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:: Cidade Simpatia

[Igreja Matriz] Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com
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     Arroio Grande, é um dos maiores e mais belos municípios do Rio Grande do Sul. A Cidade Simpatia têm atrativos de Janeiro a Dezembro, além de belezas naturais, culturais e gastronômicas; seu povo hospitaleiro ostenta grande apreço as tradições tornando fácil e enriquecedora a integração com a cultura local. Formado por diversas etnias o município é caracterizado pela beleza, convivência democrática, pluralidade, e sua história marcada por raça e independência de posições. Na zona sul, está junto às grande lagoas de águas mansas e tem a paisagem repleta de fazendas onde se destacam a cultura de arroz pré-germinado e a pecuária.

:: Histórico
da Cidade
:: Símbolos Municipais e Informações Úteis :: Geografia e Estatísticas Sociais :: Atrativos
Naturais e Culturais
:: Turismo
e Eventos

:: Passado e Presente


  
Todo o arroio-grandense leva consigo um pouco da sua história, depende de cada um a continuação da vida e do progresso desta terra.

   As primeiras famílias assentadas no município, de José Batista de Carvalho e Manuel Jerônimo de Souza, conferem à Arroio Grande, mais de 200 anos de história e 134 anos de emancipação político-administrativa. Com área superior a 2.500 Km², distante aproximadamente 350 Km de Porto Alegre, e uma população estimada em 20.000 habitantes, a cidade é considerada a mais simpática da zona sul e é o berço, entre outros, de Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá.

   A história do Brasil o reconhece como o homem mais ativo e empreendedor do século passado em nosso País. Foi chamado de pai da Indústria Brasileira, e a ele devemos o desenvolvimento dos transportes marítimos e a reabertura das estradas de ferro. Sua influência no sistema financeiro internacional da época é até hoje reconhecida, e teve conseqüências importantes no cenário econômico do período imperial.

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(Vista Aérea) Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com
Vista aérea da área central
do município de Arroio Grande

   Arroio Grande fica situado na Meso Região Sudeste Riograndense nº 07 e, Microrregião de Jaguarão nº 34 (Lagoa Mirim).  Possui os seguintes limites:  NORTE: Capão do Leão e Pedro Osório; SUL: Jaguarão; LESTE: Lagoa Mirim e OESTE: Herval do Sul.

   O seu território pertencia ao município de Rio Grande, um dos quatro em que foi parcelado, em 1809, a Capitania de Rio Grande de São Pedro do Sul. O sistema hidrográfico é bastante rico, pertencendo o mesmo a bacia oriental.

   Durante a Revolução Farroupilha o território de Arroio Grande foi palco de acirradas lutas, nos quais tomaram parte grandes vultos da história riograndense como: João da Silva Tavares: pertencente às forças imperiais, que derrotou o farrapo Manoel Antônio da Porciúncula, sendo este mais tarde vencido pelo famoso chefe farroupilha David Canabarro. O cultivo das tradições riograndenses está presente nos Centros de Tradições Gaúchas e nos Piquetes Tradicionalistas, que cultivam durante o ano todo através de vários eventos, o sentimento da história do Rio Grande do Sul.

   O cultivo das tradições riograndenses está presente nos Centros de Tradições Gaúchas e nos Piquetes Tradicionalistas, que cultivam durante o ano todo através de vários eventos, o sentimento da história do Rio Grande do Sul.

(Igreja da Santa Casa) Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com

(Chafariz da Praça Central) Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com

(Farol da Ponta Alegre) Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com

Igreja da Santa Casa | Chafariz da Praça Maneca Maciel | Farol da Ponta Alegre

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:: Primeiros tempos: Os primitivos habitantes


   Os autores não são unânimes quanto à localização do ameríndio no Rio Grande do Sul, por isso, não se pode dizer com exatidão quais as tribos que aqui habitavam, mas o certo é que eles existiram, certeza evidenciada pelos samba­quis encontrados em diversos pontos, ao longo das margens da Lagoa Mirim, Banhado do Jacaré, margens do rio Piratini e São Gonçalo dentro do município de Arroio Grande.

   Para fins de situar os indígenas, primitivos habitantes, se prefere usar a classificação do historiador Arthur Ferreira FIlho em seu livro de História Geral do Rio Grande do Sul. "Os Tupis do Rio Grande do Sul dividiam­se em muitas tribos: Guaranis - Alto Uruguai; Tapes - Centro até o Camaquã; Caaguás - Encosta dos Aparados da Serra; Arachanes e Carijós - nordeste serrano e litoral; Charruas, Guenoás e Minuanos - na Campanha. Patos era uma denominação local emprestada aos índios Arachanes ou Arachás que habitavam às margens da lagoa daquele nome. Guarani além de ser o nome de uma tribo era também a denominação geral dada à língua tupi no Sul do Brasil. Os Charruas, Minuanos e Guenoás habitavam a Campanha até o Rio da Prata. Os Charruas, mais numerosos, provaram infatigável capacidade agressiva e foram alguns absorvidos pela civilização portuguesa, outros exterminados na luta contra os espanhóis. No século XVIII, os Guenoás (pequena tribo da zona de Quaraí) emigraram para as margens da Lagoa Mirim e mais tarde desapareceram na luta entre os conquistadores".

