrinho de lata de azeite que fazíamos com suspensão
de arquinho de barril, e rodas de cabo de vassoura cortada, saia um para cada lado na volta da quadra e ganhava quem chegasse primeiro no ponto de partida, isso quando não nos
estrebuchávamos na esquina quando dava o acaso de dobrarmos juntos.
- Estávamos nós no carnaval passeando no Jeep azul sem capotas do Quincas,
éramos uns seis, quando acabou o gelo para colocarmos no nossa "kocland", eu me prontifiquei para pegar em minha casa, isso depois de fazer o Quincas prometer que não faria barulho para meus pais que estavam dormindo, porque o
Jeep não tinha cano de descarga, quando sai de casa com o gelo o Quincas lacrou o pé no fundo e fez um cavalo de pau na frente da minha casa acordando todo o mundo, filha
da... e o pior é que o Jeep não tinha freios, quando chegávamos
na esquina só se ouvia um estalo na caixa quando o Quincas colocava uma ré para parar.
- E a Zilda Cannez com sua Pólio, era uma pessoa extremamente alegre e divertida, gostava muito na hora do recreio
de dar tapas no nosso saco, só para nos ver agachar de dor. Grande Zilda, foi minha primeira namorada, lembro que ela foi operar em Buenos Aires e voltou cheia de ferros na perna, girava aqueles ferros que atravessavam de um lado para o outro só para nos deixar nervosos.
- E o Julinho Salaberry que quando namorava a Jaçanã, num 20 de setembro corria a cavalo
atrás dela para assustá-la. Agora imaginem a Jaçanã que tinha medo até de
passarinho, disparando de um cavalo em cima de outro e gritando com seus gritos estridentes. Que brincadeira...
- E por falar em Jaçanã, sempre foi minha amigona tanto como a Filica, e lembro que eu tomei uma pedrada nos dentes do José Carlos, filho da
prof. Almeci, quebrou os dentes da frente, e quando eu ria colocava a mão na boca para encobrir o defeito, a
Jaçanã me dava conselhos para eu ir ao dentista consertá-los porque ficava muito feio agir dessa forma. Grande amiga, quando vinha de Pelotas de carona com ela, ela fazia o maior
escândalo quando tinha um passarinho na estrada, colocava a cabeça pra fora gritando e buzinando ao mesmo tempo. SAIIII!!!SAIIIII!!!
BIIIIIIIII!!!! BIIIIII!!! Há
há há há...
Beijos amiga.
- Tinha uma turma que estudava em Pelotas e nos finais de semana
vinha para o Arroio Grande de ônibus. Numa das viagens trocamos as roupas do Zecão e da Cristina de malas, imaginem a
confusão quando chegaram em casa.
- Bonito de ver era o Zecão cantando serenatas nas janelas das gurias, aquela
música Italiana, Tanto Cara, ficavam todas apaixonadas.
Fui!!!! Depois lembro de mais algumas.
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AMIGOS CONTERRÂNEOS
Quero que saibam que guardo com muito carinho as histórias por nós
vividas, e de forma nenhuma quero constranger ninguém, até mesmo
porque acredito que o homem só se faz homem quando aprende a
pedir desculpas e fazer piada de si próprio.
- Estava o nosso saudoso Dé, da dupla Dé Dão; lembram que
pareciam um parzinho de vasos, sempre juntinhos, na casa da Maria
Humbilina contando sua viagem para a Argentina, via Ferro e Bote
de Montevidéu a Buenos Aires, quando muito empolgado, com seus
gestos requebrados, começou a descrever a passagem sobre Mar del
Plata. Contando assim: E nós flutuava, e nós flutuava, e nós
flutuava...Grande figura.
