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:: Sangue
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Para
que serve um Banco de Sangue?
Cada
pessoa que baixa em um hospital pode necessitar de sangue, alguns
certamente irão precisar. O Banco de Sangue não compra nem vende sangue.
Também não fabrica. Apenas presta o serviço de colher, classificar e
aplicar o sangue dentro das melhores condições técnicas possíveis.
Não espere que venham lhe pedir que doe sangue, ofereça-se antes.
Geralmente a necessidade se faz em horas impróprias em que você não está
presente, e se houver sangue o seu familiar ou amigo pode não ser
atendido e inclusive pode correr risco de vida, nos casos mais sérios.
Caso seu parente ou amigo não precise de sangue, melhor para ele. Destine
sua doação a tantos outros que precisam e não tem a quem recorrer. Doe
à esses pensando que eles poderiam ser o seu ente querido ou até você
mesmo.
Como
proceder em cirurgias?
Atenção
especial merecem os pacientes que vão à cirurgia. Procure o Banco de
Sangue e garanta o atendimento dos mesmos com a sua doação. Preocupe-se
em saber quais as necessidades mínimas para tal cirurgia. Doe e encaminhe
outros doadores.
Você
vai ser submetido a uma cirurgia?
Se a sua resposta é afirmativa, então
consulte o Banco de Sangue para obter informações sobre as suas
necessidades e garantir a segurança de sua cirurgia e da sua saúde.
E
as gestantes?
Toda
gestante corre o risco de necessitar de sangue, mesmo no parto normal, e
tais hemorragias podem ser muito grandes. É dever do marido se preocupar
com isso. Faça alguma coisa além de ficar nervoso. Vá ao banco de
Sangue e doe enquanto aguarda o nenê, sentindo a satisfação de estar
oferecendo segurança à mãe e ao filho.
Você
sabia que:
-
Cada paciente internado é responsável pelo seu próprio suprimento de
sangue?
-
Sua segurança, mesmo nos pequenos atos cirúrgicos, depende de uma série
de medidas, entre as quais, saber e providenciar a quantidade de sangue
adequada, com a devida procedência?
-
Existem oito tipos de sangue:
A
Rh positivo
A Rh negativo
B Rh positivo
B Rh negativo
AB Rh positivo
AB Rh negativo
O Rh positivo
O Rh negativo
-
As transfusões só são realizadas após testes de compatibilidade?
-
Determinar o grupo sangüíneo previamente, constitui-se numa medida
extremamente importante e é rotina do Banco de Sangue?
-
Todo o sangue doado é submetido a testes sorológicos para a detecção
de doenças? Os exames são os seguintes:
* AIDS
* Sífilis
* Hepatite
* Doença de Chagas
* HTLV I/II
* Formas raras de Hemoglobina (anemias)
* Grupos Sangüíneos e Fator Rh
* Informações gerais.
Levando-se
em consideração estes tópicos, os Bancos de Sangue recomendam:
Auto-doação:
a utilização do próprio sangue é a conduta que oferece maior segurança.
Verifique com o médico a possibilidade de realizá-la. Você deposita seu
próprio sangue com antecedência, para utilizá-lo posteriormente. Quanto
maior a cirurgia, maior a necessidade de sangue. Para um volume previsto
de 4 unidades de sangue, inicia-se um programa de auto-doação com um mês
de antecedência.
Doação-dirigida:
é a doação efetuada por familiares e amigos, sendo o sangue reservado
para uso exclusivo do paciente a quem é doado. É necessário que a doação
seja efetuada com antecedência para a realização dos exames sorológicos
já mencionados e testes de compatibilidade.
Por
fim, é importante esclarecer que o Banco de Sangue só é informado pelo
Hospital da programação cirúrgica na noite que precede o fato, quando
então irá selecionar o sangue para cada paciente. Caso não haja sangue depositado, ou disponível, o cirurgião será
aconselhado a transferir a cirurgia por medida de segurança. Isto, sem dúvida,
constitui-se em um contratempo de maior significado, pois uma sala cirúrgica,
uma equipe de anestesia e a equipe cirúrgica ficarão ociosos, deixando
de atender outros pacientes. Não deixe isso acontecer. Faça a sua parte.
É sua responsabilidade garantir ao Banco de Sangue o suprimento de suas
necessidades ou de seus familiares.
:: Veja como é simples doar
sangue
1° Passo
O processo de doação leva aproximadamente 1/2 hora. A doação em si dura apenas de 6 a 10 minutos.
2° Passo
Preencha a ficha do doador. Você ficará cadastrado em nosso banco.
3° Passo
Check-up médico. Um médico irá medir sua pressão e checar se você está apto a doar sangue. Não fique constrangido, algumas perguntas que fazem parte da rotina, serão feitas. Suas respostas são extremamente importantes e confidenciais.
4° Passo
A doação propriamente dita. Um profissional de saúde irá realizar a assepsia em seu braço e usar uma agulha descartável. Não há chance de contrair o vírus da AIDS ou nenhuma outra doença infecciosa doando sangue.