   Por isso, diz­se que os primitivos habitantes do Arroio Grande foram os Charruas e os Minuanos. Estes índios eram hábeis cavaleiros, altos e fortes, usavam a boleadeira e a funda, e devido ao clima, usavam um manto feito com couro de animais, logo não andavam totalmente nus.

(Mapa) Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com

   Eram polígamos. Não tinham o hábito de plantar, por isso, consideravam-nos nômades, principalmente pela busca constante de alimentos.

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:: Os caminhos do tempo: Ocupação da terra

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   O território onde está o Município de Arroio Grande, primitivamente pertenceu ao Rio Grande, fundado em 1737, sendo a 1ª vila criada em terras do sul do Brasil, dando início à vida administrativa do Estado do Rio Grande do Sul. O território da Vila do Rio Grande abrangia grande parte de municípios, dos quais hoje temos Pelotas, Jaguarão, Arroio Grande, Herval, Piratini e outros que, aos poucos, com a concessão de sesmarias e o surgimento das primeiras estâncias foram aos poucos sendo desmembrados.

   No ano de 1763, os espanhóis tomaram a Colônia do Sacramento (a colônia portuguesa mais ao sul da América), o Forte de Santa Tereza e ocuparam o Rio Grande por 13 anos. Um ano depois foi firmado entre Portugal e Espanha (1777) o Tratado de Santo Ildefonso. Por esse tratado foram criados os "Campos Neutrais" que configuravam uma língua de terra entre as lagoas Mirim e Mangueira e a costa do Oceano Atlântico, lugar que não poderia ser ocupado por nenhuma das Nações contratantes: os portugueses ficariam limitados ao arroio Taim e os espanhóis ao arroio Chuí.

   Os "Campos Neutrais" - terra de ninguém - eram povoados com imensos rebanhos (gado de Vacaria Del Mar) e se transformariam na guarida de bandoleiros e vagabundos que circulavam por essas paragens, também os Minuanos, aliados aos  portugueses e estancieiros de Rio Pardo os percorriam incessantemente arrebanhando animais. No interior do continente, onde atualmente situam-se as terras de Arroio Grande, Jaguarão e parte do Herval, não houve um consenso entre Portugal e Espanha sobre qual seria o arroio meridional que serviria como limite dos campos neutrais. Para a Espanha seria o rio Piratini, porém os portugueses contestaram defendendo o limite mais ao sul.

   Em 1779 inicia a doação de terras ao norte do Piratini, ficando esse local definitivamente para os Portugueses. Em 1789 (independente do acordo do Tratado de Santo Ildefonso) começaram as doações de Sesmarias na parte meridional do Piratini, área que comporta hoje o município de Arroio Grande, Jaguarão e parte do Herval. O lugar onde hoje está a Vila de Santa Isabel, no Município, de Arroio Grande seria exatamente o início do território em litígio.

   Santa Isabel assume um papel importante no início deste povoamento porque o canal de São Gonçalo permitia a navegação fluvial, sendo que pelo sul se alcançava a Lagoa Mirim e se chegava a Banda Oriental do Uruguai; partindo para o norte atingia-se o núcleo charqueador pelotense, a Lagoa dos Patos, o porto marítimo do Rio Grande e daí à Europa e à África, somando­se a proximidade com os Campos Neutrais, povoados de grandes rebanhos de gado. A população civil e militar, expulsa da Colônia do Sacramento, necessitava de um lugar para ficar, logo a política expansionista lusa, aliados aos interesses particulares das forças militares locais e dos oficiais da Coroa, proporcionaram a fixação nas áreas localizadas ao sul do Piratini até o norte do rio Jaguarão. Nesta zona militarizada de fronteiras, os títulos de terra foram parar nas mãos de oficiais do exército português e dos chefes das milícias do lugar.

   Nessa época da ocupação portuguesa, os rios e arroios eram os limites naturais, que delimitavam as propriedades quando as terras eram doadas, portanto, nesta fase, as águas tiveram um papel preponderante. Nesse território, os arroios mais importantes eram: arroio Bretanha ou Arrombados (dividia os municípios de Jaguarão e Arroio Grande), em direção norte, mais três arroios desaguavam na Lagoa Mirim: o arroio Grande (nascia na Serra do Herval, alcançava a Ponta Alegre e era navegável alguns quilômetros acima de sua foz), o Chasqueiro e o arroio da Palma, e no outro limite do município de Arroio Grande o rio Piratini, que desaguava no São Gonçalo e seus afluentes, podendo ser navegado até um quinto de sua extensão.