-
E o meu primo José Luiz Quinteiro, era muito sacana, mas para me
botar numa fria ele me mandou derrubar uma bicicleta de um
leiteiro que estava encostada na calçada cheia de garrafas de
leite no bagageiro. Muito trouxa fui lá e botei o pé na
bicicleta, quando sai correndo meu pai tinha acabado de dobrar a
esquina e viu tudo, corri entrei em casa e me fechei no banheiro,
meu pai de brabo arrombou a porta e me deu uns tapas, diga-se de
passagem, bem dados. |

Barragem do
Chasqueiro
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E o Dau! Grande turco, Luiz Duarte, filho do Gercy, trabalhava na
cigarraria do Eraldo ao lado da casa do Manuel português, era
alvo de muita judiaria por parte do Eraldo e eu como cúmplice,
ele era apaixonado pela minha prima Mari, e um dia, montamos uma
carta dela marcando um encontro em frete à igreja no dia tal e
hora tal. O Tio Patinhas, como era conhecido, se preparou todo, se
perfumou, e inventou uma desculpa esfarrapada pro Eraldo que
precisava sair algumas horas. O Eraldo muito sacana ainda ficou
questionando o porque dele ter que sair, e o Tio Patinhas cada vez
ficava mais gago para se explicar: PPPPPPPRECICICICISO
SSSSSSSSSAAIR. Daí o Eraldo o liberou e me mandou cuidar para lhe
contar o que ele faria na frente da igreja. Coitado ficou horas e
horas andando de um lado para o outro com as mãos no bolso e
nada, quando lá pelas cansadas ele resolveu ir embora. Eu corri
cheguei na frente e contei para o Eraldo. Quando o Dau entrou na
cigarraria muito desenxavido por achar que tinha levado um cano,
nos começamos a gargalhar e ai caiu a ficha dele e o vermelhão
começou a subir no rosto e os olhos faiscar e eu tive que correr
umas 10 quadras com ele atrás para me surrar.
- Outra do Dau. Estávamos na praia do Cassino, o Dau, o Duarte, o
Silvinho, o Tavinho, o Zé Prestes e eu, quando começamos a
comentar que o teste para tirar carteira de motorista estava
ficando cada vez mais difícil, pois o psicotécnico está rodando
todo mundo, isso tudo combinado, menos o Dau, e ele começou a
ficar interessado pelo assunto, pois iria tirar carteira logo.
PPPPORPPPQUE T...AAA TTTTTTAAÃÃO DIFFFF...CIL? Aí falamos que
tinha uma prova que teríamos que fechar olhos e passar a mão
espalmada para cima e para baixo num espaço de mais ou menos um
palmo sem tocar em nenhuma das extremidades. E o Dau:
MMMMMMMMMAAAAAASS EEEUU FFFFFFAAÇO. Então duvidamos e o Duarte
colocou as mãos num espaço de mais ou menos um palmo e mandou o
Dau fechar olhos e passar a mão para cima e para baixo cem vezes
sem tocar em nenhuma das mãos dele. O Dau muito empolgado, e
diga-se de passagem que a praia estava cheia, começou com os
olhos fechados, um dois três... A mão lá em cima e lá em
baixo, quatro cinco seis... E fomos saindo de fininho e o turco
ficou sozinho no meio do povo gritando sete oito nove... Háháháhá
háháhá, não posso lembrar, háháháhá, e quando já estava lá
pelos sessenta e tantos estranhou que não ouvia conversa nossa,
pois estávamos há uns 50m de distância, e o povo todo rindo, háháháhá,
e foi abrindo os olhos bem devagarzinho e nos procurando de um
lado e de outro, quando nos viu, minha nossa, saiu que nem um
foguete roxo de raiva, háháhá, bons tempos.
- E no baile de chopp no clube comercial, que borracheira,
combinamos toda turma, uns quinze, para tirarmos uma foto com a
Dolfina e sua generosa "popança" e pra isso todos
encheram o caneco de chopp e falamos para ela: quando tu fores
bater diz AGORA, para nos prepararmos para sair bem na foto. E
combinado, nos postamos uns em pé e outros agachados e não
prestou, quando a Dolfina gritou AGORA, jogamos todos o chopp
nela, háháhá, saiu que nem um pinto molhado, e suas máquinas
Kodak que mais parecia uma lata de azeite. Isso no tempo que as
latas de azeites eram quadradas.
- Vou contar uma minha agora. Deveria ter uns sete anos ou oito e
minha mãe me mandou cortar o cabelo no seu Nito, quem lembra do
seu Nito na esquina confronte a oficina do Valentim? Ele era muito
engraçado, gordinho baixinho atirado pra trás, virado em barriga
e sempre assobiando de chapéu de abas, tinha dia que ele se
esquecia que tava de chapéu e colocava outro por cima, dai sentei
na cadeira, ou melhor, na caixa de sabão que ele colocava para
ficar mais alto, e me perguntou como eu queria o cabelo? Respondi
não sei, daí ele me mostrou o pente fino de osso e perguntou de
novo, da altura do pente? Olhei o pente devia ter uns dois cm de
largura e confirmei, pode ser, o dito começou a assobiar e a máquina
velha comendo frouxo, quando vi tava careca e reclamei que estava
muito curto, ele me respondeu que eu tinha pedido da altura do
pente, mas só que ele se referia o pente deitado. Nossa senhora
quando cheguei em casa minha mãe quase teve um troço quando me
viu careca.
