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Portal
Terra de Mauá | Divulgando
nossa cultura. Valorizando nossa gente!
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Grande na internet. |
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Reportagens Especiais |

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Portal Terra de Mauá, destaca a
Reserva Ecológica do Taim, o pantanal gaúcho: são mais de 230 espécies de aves, com maior concentração de setembro a fevereiro. Entre elas, o cisne-de-pescoço-preto, quase extinto, gaviões, corujas e outros animais como o jacaré-de-papo-amarelo, gambás, capivaras e 50 espécies de peixes.
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Estação
Ecológica do Taim |
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Conheça... |
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Desfrute de agradáveis momentos em meio a natureza. Para chegar
no Taim a partir de Porto Alegre, use a BR- 116 no sentido da cidade de Pelotas, a qual
lhe dá acesso pela BR-471 até a Estação Ecológica do Taim. Ao
seu redor é possível encontrar pousadas, hotéis, chalés e áreas para
camping.
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:: Turismo
no Sul: Estação
Ecológica do Taim |
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Situada no Estado do Rio Grande do Sul, compreendendo partes dos municípios de Santa Vitória do Palmar e Rio Grande, entre a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico, próximo do Arroio Chuí, na fronteira do Uruguai, encontramos a Estação Ecológica do Taim, com uma área de 32.038ha. Um dos principais motivos que levaram à criação da Estação Ecológica do Taim em 21.7.86, pelo decreto n2 92.963, foi o fato de esta área ser um dos locais por onde passam várias espécies de animais migratórios vindos da Patagônia.
A simples utilização da estação como área de descanso, de crescimento ou nidificação torna-a ainda mais importante pois para as espécies migratórias a destruição de uma área na rota de migração pode colocá-las em risco de extinção. |
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Na parte norte da estação, há uma pequena floresta com área de
10 ha, que constitui uma verdadeira preciosidade ecológica. As árvores dominantes são a figueira nativa (Ficus organensis) e a corticeira (Erythrina sp) das quais pendem barbas-de-velho que causam efeito decorativo. Nas árvores há também lindas orquídeas, sendo a principal a Cattleya
intermédia.
No banhado, que constitui a maior parte da Estação domina o junco (Sairpus ca/ifornicus).
Estão presentes, também, plantas que bóiam nas águas como o aguapé (Eichornia crasnpes) e a Pistia stratiotes, a erva-de-santa-luzia, além de gramíneas diversas. Dentre estas foram assinaladas a Paspalum e a Spartina de porte elevado, que ocupa grandes áreas do banhado. Muitas delas oferecem refúgio para diversas espécies de aves e mamíferos.
A Estação Ecológica do Taim tem uma variadíssima fauna. O jacaré-de-papo-amarelo (Caiman /atirostris) está incluído nas listas nacionais e internacionais dos animais ameaçados de extinção. A principal ave é o cisne-de-pescoço-preto (Cygnus melancoryphus), o único cisne verdadeiro do continente sul-americano e um dos mais bonitos do mundo, constituindo a grande estrela da avifauna do Taim. Outras espécies também ameaçadas de extinção são o coscoroba (Coscoroba coscoroba), os Dendrocygna (iererês e outros), o marrecão da Patagônia (Neta peposaca), os socós (Trigrisonia spp), o tachã (Chauna torquata), a garça-branca-grande (Casmerodis a/bus) e muitos outros. Entre os mamíferos
estão presentes a nutria ou ratão-do-banhado (Myocastor coypus) que sofreu uma perseguição intensa devido ao valor da sua pele, o tuco-tuco (Atenomys flamarioni), a capivara (Hydrochoereus hydrochoereus). O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) foi encontrado no Taim, porém no início do século foi extinto devido a ações predatórias do homem.
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Por ser o banhado um dos últimos remanescentes desse tipo de ecossistemas, a Estação Ecológica do Taim tem valor especial para estudos ecológicos.
A Estação conta com toda uma infra-estrutura para o desenvolvimento de pesquisas. Não é permitida a visitação pública com o objetivo de lazer, porém para atividades de Educação Ambiental é estimulada e/ou promovida.