   Dessa maneira o início do povoamento da região deu-se primeiro com esses estabelecimentos estancieiros cuja primeira finalidade era defender o território; depois se transformaram em unidades produtivas, principalmente com a produção do charque e seus subprodutos.

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:: As Sesmarias


   Do ano de 1790 até o ano de 1819 no espaço compreendido: ao norte, pela margem direita do rio Piratini; ao oeste, pelo arroio Santa Maria ou Piratini da Orqueta; ao leste, pelo canal de São Gonçalo e Lagoa Mirim; ao sul, pelo arroio Chasqueiro, foram concedidos 34 títulos de doação de terras, as sesmarias, principalmente doadas a militares açorianos e famílias açorianas. [As sesmarias eram terras doadas pelo Rei de Portugal ou pelo Vice­Rei no Brasil e mediam 3 léguas x 1 légua, sendo que o tamanho variava conforme a vontade do Rei. Os limites por serem naturais facilitaram a doação de novos títulos de terras.]

   Na história do Arroio Grande, nesses primeiros tempos, destacam-se dois sesmeiros que tiveram fundamental importância na colonização e ocupação das terras do Município. Um deles chamava-se Francisco Soares Louzada e o outro Manuel Jerônimo de Souza, ambos fazendeiros açorianos. Com relação a Francisco Soares Louzada, relata Padre Neves: "as terras que vão do atual 'Passo do Simão rumo ao Passo das Bretanhas' e dali às cabeceiras do arroio do mesmo nome, pertenciam a Francisco Soares Louzada, sua filha Francisca Soares Louzada, nascida em 1763 e falecida com 111 anos em 1874, tem um papel indireto mas importante na fundação da cidade do Arroio Grande. Casou-se ela com o oficial do exército Nicolau Pereira Machado, natural de Mostardas. Sua moradia ficava nos limites deste município com o município de Jaguarão, na altura onde nasce o arroio das Bretanhas. O Tenente Nicolau tinha um irmão sacerdote, o Padre Thomaz Pereira Machado, residente em Rio Grande. Sua cunhada, possuidora de muitos escravos o convidava para vir fazer a Páscoa do seu pessoal na fazenda e atender outros serviços religiosos. É interessante notar que ainda hoje há naquelas redondezas uma população de pequenos proprietários, muitos de cor, que se destacam dos demais paroquianos pela inclinação à piedade religiosa. Entre os filhos do casal Tenente Nicolau, notabilizou-se por sua dedicação a esta terra o cidadão Máximo Pereira Machado, que era casado com uma neta de Manuel Jerônimo de Souza, Maria de Souza filha de Elautério de Souza".

   Com relação a Manuel Jerônimo de Souza, avô do Barão de Mauá, recebeu a sesmaria em 1798, e suas terras abrangiam entre outras áreas, a que onde hoje se assenta a cidade. Há ainda o registro de outro sesmeiro que teria ocupado uma área de 4.000 hectares entre os arroios Chasqueiro e Grande que recebeu do Rei de Portugal em 1792, mas pouco se sabe desse sesmeiro chamado José Batista de Carvalho.

   Junto com os sesmeiros costumavam vir muitas famílias para trabalhar na terra como agregados e como arrendatários, ou para trabalhar nas charqueadas que se estabeleciam. As primeiras famílias açorianas que aqui se estabeleceram foram os Souza, os Ferreira, os Carvalho e os Pereira.

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:: Surge uma Igreja, nasce uma cidade


   O núcleo urbano mais primitivo de Arroio Grande teve como centro a Igreja e seu jardim (hoje Praça Maneca Maciel) a exemplo da maioria das cidades brasileiras. A primeira Igreja e seu jardim se localizaram onde hoje está a Igreja Matriz e a Praça Maneca Maciel.

   Ainda, como referência o relato do Padre Neves: - "Nos primórdios do século passado (1803) surgiu a idéia entre as famílias dos Souza e dos Ferreira de se construir uma igrejinha nestas plajas. E surgiu também uma divergência. Os Ferreira queriam a igreja do outro lado do arroio, e os Souza deste onde atualmente se encontra. Recorreram ao Padre Thomaz para resolver a contenda. E ele recorreu a uma sentença salomônica, onde se fizesse primeiro uma igreja, em que se pudesse rezar uma missa aí ficaria ela definitivamente. [Nesse tempo tudo aqui era uma enorme estância de gado com muitas famílias e muitos agregados.]