5° Passo
Após a doação você deverá descansar uns 10 minutos. Esse tempo é super importante e com isso você poderá fazer um lanche leve, fornecido gratuitamente.
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Condições para doar Sangue
Idade:
Entre 18 e
60 anos.
Peso: Mínimo 50 Kg.
Saúde: Não ter doenças cardíacas ou pulmonares,
não ter tido hepatite, não
ter feito grandes cirurgias, nem parto há menos de 6 meses, não
estar tomando medicação para pressão alta ou antibióticos, não
ter doado sangue há menos de 60 dias para homens e 90 dias para
mulheres.
Alimentação: Não pode estar em jejum superior a 6
horas. O ideal é ter feito uma refeição leve (lanche, café) há mais
de 1 hora. Não ingerir bebida alcoólica nas 24 horas que antecedem a doação
e dormir pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
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Locais de Doação de Sangue

ARROIO GRANDE
Santa Casa de Misericórdia
Rua Dr. Monteiro, 1164
Fone: (53) 2621175
Consulte horário para coleta.
PELOTAS
Santa Casa de Misericórdia
Praça Piratinino de Almeida, 53
Fone: (53) 2253022
Consulte horário para coleta.
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Órgãos
Alguns fatos sobre
doação de órgãos e transplantes no Brasil:
- Em cada 1.000.000 de
habitantes, entre 50 e 60 pessoas, por ano, podem encontrar-se em situação
de morte encefálica - condição que leva alguém a tornar-se um provável
doador; entre 200 e 300 pessoas, podem desenvolver insuficiência renal
crônica, por exemplo, e vir a precisar de um transplante.
- Portanto, a chance de que você seja um doador de órgãos é quatro a
cinco vezes menor do que a chance de que você venha a precisar de um
transplante no próximo ano.
Você sabia que...
...
todas
as religiões consideram a doação de órgãos para transplante um
ato de amor e de solidariedade?
... a doação de órgãos não tem nenhum custo para o doador, sua família,
ou para quem recebe. É um presente de vida?
... um único doador pode beneficiar pelo menos 25 pessoas?
... mais de 32.000 pessoas - inclusive crianças e adolescentes - estão
na "fila de espera" por um transplante como última - e única
- alternativa de sobrevivência e/ou de melhoria da qualidade de vida?
... a cada dia, pelo menos mais oito pessoas entram nesta
"fila"?
... no final de um ano, apenas cerca de dez por cento dessas pessoas
terão tido a chance de receber um presente de vida através de um órgão
doado?
... quem precisa de um coração, fígado ou pulmão dificilmente poderá
esperar mais do que seis meses por um doador?
... uma grande parte das pessoas que recebeu um transplante salva-vida
depois de janeiro de 1998 tinha nos documentos de identificação a
inscrição "não doador de órgãos"?
:: Transplante de Medula Óssea
O transplante de medula óssea (TMO) é modalidade terapêutica que visa o tratamento da doença com uso de altas doses de agentes quimioterápicos associados ou não à radioterapia corporal. A reconstituição hematopoética do paciente é feita pela infusão de células viáveis da medula óssea ou do sangue periférico. O sangue é uma fonte cada vez mais freqüente de células-tronco para transplante. Assim, os transplantes de medula de óssea, ou TMO, como um termo genérico para o procedimento, vêm sendo modificados para significar transplante de medula ou de sangue, permitindo a utilização contínua do acrônimo familiar, TMO. Em muitos casos, o termo transplante de células-tronco (ou TCT) tem sido mais utilizado por ser mais específico.
O fundamento lógico para o transplante de células-tronco está baseado no fato de que todas as células do sangue (como glóbulos vermelhos, fagócitos e plaquetas, por exemplo) e as células de imunidade (linfócitos) nascem das células-tronco que estão presentes na medula.
Para se obter células-tronco em número apropriado para o transplante, utiliza-se um equipamento chamado máquina de aférese. O sangue é centrifugado e as células sangüíneas são separadas de acordo com o seu peso. As células mononucleares em cujo conteúdo estão as células-tronco, são obtidas em compartimento separado. Todos os demais componentes do sangue são devolvidos ao paciente.
Leucemias agudas, linfomas e mielomas múltiplos têm remissão e taxas de cura que aumentam em relação à quantidade de quimioterapia aplicada ao paciente. De forma a administrar grandes doses de quimioterapia ou terapia de radiação, médicos especializados em transplante desenvolveram o transplante de células-tronco como um método para restaurar a produção de células normais de sangue na hora e forma certas. Com a infusão de células-tronco suficientes de um doador próximo e compatível, a função da medula e a produção das células do sangue são rapidamente restauradas e de maneira suficiente a permitir a recuperação de um tratamento intensivo.