:: Fauna e Flora
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A flora e a fauna tornam o Banhado do Taim uma das relíquias ecológicas brasileiras. A região abriga grande diversidade ambas, cujo valor científico, medicinal e econômico corre o risco de desaparecer com a degradação do seu habitat, antes mesmo que tenhamos conhecimento de muita de suas funções na natureza. Além de seus habitantes fixos, a região recebe todos os anos aves migratórias vindas das distâncias ártica e antártica. Já foram lá observadas 210 espécies de aves, entre as quais poderíamos destacar o marrecão da Patagônia, as garças, os marrecos, os mergulhões, o tachã, a maria-preta, o socó, a perdiz, a ema, o maçarico, as batuíras, as gaivotas, o flamingo, o colhereiro, o joão grande, o cabeça-seca, o cardeal do banhado, os gaviões e falcões, o quero-quero, a capororoca (ou coscoroba) e, claro, o belo
cisne do pescoço preto, ave símbolo da região e que lá encontra um de seus últimos locais de nidificação protegidos no Brasil. |
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Entre os mamíferos,
destacam-se o ratão do banhado, a capivara, a lontra, os gatos-do-mato, o tuco-tuco, o gambá, a guaiquica, o tatu, o mão-pelada, o zorrilho, o preá, o furão, e o rato do campo. Entre os répteis, o jacaré-do-papo amarelo, as tartarugas, a lagartixa de praia, os sapos e as cobras. Entre os peixes são encontrados o peixe-rei, a traíra, o jundiá e muitos outros. A flora é representada pelo junco (sair pus alifornicus), que domina a maior parte do banhado, onde também destacam-se a táboa e os aguapés. As figueiras e corticeiras, com suas barbas-de-pau, orquídeas e bromélias dominam os campos e dunas, onde também existem o cravo do mato, a aroeira, o gerivá, e o araçazeiro, entre centenas de outras espécies.
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:: Pessoas
A população do Taim concentra-se ao longo da BR-471, em povoados como a Vila do Taim, e nas grandes propriedades conhecidas como granjas. No interior da região, a densidade demográfica é pequena concentrada em pequenas e médias propriedades rurais e acampamentos de pescadores. A infra-estrutura básica conta com uma subestação de energia elétrica, quatro escolas de 1º grau, dois postos médicos, um posto da Brigada militar, a sede do IBAMA na Estação Ecológica do Taim e um posto de fiscalização municipal do ICMS. A atividade econômica básica das grandes propriedades é a agricultura, associada à criação de bovinos, eqüinos e ovinos, destacando-se a orizicultura, que atrai a mão de obra local para atividades dedicam-se à pecuária de corte, além da ocasional produção de arroz direta ou indireta, através de arrendamento das terras. A pequena propriedade sobrevive da pecuária extensiva de corte, servindo como fonte de mão de obra para orizicultura. Além da agricultura e da pecuária, o reflorestamento, a atividade
madeireira e a pesca são outras atividades econômicas da região. A caça, embora ilegal, serve como complemento de renda para uma parcela da população, sendo destinada à alimentação e ao comércio da carne da capivara e de aves, além da exploração da pele do ratão do banhado.
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![[Estação Ecológica do Taim] Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com](especiais/tm_esp_taim_05.jpg) |
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A população concentrada na Vila do Taim é composta basicamente por pescadores, com um histórico progresso de intensa atividade de caça, tanto para o sustento como para comercialização. Por isto, a população da vila foi extremamente afetada com a implantação da Estação e a intensificação da atividade fiscalizadora do Poder Público, vendo seu nível de qualidade de vida despencas a índices precários.