   Os de lá começaram logo a construir uma capela de material, cujos vestígios de alicerces ainda devem existir. [Até poucos anos atrás existiam os alicerces de pedra no local Chácara do Dr. Paulo Carriconde no Bairro Promorar.] Os de cá, aparentemente, nada faziam. Um dos Souza, Manuel de Souza Gusmão (neto de Manuel Jerônimo de Souza) era casado com Dona Maria Pereira das Neves (descendente de Francisco Soares Louzada), cuja família morava 12 quilômetros mais abaixo, na mesma margem do arroio Grande, e lá, às escondidas, o carpinteiro João Ferreira construía uma igrejinha de madeira sobre rodas. [Havia naquele tempo duas famílias Ferreira, a dos ricos que já foi mencionada, e a dos pobres, a que pertencia o construtor da primeira Igreja do Arroio Grande. Era ele pai de 14 filhos, 5 mulheres e 9 homens. Os rapazes tinham todos o mesmo oficio do pai. Ainda hoje aquela propriedade pertence aos dependentes do primitivo dono. Lá existe em pleno uso, feitos naqueles tempos, em madeira de mato, com ferramentas rudimentares, uma mesa de varanda e um banco tipo sofá. Por esses móveis, vê-se a perfeição com que trabalhavam esses carpinteiros e conclui-se que a capelinha, não obstante a pressa, poderia ter sido muito bem trabalhada.]

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Esboço da Capela de
Nossa Senhora da Graça

   Uma vez terminada, não foi difícil uni-la aos bois e transportá-la, à noite, por uma estrada naturalmente plana. E, numa radiosa manhã de 1803 [Entende-se que não havia ainda sido doado o terreno para a construção da capela. Apenas ela começou a existir antes da doação do mesmo, e com ela o início do povoamento, por isso ele data de 1803.], ao amanhecer o dia, estava a igrejinha de Nossa Senhora da Graça, no seu lugar e o sino alegremente bimbalhando, chamando para a missa.

   O Padre Thomaz Pereira Machado avisado de antemão, rezou a primeira missa no Arroio Grande. [Num livro do "Tombo" existente no arquivo da Cúria Diocesana lê­se que o Presidente da Irmandade Nossa Senhora da Graça, Máximo Pereira Machado, vendeu por três mil e quinhentos réis o sino rachado da figueira. Por essa nota conclui-se que uma figueira brava serviu de torre a primeira igrejinha.]

   Por isso, é dito e afirmado, que o Padre Thomaz foi o principal responsável pelo início do povoamento urbano (cidade). [Padre Thomaz, rezou muitas missas na capelinha quinchada de sapé, que visitava todos os pontos do interior pregando o Evangelho, batizando e abençoando casamentos. Era muito estimado, morreu aqui e foi enterrado no cemitério, onde hoje fica a Praça de Esportes Getúlio Vargas - enfrente ao Instituto Aimone. Quando houve a transferência dos restos mortais do Padre Thomaz do cemitério velho para o novo (atual), em 24 de junho de 1874, a Câmara, em corporação, assistiu ao ato junto com toda a população prestando uma homenagem solene a tão ilustre cidadão. Seu túmulo está ao lado do jazigo da Família do Padre Neves.]

   O orago da capela ficou sendo Nossa Senhora da Graça, com sua festa no dia 8 de dezembro, portanto Nossa Senhora da Graça Conceição Imaculada. Hoje, a imagem da Padroeira que está no altar-mor da Igreja Matriz e na coluna ao centro da Praça Maneca Maciel não é a da Padroeira, é a de Nossa Senhora das Graças. Naquele tempo o título e imagem de Nossa Senhora das Graças nem existiam na Igreja Católica. (Notas do Padre Neves).

   A verdadeira imagem da Padroeira está no alto do altar-mor da Igreja Matriz, uma pequena e valiosa imagem esculpida em madeira.

A Promessa

   Em 1812, apesar de já existir a pequena capela de madeira, Manuel de Souza Gusmão e sua esposa Maria Pereira das Neves (da família do Padre Neves) doaram uma grande área de suas terras para ser aforada (vendido, doado...), e as esmolas, que desses aforamentos se obtivessem, seriam empregados nas obras da igreja de Nossa Senhora da Graça, conforme se lê na escritura do terreno a qual só foi feito definitivamente em 1826. A administração desse terreno, que corresponde as quadras em volta da Igreja, coube à Irmandade Nossa Senhora da Graça. Com esses e outros auxílios foi possível construir-se uma nova igreja de pedra.

   A doação teria sido feita em pagamento de uma promessa a Nossa Senhora da Graça em dia de grande angústia na família Souza Gusmão. Um filho do casal, com 14 anos, ao passar o arroio cheio, caiu nas águas correntosas, sendo encontrado semimorto 3 dias mais tarde enredado em umas "unhas-de-gato" (vegetação abundante ao longo do arroio Grande), apenas com a cabeça fora d'água. Socorrido, voltou a si e salvou-se. Sua mãe atribuiu o fato à promessa que havia feito para Nossa Senhora da Graça que se "o encontrasse com vida doaria o terreno para construção da capela definitiva". Não há um documento que possa comprovar cientificamente o fato, mas o certo é que a cidade surgiu em cima desse terreno, havendo a escritura de doação. A partir do início da Igreja, em torno dela começam a surgir casas e até algumas ruas. Em 1827 o casal Manuel de Souza Gusmão e Dona Maria Pereira das Neves fazem a escritura definitiva do terreno doado nos seguintes termos (cópia fiel da escritura):