- E no 20 de Setembro era proibido levar gibi para as aulas, e eu
levei escondido um do Bolinha e da Luluzinha, e na hora do
intervalo coloquei o gibi no banco da classe que era largo e quase
deitado fiquei lendo em voz alta, pois o barulho era muito grande
da gurizada. Quando entrou a prof. Enilda todo mundo parou de
falar e fiquei lendo justamente na hora em que o bolinha tava cor
dor de dente com a cara toda inchada, AI AI AI AI e a prof. saiu
correndo na minha direção, ma ergueu pela camisa achando que
estava me dando alguma coisa. Grande prof. Enilda.
- Falando da prof. Enilda vocês sabem porque o apelido do Tripa?
Ele gostava muito de salsicha e saia correndo até o armazém do
seu Jesus e pedia me dá uma lata de tripinhas.
-E o Paulinho Albuquerque levou uma turma para passar um final de
semana na sua fazenda, e como ele era bastante medroso o Paulo
Poeira combinou de entrar no quarto dele com um lençol por cima
para assustá-lo, nisso alguém avisou o Paulinho do que ia
acontecer, ele preparou uma doze dois canos só com pólvora e
deixou do lado da cama; quando o Poeira entrou no quarto fazendo
um ruído de assombração. HUMMM HUMMM. O Paulinho pegou a doze e
largou os dois canos, saindo uma língua de fogo, o Poeira saiu
gritando se apalpando para achar o furo da bala, imagina o susto
do loco.
- E o Kincas vinha na sua bicicleta a toda e viu o Mudo na
esquina, de costas e de braços cruzados, com o seu saco de latas
de graxa de sapatos, quando o Kincas teve a infeliz idéia de dar
um susto no Mudo tirando um fino, e o Mudo no exato momento deu
uma espreguiçada abrindo os dois braços, batendo com todas
aquelas latas e vidros na cara do Kincas. Imagina o tombo.
- Bom mesmo era nas saídas dos bailes de carnaval, todos bêbados
aprontando na rua, certa vez roubamos o carrinho de lixo de um
lixeiro, aqueles redondos e entrei pra dentro, e o Kincas saiu
correndo, só que o carro era móvel para derramar o lixo e virou
comigo dentro e foi só um tombinho básico de fim de noite.
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MAIS ALGUMAS
LEMBRANÇAS...
Boa noite meus conterrâneos! Estou aqui de novo para contar mais algumas estórias do nosso tempo de amizades bonitas e sem maldades.
- Estava o Plínio Cavalheiro dormindo no seu quarto, quando se adentra meio que estabanado para convidá-lo para um treino de futebol, Quem? Quem? Adão do Mário!! Agora imagina a cena o quarto meio lusco fusco, o Plínio de ressaca e o Mário puxando as cobertas do Plínio. Vamos Plínio! Vamos Plínio!
(Monólogo) Tás dormindo? Ah! Tás né! Saísse ontem? Ah! Claro que saísse né! Onde fosse? Garanto que fosse pra zona! (isso falando bem miudinho assim com as letras bem agarradinhas e bem rapidinho) Tás de ressaca? Ah! Claro que tas né to vendo! Pegasse alguém ontem? Ah! Capaz que não, garanto que foi aquela china do Joaquim! Não vás treiná? Ah! Capaz, duvido que vás, tás mal! E assim foram umas 35 perguntas e respostas ao mesmo tempo.
- E o Juarez Freitas que colocava sua blusa “cacharrel” meio que manchada de onça, e sua calça “santropeito” (cintura de toreiro) e ia namorar com a Magda Peluffo. Que bonitinho que era a Magda vestindo um macacão todo colado no corpo, parece que chamavam de “legs”, e com suas plataformas de cortiça de vinte centímetros, que hoje ta na moda de novo.
- Eu e o Kincas saindo do baile do Caixeral já de manhã, na sua moto Yamaha 200 “torque idution” (arranque elétrico), novinha, nossa era o máximo na época. Quando três camaradas começaram a nos zoar, não lembro bem quem era (um era um funcionário do Café do Tri Tri, meio estrábico), "ai seus bundinha!" “querem aparece de moto!” “bunda moles!”, e o Kincas quando bebia umas encarnava o bicho, quis sair da moto para tirar satisfação e não deixei, convenci de ir embora. Fomos até o hospital e voltamos, para ver uma menina: Cecília, que também tinha saído do baile e morava numa casa próxima ao hospital. Quando estávamos voltando na esquina, onde hoje é a sinaleira, encontramos novamente os três camaradas, que começaram a gritar novamente nos insultando ainda mais.