Existem três tipos de transplante:
1) No transplante alogênico, a medula óssea é retirada de uma doador previamente selecionado por testes de histocompatibilidade, normalmente identificado entre os familiares ou em bancos de medula óssea.
2) No transplante autólogo, a medula óssea ou as células tronco periféricas são retiradas do próprio paciente, armazenadas e reinfundidas após o regime de condicionamento.
3) O transplante de medula óssea entre gêmeos univitelinos é denominado singênico.
Mais recentemente, o transplante com células do cordão umbilical vem sendo empregado em alguns centros de forma experimental.
:: Campanha Nacional de Doação de Medula Óssea 2004
A Campanha Nacional para a Doação da Medula Óssea 2004, da ABRALE, quer, no prazo de dois anos, incluindo o período preparatório de novembro de 2003 a abril de 2004, aumentar dos atuais 45,8 mil para 300 mil o número de cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários (atual REDOME). Para que passe a funcionar com mais eficiência, o REDOME deveria, no mínimo, alcançar 100 mil cadastrados, avalia o Comitê Científico Nacional de Linfoma e Leucemia da ABRALE.
Com a diversidade genética (étnica) de nosso país, as chances de um paciente encontrar uma medula compatível são de 1 para 100 mil. Esta problemática gera fila de espera, atualmente de 1.200 pacientes, custos adicionais com a busca por um órgão compatível em bancos de medula internacionais, óbitos etc. A campanha da ABRALE vai melhorar essas dificuldades e multiplicar o sucesso de uma campanha feita pelo INCA, com apoio da Rede Globo, em 2001, que dobrou o número de doadores então cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários.
Para que a campanha seja vencedora, antes de lançá-la na mídia, em maio de 2004, a ABRALE está envolvida desde novembro de 2003 com um trabalho importante de base, preparando profissionais de saúde com cursos, fóruns de discussão e congressos, esclarecendo hemocentros e hospitais, fazendo um mapeamento dos serviços onco-hematológicos do país e negociando o apoio e o comprometimento do Ministério da Saúde.
Aspectos da Campanha Nacional para a Doação de Medula Óssea
- Aumentar o número de doadores voluntários de medula óssea no Brasil, expandindo a base do REDOME, para tornar o TMO um elemento terapêutico cada vez mais viável.
- Aumentar as possibilidades reais de cura para portadores de doenças sangüíneas que estão à espera de um órgão compatível; a chance de compatibilidade, em alguns casos, é de uma para 100 mil.
- Conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos ainda em vida e esclarecer os procedimentos que envolvem o TMO.
- Cobrar investimentos e ações do Ministério da Saúde para que a rede pública de saúde consiga absorver o aumento do número de doadores voluntários, e para que as portarias referentes ao TMO sejam, de fato, cumpridas e atuem como diferencial de tratamento no país.
- Preencher uma lacuna do próprio governo, que concentra esforços valiosos e louváveis em algumas grandes campanhas de saúde, como faz com a AIDS, o tabagismo e até o transplante de órgãos, mas não tem uma ação de divulgação mais ampla, por exemplo, do REDOME.
:: Metas
- Ampliar dos atuais 45,8 mil para 300 mil os doadores voluntários cadastrados no REDOME até o final de 2005.
- Minimizar a necessidade de busca internacional por doadores, que tem custo mais elevado que a busca local.
- Aumentar o número de transplantes de medula óssea no Brasil.
- Zerar a fila de espera de pacientes por doadores compatíveis de medula óssea.
- Zerar a fila de espera por leitos do SUS para a realização de transplantes para quem já tem doador identificado.
:: Veja, passo a passo, como funciona a doação de medula óssea no
Brasil
- É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e boa saúde (ver condições na sessão “Doação de Sangue”);
- É necessário se cadastrar como doador voluntário em um Hemocentro (veja os endereços listados abaixo);
- No cadastramento, os voluntários doam apenas 10 ml de sangue;
- Essa amostra passa por um exame de laboratório, chamado teste de HLA, que determina as características genética do possível doador;
- As informações são colocadas em um cadastro nacional, o REDOME, ou Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea;
- Quando alguém precisa de transplante, os técnicos do Redome fazem a pesquisa de compatibilidade por entre os registros de todos os doadores cadastrados;
- Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer outros exames de compatibilidade genética. Se o perfil coincidir com o do paciente que precisa do transplante, o voluntário decide se realmente quer doar;
- Durante a doação, o doador recebe anestesia geral. Com uma agulha, a medula é aspirada do osso da bacia;
- A quantidade de medula doada é de apenas 10% da medula total. Em 15 dias ela já estará recomposta.
Os interessados em doar devem procurar o Redome ou o Hemocentro mais próximo, no
seguinte endereço:
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Rio Grande do Sul - HEMORGS
Av. Bento Gonçalves nº 3.722 Partenon
Porto Alegre-RS
Fone: (51) 3336 6755 | Fax: (51) 3336 6755
E-mail: hemorgs.adm@fepps.rs.gov.br
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