   "Dizendo nós Manuel de Souza Gusmão, e minha mulher Maria Pereira das Neves, que sendo senhores possuidores de um pedaço de campo cito na margem oriental do Arroio Grande, fizemos de uma parte deste dito campo doação a Nossa Senhora da Graça, para efeito de se fundar nele uma Igreja e Povoação, ficando-nos a obrigação de passarmos os competentes títulos, a todos os moradores que quiserem edificar suas casas, devendo contudo pertencer a esmola que cada um desse a Nossa Senhora a beneficio de suas obras. Pelo que tendo Thomaz Miz de Freitas tirado um terreno na mesma Povoação, com setenta palmos de frente ao Oeste, e fundos competentes, ficando esse terreno com frente para a Praça na esquina de frente à casa e terreno de José de Freitas Guimaraens, e pelo dito terreno deu a esmola de doze mil e oitocentos réis, poderá gozá-lo e desfrutá-lo como seu legítimo proprietário e dono, sem que nós ou pessoa alguma mais embargá-lo em nenhum tempo, ficando obrigado a pagar a competente Siza (imposto de transmissão); e por não haver tabelião no lugar, pedimos a Gaspar Coelho Leal, que este por nós fizesse, que valerá como se fosse passado em pública forma e por não sabermos ler nem escrever pedimos a Manuel Pereira da Silva, e Antonio de Souza Coelho, que ele a nossos rógos assinassem. Arroio Grande, 24 de agosto de 1827 (seguem-se as assinaturas de praxe).

   Até 1899 as medidas dos terrenos eram consignados em palmos, a partir desse ano os registros passaram a ser feitos em metros. A partir dessa Escritura cria-se a Irmandade Nossa Senhora da Graça para administrar a venda e doação dos terrenos. Na época a importância paga pelo adquirente chamava-se esmola, assim toda renda obtida pela venda dos terrenos deveria ser revertida para a construção da Igreja em honra de Nossa Senhora da Graça. Isso foi feito e até poucos anos atrás a Prefeitura pagava a luz da Igreja Matriz por conta da ocupação, ainda, de uns terrenos à margem do arroio onde havia uma olaria da Prefeitura. A Irmandade Nossa Senhora da Graça torna-se a primeira "Imobiliária" de Arroio Grande. Inicia-se assim a urbanização definitiva da cidade. No século XIX a municipalidade para ampliar a área habitacional precisava comprar os terrenos da Irmandade ou pedir licença a ela para construir.

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:: A história continua...

(Nossa Senhora das Graças) Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com
Imagem de Nossa Senhora das Graças em monumento
na Praça Central


   Em 1815 a capela de Nossa Senhora da Graça foi erguida canonicamente e foi confirmada pelo Rei D. João VI no ano de 1821 ficando filiada à Paróquia do Espírito Santo de Jaguarão.

   Em 1822, a Capela de Nossa Senhora da Graça foi elevada à categoria de Capela curada, isto é, com direito a um Cura (Vigário). Seus limites eram os mesmos do município de Arroio Grande, até a emancipação de Pedro Osório. [Na época do Império, devido a forma de governo adotada, a Igreja e o Estado eram unidos, isto é, um interferia nos assuntos do outro. Para fins administrativos o Governo usava a mesma forma de administração adotada pela Igreja. A separação da Igreja e do Estado só se efetivou com a Proclamação da República.]

   Em 1826, o vigário de Jaguarão benzeu a nova capela de pedra que deu origem a atual Igreja Matriz. Em 1846, o curato de Nossa Senhora da Graça foi elevado à categoria de freguesia (Paróquia) e designado o sacerdote Luiz Lourenço Carvalho Chaves para seu cura. Como freguesia passou a ter o direito de eleger cinco representantes que elegiam três Deputados Provinciais. Nessa época o Arroio Grande era o 2° Distrito de Jaguarão.

   A Lei Provincial n° 843, de 24 de março de 1873, eleva a categoria de Vila a Freguesia de Nossa Senhora da Graça com o nome de Vila de Nossa Senhora da Graça do Arroio Grande, sendo desmembrada politicamente de Jaguarão. O município, independente, então iniciou sua vida política, ganhando o direito de escolher os representantes, de gerir os problemas existentes e criar as próprias leis. Nessa época, Arroio Grande possuía pouco mais de 100 moradias, em torno da Igreja e Praça, com 5.686 habitantes, sendo que a maior parte dessa população vivia na zona rural. A economia era assentada na indústria pastoril com a produção do charque e outros derivados do boi como o couro e ossos. Havia quatro charqueadas e três caieiras que geravam alguma receita. Havia duas olarias para fabricar tijolos e duas para fabricar telhas. Não havia agricultura como negócio: os produtos milho e feijão eram cultivados apenas para o consumo nas fazendas. Dois vapores (barcos) eram empregados na carreira da cidade do Rio Grande para Jaguarão, com escala em Arroio Grande, no porto de Santa Isabel dos Canudos, para o transporte de passageiros. Já se utilizava um porto com embarcações de pequeno porte, que ficava a 25 quilômetros da Vila, na barra do arroio Grande, com a finalidade de apenas receber gêneros alimentícios. A comunicação com os demais locais era difícil, pois o telégrafo transmitia mensagens entre Jaguarão e Pelotas, passando pela Vila de Santa Isabel, embora nela não tivesse um posto telegráfico. Não havia estradas em condições de trafegabilidade nem pontes, nem pontilhões. Esses foram os desafios enfrentados pelos primeiros governantes.