Poucos pescadores ainda tiram sustento da lagoa Mirim. A vila agora abriga, em sua maioria, funcionários das granjas vizinhas. |
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![[Estação Ecológica do Taim] Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com](especiais/tm_esp_taim_06.jpg) |
:: Passeio Poético
(Referência do Texto: Inema.com.br)
Quem vem do norte pode até pensar que se enganou. Desde a entrada à direita na Quinta, entre Pelotas e Rio Grande, a estrada é reta, horizonte plano, e não se parece estar indo a lugar algum. Mas então, lá na frente, aponta uma torre, um silo e várias casas. Um posto de polícia avisa que chegamos a uma vila, e a placa da granja, plantada na beira da estrada, confirma: estamos no Taim. É uma vila pequena, habitada por trabalhadores rurais e pescadores. As casas ficam longe uma da outra, os pátios parecem pequenas chácaras, e no alto de uma duna que separa a Vila da Lagoa Mirim, uma velha capela ostenta na fachada a frase orgulhosa: "Mandada construir pelo tenente Faustino Correa em 1844. A Capela é o mais visível marco histórico do Taim, e o único de fácil acesso. Está quase sempre fechada, mas os moradores da frente indicam que tem a chave. É uma gente orgulhosa de seu monumento. A dureza da vida se estampa em seus rostos, mas são alegres. As sucessivas crises brasileiras tiveram duros reflexos no campo, e a metade sul do Rio Grande foi uma das mais atingidas.
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Mesmo assim, eles tocam a vida como podem, e tão logo o visitante pareça cansar do passeio à Capela, perguntam: - Já visitou a ecológica? A "ecológica" é a Estação Ecológica do Taim. Fica seis quilômetros ao sul da vila, logo depois de uma curva à direita. De chegada, uma primeira surpresa: a sede, a rigor, está fora da área da Estação. Ao lado, juntinho, mas fora. São prédios brancos, alojamentos de funcionários, de visitantes ( mas apenas os credenciados pelo IBAMA), sala de aula, laboratórios, escritórios, garagens, oficinas e a casa do administrador. É uma das melhores sedes administrativas de unidades de conservação do Brasil. Aqui, onze funcionários do IBAMA, revezam-se na missão de controlar mais de 33 mil hectares da maior unidade de conservação do Rio Grande do Sul. Para se ter uma idéia do que é o Taim, basta deixar a sede, atravessar a estrada, caminhar cinqüenta metros e olhar. A paisagem é deslumbrante. Até o horizonte, lagoas, dunas e banhado misturam cores com a precisão de um artista. É uma paisagem perfeita, uma natureza viva agitada pela presença de dezenas, centenas ou milhares (depende do dia)de pássaros. Pode-se ficar aqui um dia inteiro, apenas olhando. Mas a estrada é barulhenta, e o ruído de seus veículos acaba por atrapalhar ao observador. Vamos, por isso, pegar um veículo tracionado e mergulhar na imensidão desta paisagem. Não se entra em linha reta. É preciso ter jeito, calma, e contornar obstáculos. Mesmo na estrada paralela à Estação, no entanto, a vida é exuberante. Aqui, por exemplo, podemos ver de perto os ninhos de ratão do banhado, uma espécie de castor brasileiro cuja pele é muito apreciada pelos uruguaios para fazer casacos. Como a caça no Brasil é proibida, bem como a utilização de recursos oriundos da fauna, os casacos que voltam do Uruguai para cá vem com o nome de "pele de nútria". Mas são feitos de ratão mesmo, este simpático animal que nos olha com justificada desconfiança. Um pouco ao longe, as dunas.
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Sabe-se lá por que, ficaram fora da Estação. São um ecossistema belíssimo, e abrigam algumas das paisagens mais bonitas da região. Por vezes podem parecer melancólicas, com seu abraço aparentemente mortal aos bosques de figueiras, mas
aqui a escala de tempo é tão lenta que aquilo que parece pode não ser real, e as árvores, em vez de morrerem, muitas vezes estão protegidas pela areia. Vamos adiante: ao longo da estradinha, passaremos por diversas pequenas propriedades. O limite dos fundos de todas é a linha de banhado. Estes proprietários enxergam a exploração econômica dos recursos naturais pela janela da frente, e a preservação ambiental pela dos fundos de suas casas. Aprenderam a difícil arte do caminho do meio, e hoje são, em sua grande maioria, defensores do Taim. Ainda que antes de entrarmos na área da Estação, passamos por um grande reflorestamento. Aqui, entre árvores enfileiradas com precisão militar, quase não há vida animal. Exceção feita aos bandos de caturrita, aos enxames de abelhas, ou a um que outro
tatu, nem parece que estamos a menos de um quilômetro da exuberância do Taim.
