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:: Semana
Farroupilha 2007

Fotos desta Seção: Portal Terra de Mauá e
Eliana Lúcio.



A pequena Andriélly
Caetano, de 2 anos, foi a primeira criança a ir em busca da Chama
Crioula (Fotos: Geovana Tajes)
:: Desfile
Temático






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:: Desfile
de Cavalarianos






:: 3°
Acampamento Farroupilha



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A SAGA FARROUPILHA
As comemorações da Revolução Farroupilha - o mais longo e um dos
mais significativos movimentos de revoltas civis brasileiros, envolvendo
em suas lutas os mais diversos segmentos sociais - relembra a Guerra dos
Farrapos contra o Império, de 1835 a 1845. O Marco Inicial ocorreu no
amanhecer de 20 de setembro de 1835. Naquele dia, liderando homens
armados, Gomes Jardim e Onofre Pires entraram em Porto Alegre pela Ponte
da Azenha.
A data e o fato ficaram registrados na história dos
sul-riograndenses como o início da Revolução Farroupilha. Nesse
movimento revolucionário, que teve duração de cerca de dez anos e
mostrava como pano de fundo os ideais liberais, federalistas e
republicanos, foi proclamada a República Rio-Grandense, instalando-se na
cidade de Piratini a sua capital.
Acontecendo-se a Revolução Farroupilha, desde o século XVII o Rio
Grande do Sul já sediava as disputas entre portugueses e espanhóis. Para
as lideranças locais, o término dessas disputas mereciam, do governo
central, o incentivo ao crescimento econômico do Sul, como ressarcimemto
às gerações de famílias que lutaram e defenderam o país. Além de isso
não ocorrer, o governo central passou a cobrar pesadas taxas sobre os
produtos do RS. Charque, couros e erva-mate, por exemplo,passaram a ter
cobrança de altos impostos. O charque gaúcho passou a ter elevadas,
enquanto o governo dava incentivos para a importação do Uruguai e
Argentina.
Já o sal, insumo básico para a preparação do charque, passou a ter
taxa de importação considerada abusiva, agravando o quadro. Esses
fatores, somados, geram a revolta da elite sul-riograndense, culminando
em 20 de setembro de 1835, com Porto Alegre sendo invadida pelos
rebeldes enquanto o presidente da província, Fernando Braga, fugia do
Rio Grande.
As comemorações do Movimento Farroupilha, que até 1994
restringiam-se ao ponto facultativo nas repartições públicas estaduais e
ao feriado municipal em algumas cidades do Interior, ganharam mais um
incentivo a partir do ano 1995. Definida pela Constituição Estadual com
a data magna do Estado, o dia 20 de setembro passou a ser feriado. O
decreto estadual 36.180/95, amparado na lei federal 9.093/95, de autoria
do deputado federal Jarbas Lima (PPB/RS), especifica que "a data magna
fixada em lei pelos estados federados é feriado civil".
O PATRONO
Antônio Augusto Fagundes aceitou dia 15.05, em seu escritório, o
convite para Patrono da Semana Farroupilha 2007. Nico, como é mais
conhecido, é um dos mais atuantes pesquisadores do tradicionalismo,
tendo desenvolvido trabalhos fundamentais para a compreensão do folclore
e da cultura regionalista. O convite foi oficializado pelo presidente da
Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, Manoelito Savaris,
acompanhado do presidente do MTG, Oscar Fernande Gress, do diretor
administrativo do IGTF, Leandro Haag e pelo representante da Secretaria
de Cultura, Rodrigo Gorski. “A obra do Nico é referência não só no
Estado, como em todo o Brasil e inclusive internacionalmente. De fato, é
um justo reconhecimento”, afirma Savaris.
Nascido em Alegrete, em 4 de novembro de 1936, Fagundes desde muito cedo
é militante no tradicionalismo. Autor de mais de 100 canções, entre as
quais, o “Canto Alegretense”, aos 24 anos já figurava como patrão do 35
CTG, desenvolvendo paralelamente atividades na imprensa gaúcha, no
cinema e na televisão. Atuou também em esferas públicas, presidindo o
Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore.
A escolha do nome de Nico foi realizada pela Comissão Estadual dos
Festejos Farroupilhas, composta pela Secretarias de Estado do Turismo,
Esporte e Lazer, da Cultura, da Educação, Instituto Gaúcho de Tradição e
Folclore, Brigada Militar, Movimento Tradicionalista Gaúcho e FAMURS. Em
2006, Paixão Cortês foi o patrono da Festa e em 2005, Luiz Menezes.
MÚSICA TEMA
Tradição em
Movimento
Vai o gaúcho avançando pelo tempo
Alma Charrua que sempre anda pra frente
Traz na bagagem a coragem da sua história
A força e a fé que movimenta nossa gente
Vem a cavalo repontando o gado manso
Vai na Canoa remando o próprio-destino...
O trote largo de um cavalinho-de-pau
Levanta a poeira dos anseios de menino.
O barco a vela que navega as esperanças
Sonho farrapo carregado no Seival
Uma carreta riscando o verde do pampa
Vem pelo tempo trazendo nosso ideal.
Nas carruagens, nas aranhas, nas charretes...
A flor gaúcha vem trazendo o seu valor
Um caminhão transporta sonhos pro futuro
Em mil cavalos encilhados num motor.
Alicerçado num destino em movimento
Vem o gaúcho sempre abrindo novas trilhas
O trem da história traz o orgulho das conquistas
Que hoje exaltamos na Semana Farroupilha.
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