   Arroio Grande inicia em 1873 a caminhada independente rumo ao progresso. Imediatamente convocou-se a primeira eleição municipal, ocorrida em maio de 1873. O Vereador mais votado foi Agostinho da Silva Campos, tomando-se o primeiro administrador da Vila. A posse da nova Câmara realizou-se, com grande pompa, no dia 22 de dezembro de 1873. Como na época do Império do Brasil, a administração das Vilas era feita pelas Câmaras de Vereadores, esta administrou a Vila até a Proclamação da República.

   Com o advento da República, a Câmara (Poder Legislativo) perdeu grande parte de suas atribuições e influências, passando a ganhar força e figura do Intendente (Poder Executivo). Esse fato resultou das idéias positivistas instaladas com a República.

   Em 1890, a Vila foi elevada à categoria de cidade com o nome de Federação e, no ano seguinte, retomou a sua antiga denominação de Arroio Grande. [O nome de Federação não se consolidou, porque a denominação "Arroio Grande" nasceu espontaneamente, na boca dos caminheiros desconhecidos que por aqui passavam, atravessando arroios menores na rota da Colônia de Sacramento, ficando gravado para sempre na terra e na alma do povo arroio-grandense.]

   Com a vida administrativa criada a partir de 1873, os administradores (Prefeitos) passam a ter um papel muito importante na construção do progresso, cada um deles, em seus respectivos mandatos, colocou um tijolo na construção desse município. A partir daí o Arroio Grande passa a gerir seu próprio destino, iniciando sua vida administrativa. (Na época do Império a administração das Vilas e Cidades era responsabilidade da Câmara de Vereadores além de dois Juízes eleitos anualmente). Convocaram-se as primeiras eleições municipais para Vereador, que acontecem em 24 de maio desse mesmo ano. A instalação da Vila acontece em 22 de dezembro de 1873, às 11 horas da manhã no local designado Paço Municipal (prédio à rua Herculano de Freitas esquina da Dr. Monteiro, na época Gal. Delphin esquina rua do Comércio) sob a Presidência do Comendador José Maria de Azevedo (Presidente da Câmara Municipal de Jaguarão), sendo nesse dia também empossados os Vereadores eleitos em maio de 1873. Tomaram posse nessa data: Agostinho de Silva Campos (Vereador mais votado - Presidente), Thomas Bento da Silva, José Maria Baptista, Clarimundo José Gonçalves, Annibal José de Souza, Manuel José Ferreira e Vicente Inácio Ferreira. Tomou posse, como Secretário da Câmara, Anarolino Medeiros da Cunha.

   A partir desse fato, o Presidente da Câmara passa a ser o administrador da Vila e responsável pelo seu desenvolvimento e progresso em todos os níveis: econômico, político, educacional, social, etc. Essa situação só será modificada com a Proclamação da República em 1889, quando definem-se de maneira mais clara as atribuições dos poderes. As Câmaras passam a ser somente legislativas e cria-se a figura do Intendente, depois Prefeito.

   Abaixo, a relação dos Presidentes da Câmara, Intendentes e Prefeitos que governaram Arroio Grande, de 1873 até hoje.

PRESIDENTES DA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES - INTENDENTES


1873/1877 - Agostinho da Silva Campos
1877/1880 - Major Feliciano Teixeira de Almeida
1881/1884 - Thomas Bento da Silva
1884/1887 - José Ferreira de Araújo
1887/1889 - Olivério Pereira Bretanha
1890/1891 - Eduardo Enedino Gomes
1891 - José Antonio da Costa, João Eugênio Cladara e Manuel Annibal Ribeiro. Essa Junta foi substituída por outra nomeada pelo Comando Revolucionário (Revolução Federalista)
1892 - Florisbelo Jerônimo de Souza, Emílio Carlos Ferreira e Feliciano Teixeira de Almeida Junior.
Entre 1891 e 1892 houve o Governo de uma Junta nomeada pelo Governo do Estado enquanto houvesse a consolidação da República.