Não prestou descemos da moto e encaramos os três. Perguntei ao estrábico “qual era o problema” e ele disse “nenhum”! Aí eu falei vocês são homens ou um bando de maricas que ficam gritando pra homem. O louco saltou de cima da calçada e me deu um soco no nariz, quando eu recuei com o soco me agarrei na manga da bulsa dele e trouxe junto, no mesmo embalo que ele veio devolvi o soco, ai eu levantava ele pela manga e derrubava de novo com outro soco, foram umas cinco vezes isso, quando lembrei do Kincas olhei para trás ele estava com o cara erguido batendo com a cabeça dele na parede, foi quando eu corri e o agarrei porque fiquei com medo da violência que ele batia. Daí já chegou um monte de gente que estava na rodoviária esperando ônibus e apartou a briga, o terceiro saiu correndo e deve ta hoje no Japão porque só se via a poeirinha dele. Nossa coitado do cara, no outro dia passei no Café do Tri Tri e tava o cara todo deformado com uns cinco galo na cara, e eu com o nariz que não podia nem tocar.
Que bobagem! Mas o que poderia se esperar: na época a TV era preto e branco e computador era coisa de outro mundo. Desculpem nossa ignorância.
- O Marfisa e seu irmão caminhão, quando subiam a coxilha da Vânia, era bronca na certa porque gostavam de uma briga, e nós nos borrávamos de medo deles. Depois ele virou gente e foi ser segurança do Banco do Brasil, há há há. Grande Marfisa.
- E o Paulinho Cabeção coitado! Parece que sabia que ia morrer cedo, aproveitou bastante e era um baita parceiro. Fomos caçar perdiz no Pio num dia de chuva fina lá pelas bandas do Chasqueiro, tudo estrada de chão, um barro que dava gosto, o Plínio, Kincas , Tavinho, e eu, quando o cabo do acelerador da Kombi quebrou. Amarramos uma corda no carburador, passamos por baixo do pára-choque e trouxemos até a janela do carona (tô rindo de lembrar a cena). Não consigo parar de rir. Imaginem, o Cabeção era baixinho e gordinho dirigindo a kombi com aquela direção quase na horizontal e nós puxando aquela corda acelerando tudo o que dava, foi muito cômico, a Kombi não parava na estrada: caíamos nas valetas e tínhamos que empurrar ao mesmo tempo que puxávamos a corda para acelerar. Nossa que tempo bom!
- Outra: fomos caçar marrecão lá na lagoa, chovia, uma enchente danada, e o Tavinho tinha um Jeep e se gabava todo que não tinha barro que o parasse, foi quando o Plínio num ataque de loucura, gritou, vamos ver se é verdade, puxou o volante derrubou o Jeep numa vala enorme ficando quase que com duas rodas no ar, o Tavinho se atracou de soco no Plínio que desceu e saiu correndo campo a fora, com o Tavinho dando tiro de doze nos pés dele. Como o campo estava encharcado, levantava água alto com os tiros. Nossa que irresponsabilidade.
- E o seu Manoel, tio do Plínio, era muito engraçado, uma vez ele foi falar com um vizinho lá perto da fazenda dele, e quando chegou na casa tinha dois moleques na frente, que eram filhos do cara, eles se borravam de medo do seu Manoel. Ele perguntou “cadê o pai de vocês?” e os coitados saindo meio que de lado para chamar o pai, levaram uma sapateada com força do seu Manoel, que gritou “vão chamar ligeiro!”. Os guris saíram que nem um cometa, quando apareceu a mãe com os dois escondidos atrás e agarrados na saia comprida dela. Enquanto seu Manoel perguntava do paradeiro do homem foi se acomodar melhor para conversar e se debruçou numa cancela velha, e não é que a mesma rebentou as alças e ele caiu com tudo no chão. Nossa os guris saíram numa gritaria que mais pareciam duas ambulâncias com as sirenes ligadas.
- Grande Manoel da Broderi que tinha uma calha em baixo do painel e uma lata na ponta, quando chovia enchia a lata e ele despejava pela janela. Uma vez ele chegou na casa da fazenda e tinha um vivente forcejando para tirar as botas sete léguas, todas molhadas de suor grudadas no pé, o seu Manoel ficou olhando o desespero do coitado que não conseguia tirar, e ofereceu seus préstimos, se ele queria ajuda? prontamente aceitou, o que o seu Manoel fez? Tirou o cigarro da boca e jogou dentro das botas do cara: o louco tirou as botas num segundo.
Depois mando mais bobagens, agora vou dormir porque já são 2h30h da matina. Grande abraço a todos.