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Basta, porém, deixarmos para trás o
reflorestamento, e a paisagem volta à velha exuberância. Estamos indo ;em direção ao posto de fiscalização costeiro. O caminho é por entre campos alagados, pequenos banhados e dunas litorâneas. Aqui podemos observar grandes bandos de marrecos de diversas espécies, que vêm ao Taim para se reproduzir.
Nesta paisagem aberta, com tanta água disponível, eles encontram paz e refúgio. No horizonte aponta o telhado do posto de fiscalização. Engana-se quem pensar que basta ir em sua direção. É preciso desviar, aqui e ali, de bancos de areia fofa, poças d'água traiçoeiras, panelas de areia movediça. Vamos ao posto, mas ainda com muitas voltas. O bom, destas, é que nos permitem observar os animais. A capororoca, por exemplo ( também chamada coscoroba) é, para alguns, um falso cisne, para outros um cisne verdadeiro. Até hoje os cientistas não chegaram a uma conclusão
definitiva à respeito, mas a própria capororoca não parece muito preocupada em saber o que é: nada, imponente, em quase todas as lagoas da região do Taim.
Finalmente chegamos ao posto costeiro. Aqui mora um fiscal com sua mulher. Fica ligado por rádio à sede, cerca de vinte quilômetros em linha reta. Mas no inverno, quando o tempo está ruim, pode ser mais fácil dar a volta, indo até o Cassino, em Rio Grande, e voltando pela BR, num trajeto de 150 quilômetros. Este isolamento quase absoluto, porém, não chega a ser solitário. Alguns pescadores moram perto ( dez,quinze quilômetros) nas reentrâncias entre as dunas litorâneas. A função básica deste fiscal é evitar a entrada de caçadores clandestinos na área da Estação. Sozinho, faz o que pode, pedindo ajuda sempre que é necessário ( e possível) para a equipe da sede. Banhado por trás, mar pela frente, tem pelo menos o conforto do gerador elétrico para trazê-lo até perto dos confortos do século 20. Ficamos por aqui, curtindo o isolamento, até a hora de partirmos novamente rumo ao interior da Estação. Nosso destino, agora, é o posto de fiscalização da Fazenda Caçapava.
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![[Estação Ecológica do Taim] Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com](especiais/tm_esp_taim_figueira.jpg) |
Novamente viajamos certo por caminhos tortos. Parece incrível que alguém consiga se localizar aqui dentro, mas o motorista do IBAMA nem parece estar preocupado em procurar o caminho. Segue sempre em direção a lugar nenhum, com a certeza de estar indo rumo a alguma coisa. No caminho, vai nos mostrando outros animais. A ema, por exemplo, que muita gente teima em chamar de avestruz, é comum em toda a região, mas estava meio desaparecida dentro da área protegida. Agora está voltando, e já pode ser vista nos grandes campos que caracterizam este lado da Estação. Outro animal fácil de ser observado por aqui é a capivara.
Nos banhados da Caçapava, entremeados por grandes campos, elas encontram o lugar perfeito para viver e criar suas proles. Só fogem quando chegamos muito perto, soltando latidos parecidos com os de cachorro. À noite, os fiscais que se revezam de plantão neste posto, contam que elas vem se coçar nas paredes da casa, fazendo barulhos assustadores para os desprevenidos. O posto Caçapava está localizado no mesmo local de um dos potreiros de uma antiga fazenda da região, justamente a fazenda Caçapava. É um lugar bonito e solitário, mais solitário que o posto costeiro.
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Na frente um campo infinito, pontilhado de poças e banhados. Ao lado um capão de eucaliptos. Atrás, o banhado grosso, o grande banhado do Taim. Daqui até o limite sul da Estação, só mesmo à cavalo ou de barco. Ainda que em dias bons, olhando em direção ao leste, se possa enxergar a estrada, é um local onde a sensação de isolamento é absoluta. |
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