1892/1894 - Manuel Aníbal Ribeiro. Eleito primeiro Intendente (Substituído em 1892 e 1894 por João Carlos Ferreira, primeiro por motivo de doença e depois para servir à Revolução).
1894/1902 e 1902/1904 - Manuel Antonio Maciel (Assume em substituição ao intendente que renunciou ao cargo )
1904/1908 - Manuel Antonio Maciel (eleito)
1908/1912 - Severo de Castro Feijó (eleito)
1912/1916 - Mário Maciel Costa (eleito)
1916/1920 - Mário Maciel Costa (reeleito)
1920/1924 - Mário Luiz Corrêa (eleito)
1924/1928 - João Félix Soares (eleito)
1928/1932 - Aimone Soares Carriconde (eleito)
1932/1933 - Athanásio Loureiro Belmonte (nomeado)

   A Revolução de 30 modifica o cenário político, termina a chamada República Velha e surge a República Nova. As Câmaras voltam a antiga denominação e atribuições,  pois no período da República Velha tinham passado a Conselhos Municipais e perdido muito de suas prerrogativas; com a Nova República voltam a legislar e ao nome de Câmaras Municipais de Vereadores. Surge também a figura do Prefeito.

PREFEITOS


1933/1939 - Aymoré Carriconde (eleito) PRL
1940 (04/01 a 02/03) - João Martins Gervini (nomeado)
1940/1941 - Fernando de Oliveira Fernandes (nomeado)
1941/1944 - Oscar Carpes (nomeado)
1944/1945 - Lauro Medeiros de Albuquerque (nomeado) (Solicitou afastamento)
1945/1947 - Mário Luiz Corrêa (nomeado)
1948/1951 - Dionísio de Magalhães (eleito) PSD
1952/1955 - Aimone Carriconde (eleito) UDN
1956/1959 - Lauro Medeiros de Albuquerque (eleito) UDN
1960/1963 - Edgar Dutra Lisboa (eleito) UDN
1964/1969 - Lauro Cavalheiro (eleito) PL/PTB (O primeiro Prefeito de partido de esquerda eleito em Arroio Grande)
1969/1971 - Osmar Machado da Silva (eleito) ARENA (Faleceu durante o mandato)
1971/1973 - Flávio Pereira (Concluiu o mandato do Prefeito falecido)
1973/1976 - Ney Soares Teixeira Cavalheiro (eleito) MDB
1977/1982 - Flávio Pereira (eleito) ARENA
1983/1988 - Flávio Dutra Lisboa (eleito) PDS
1989/1992 - Flávio Pereira (eleito) PDS
1993/1996 - João Carlos Furtado (eleito) PDS/ PFL
1997/2000 - Ermínio Braga Lucena (eleito) PDT/ PMDB/ PT
2001/2004 - João Carlos Furtado (eleito) PPB/PFL/PTB/PMDB
2005/2008 - Jorge Luiz Cardozo (eleito) PDT/PSDB

BIBLIOGRAFIA: Revista Tempos, Março de 2004.

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Foto Histórica: A vitória de Lauro Cavalheiro em 1963, foi comemorada pelas ruas. Na foto aparecem o ex-vereador Airton Martins (à esquerda), Pedro Bittencorut (com o braço esquerdo levantado) e Chico Góz (de lenço maragato).

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:: Síntese Histórica

1803
Início do Povoamento

1812, 31 de janeiro
Elevado a Distrito por Resolução Régia

1873, 24 de março
Elevado à categoria de Município pela Lei Provincial nº 843

1873, 22 de dezembro
Instalação do Município

                                                                                      Foto: Guto Franco
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Avenida Visconde de Mauá


Praça Central, Maneca Maciel, há décadas atrás.

:: Acontecimentos e Inaugurações


- Da usina elétrica, em 1920, obra do Intendente Mário Maciel Costa.

- Do ramal da estrada de ferro Jaguarão x Basílio com três estações no Município, nas localidades de Figueirinha, Mauá e Airosa Galvão, pois na época, viajava-se de breque, diligência ou jardineira.

- Da hidráulica, na década de 1940, no governo de Dionísio de Magalhães. Até essa data comprava-se água na rua dos "Aguateiros" que a vendiam em pipas e a medida era 1 lata de 60 litros.

- Do Colégio Elementar "20 de Setembro", primeira escola estadual mista, aqui criada, sendo uma grande conquista para o progresso educacional do Município, na primeira década desse século. Mais tarde, em 1953, a criação do Ginásio Municipal, primeira escola secundária do Município e, em 1963, a criação da Escola Normal "20 de Setembro", primeira escola de ensino profissionalizante.

- Do hospital da Santa Casa de Misericórdia, em 1930. No governo de Aimone Soares Carriconde. Até esse ano o hospital Santa Casa que já havia sido criado, há 20 anos, funcionava em casas de aluguel. Os primeiros médicos foram Dr. Tancredo de Sá, Dr. Dionísio de Magalhães e Dr. Vicente Martins.

- Da ponte sobre o arroio Grande junto a esta cidade, em 1914, pois representou um grande passo de integração e prosperidade. Antes da construção da ponte, no governo de Severo de Castro Feijó, pagava-se pedágio para atravessar o "Passo Real" e este variava conforme a quantidade de água do arroio.