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MAIS
LEMBRANÇAS DA TERRINHA...
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Quem não lembra do amigo Coquinho e o estrago que ele fez por
ai?
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Nos tempos de matiné no cinema do Dirceu, o que menos olhávamos
era os filmes, pois fazíamos concurso do beijo mais longo, saímos
do cinema com a boca que mais parecia uma rosa, vermelha e
inchada. Não se preocupem que não vou revelar nomes.
-
E o martírio que era esperar na minúscula sala de espera do
Dr. Lodher? Nossa aquilo deveria ser igual o corredor da morte
do inferno, aquela maquininha no terceiro paciente já mais
parecia uma moto serra.
-
E o Zenóbio que roubava o carro do pai para irmos os bailes no
Herval, na volta quando chovia tínhamos que lavar o carro com
balde no posto do Aldírio Luerce.
-
Essa é forte! Combinamos, o Duarte Cassuriaga e eu, ambos com
18 anos, que se o seu pai Adão emprestasse um carro nas férias
para viajarmos ao Rio de Janeiro, é claro que seu Adão não
poderia saber do destino da viajem. O Duarte usou como argumento
que teria passado de ano e que iríamos até Tramandaí, a
resposta foi um tanto demorada dependendo da insistência do
Duarte até conseguir. Uma semana depois apareceu o Duarte no
Cassino onde eu estava com meus pais, com uma Belina verde
novinha, liberada para as férias. Peguei algum dinheiro com meu
pai, para irmos até "Tramandaí", gasolina barata na
época, saímos as 5:00 h da manha, no outro dia as 11:00h da
manha estávamos em Copacabana, totalmente deslumbrados com a
beleza da cidade. Resultado: encontramos umas meninas de lá
(gente finíssima) de nome Izilda e Dulce, irmãs, e seu pai nos
emprestou um apartamento em Botafogo. Com a economia que as
meninas nos forçaram a fazer, ficamos 15 dias. Neste período o
saudoso Neco, irmão do Duarte estava de aniversario, e passamos
um telegrama felicitando-o, com a observação: não diz onde
estamos. Mas seu Adão pegou e descobriu nosso paradeiro.
Lembro como se estampado na minha tela o seu Adão na frente da
casa esperando nossa chegada, com a mão na cintura, com sua
enorme barriga, pergunta: como tava o Rio de Janeiro? Nos
olhamos cada um mais preto que o outro e não sabíamos o que
responder. Pela insistência da pergunta respondemos meio que
entre lábios, tava bom! E ai foi só uma semana de sol para
secar a mijada do seu Adão Cassuriaga. Bons tempos não é
Duarte?
-
Mas gostoso era quando aparecia o circo Gira Gira, em frente ao
Banco do Brasil.
-
E as cortes dos carnavais, isso era demais. As concentrações
antes dos bailes nas casas das rainhas eram o máximo, assim
como na ultima noite que levávamos a rainha até sua casa
brincando pela rua e depois íamos tomar banho no arroio e tomar
café no Silinho. Isso quando o Guilherme Vianna não perdia o
pivô e ficava com a mão na frente da boca para rir.
-
E o saudoso Marcos Prestes desfilando no carnaval com uma
ovelha, tomava um gole de cerveja no bico da garrafa e dava
outro para a ovelha, coitado do bixo andava trocando as pernas
de bêbada: bééééééééé!
-
E quando no termino de um baile de carnaval fomos todos para a
lanchonete do Odilom, totalmente bêbados é claro, ao lado da
casa da nossa querida Nair Prestes, e quando entramos estava a
esposa do Odilom com um vestido todo amarelo e mais parecia uma
Fanta, não prestou começamos a cantar em coro, catraia do
Odilom engarrafada la la laaaaaaa la la, que vergonha, desculpa
Odilom, mas éramos muito inconseqüentes.
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O mais legal era os esquentas na casa do Zé Prestes antes dos
bailes de carnaval.
Vou lembrar dos vários fiascos e relato posteriormente. Um abraço
a todos.
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FIGURAS E FATOS PITORESCOS
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BALACO MAGAZINE, alugava até galinha pra chocar pinto;
- CABARÉ DO EUZÉBIO, primeiro strip-tease da cidade;
- ALVIM CAMINHÃO, artesão de dobraduras em arame;
- DIOMÉSIA, artista de rua, com seu guarda roupa verde;
- MOROXA, humorista pornô chanchada, com seu repertório "bagaceiro";
- CARMEN SILVEIRA, transexual feminino, causava espanto por onde passava,
sempre com as mãos nos bolsos e cigarro na boca;
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