Também foram muito importantes para o progresso do Arroio Grande, em épocas diversas:

- As Charqueadas - foi o português José Pinto Martins quem fundou nesta região, mais precisamente em Pelotas a 1ª Charqueada do Rio Grande do Sul.

Antes das Charqueadas o gado se criava em estado selvagem e não tinha expressão econômica, pois somente era batido para o aproveitamento do couro e um pouco do sebo, sendo o restante do animal jogado fora. Com o advento da Charqueada o gado passa a ter expressão econômica, surgem os Charqueadores (fazendeiros ricos), novos mercados e profissões começam a aparecer: capatazes, tropeiros, graxeiros, sangradores, despostadores, entre outros. Novos caminhos foram abertos e o Município prosperou. Em 1873 na época de sua emancipação política, fruto desse progresso, havia 4 charqueadas em pleno funcionamento aqui em Arroio Grande.

Uma delas talvez a mais conhecida e a mais comentada, foi de propriedade de Antônio Gonçalves de Aguiar, mais tarde sendo vendida a Astrogildo Silveira Machado (avô de Dona Amazilia Almeida, Ana Maciel Silveira, Isabelina Maciel Silveira, entre outros) depois passando a Antonio Maria Batista Maciel. Localizava-se às margens do arroio Chasqueiro bem próximo a sua foz, na Lagoa Mirim, o que facilitava a exportação do charque, na época exportado para grandes centros. As charqueadas, cujos trabalhadores eram escravos, somente perderam sua expressão quando o gado começou a escassear e surgiram outros produtos que tiraram a importância do charque. Foi a atividade econômica que gerou a maior riqueza.

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Colégio 20 de Setembro | Uma das primeiras turmas do Colégio Elementar | Fazenda das Charquedas (Começo do séc. XX)

- A primeira plantação de arroz, em 1909, feita pelos irmãos Osório - Manuel Luiz e Joaquim Luiz, na localidade do Liscano, na Fazenda de Alfredo Moreira. Dessa data para cá, o cultivo do arroz progrediu vertiginosamente, tendo as lavouras se multiplicado e o arroz passado a ser o sustentáculo da economia do município. O primeiro produtor de arroz, da Costa do Arroio Grande foi Carlos Augusto Peter, em 1918. Nas décadas de 50 e 60, a cidade tornou-se a segunda produtora de arroz no Estado. Hoje, por causa da política agrícola, a produção está em baixa se comparada a outros tempos.

- A pedra calcárea que chegou a ser exportada para Londres, em 1919, foi considerada pela empresa compradora "a melhor do mundo para fazer o cimento". Hoje esta atividade está desativada, apesar da grande riqueza que há no solo arroio-grandense.

- Os esquiladores, que em épocas passadas percorriam as propriedades em grupos, eram chamados "comparsas" para fazer manualmente o corte da lã das ovelhas. Na época, a lã era um dos produtos que gerava a riqueza de Arroio Grande. Havia propriedades com cerca de 10.000 ovelhas. Hoje esta profissão está extinta, sendo substituída pela máquina; a produção de lã, atualmente, é mínima pelo fato de não criarem mais grandes rebanhos de ovelha.

- O Esporte Clube Arroio Grande, primeiro time de futebol, oportunizando a cultura, o esporte e o lazer à população.

- A Praça de Esportes: sua inauguração, pelo Prefeito Aimoré Carriconde, foi muito importante. Hoje, chama-se Praça Getúlio Vargas, local para lazer e esportes com quadras de tênis, voleibol e basquetebol, além de aparelhos para recreação e ginástica. A "pracinha" como era chamada, hoje, está completamente remodelada.

- O Cine Teatro - Cine Marabá - local onde se exibiam filmes, organizavam-se festivais e se apresentavam companhias de teatro e cantores famosos.

- A Fundação do Centro de Tradições Gaúchas, CTG, trouxe a revitalização das casas de tradições.

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Bloco Papagaio da Rua Nova (1970) | Centro na Década de 70 | Cine Marabá (Década de 50)

:: O Petróleo

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Na década de 40 houve uma tentativa de descobrir este valioso produto. O local pesquisado, junto à Ponta Alegre, não mostrou potencial para tal exploração. Os registros fotográficos deste fato, disponibilizados nesta página tem o colorido da época, e foram fornecidos por Análio Pereira das Neves. Clique na imagem acima, para acessar a galeria de fotos.

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:: Fotos da Cidade

                                                                                      Foto: Lauro Mendes
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                                                                                      Foto: Guto Franco
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Ponte Carlos Barbosa, sobre o arroio Grande

Sobrado na Esquina da Sinaleira

(Igreja de Santa Isabel) Portal Terra de Mauá | www.arroiogrande.com

Igreja de Santa Isabel | Cruz das Missões Populares 1980 | Janela de Casa Antiga

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