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Portal
Terra de Mauá | Divulgando
nossa cultura. Valorizando nossa gente!
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Grande na internet. |
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Barão de Mauá |

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Irineu
Evangelista de Sousa,
o Barão de Mauá, foi uma das mais importantes personalidades
brasileiras do século passado, tendo participado intensamente do
desenvolvimento industrial do País, construindo estaleiros, fundições
e estradas de ferro. Órfão de pai, saiu de Arroio Grande aos 11 anos
para vir trabalhar no Rio de Janeiro. Sua ascensão nos meios
empresariais foi rápida e seu nome ficou ligado a grandes
empreendimentos. |
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Trajetória |
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Nos dias de hoje, quando o espírito empreendedor é cada vez mais
valorizado e em muitas regiões brasileiras há pouco
progresso devido à falta de empreendedorismo, torna-se
importante a divulgação da atividade empresarial do Barão de
Mauá. A sua biografia é um forte estímulo ao desenvolvimento
da mentalidade empresarial. Para a Zona Sul do Estado, onde
nasceu e viveu quando criança, Irineu Evangelista deve ser
motivo de orgulho e de permanente evocação e homenagem. Ele
começou a trabalhar no Rio de Janeiro, em estabelecimento
comercial, como caixeiro, tendo apenas nove anos. Com 30
anos de idade, já era um dos homens mais ricos do Império.
Aos 32 anos, vendeu seus negócios comerciais e se tornou um
industrial - o primeiro do Brasil. A partir daí, foi
fundador e dono de bancos, inclusive do Banco do Brasil,
depois federalizado; seus bancos emprestavam dinheiro a
juros menores do que os outros ao setor produtivo, para
estimular seu crescimento - uma sábia política que muitos
governantes não tiveram a preocupação de executar. Além
disso, a pedido do Governo, Mauá criou empresa de navegação
no rio Amazonas, para evitar sua internacionalização
pretendida pelos Estados Unidos; foi também empreiteiro de
serviços públicos, como a iluminação do Rio de Janeiro.
Chegou a controlar 17 empresas. Mauá é considerado o
principal empresário do Império (1822-1889).
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Brasão do
Visconde de Mauá |
Foi publicada, recentemente, excelente biografia de Irineu
Evangelista, que revela, com objetividade e qualificado
estilo, o seu espírito empreendedor, seu patriotismo, sua
indiscutível honradez, sensibilidade social, rara numa época
em que predominava a mentalidade escravocrata; os empregados
das suas empresas tinham participação nos lucros. O livro,
com 545 páginas, tem o título Mauá - Empresário do Império;
seu autor é Jorge Caldeira, jornalista, doutor em Ciência
Política e mestre em Sociologia. É uma biografia que
interessa muito a todas as lideranças, principalmente as
empresariais e, de modo especial, da Zona Sul, onde se
localiza a Terra de Mauá, Arroio Grande.
Conhecendo essa biografia, é inevitável refletir sobre por que o
maior empresário do Império - que teve iniciativas
pioneiras, algumas das quais ainda atualmente são
reivindicadas - é pouquíssimo lembrado não só no Brasil em
geral mas até mesmo na região onde nasceu. As instituições
da Metade Sul do Estado poderão ter no livro de Jorge
Caldeira (universidades, entidades empresariais, associações
de municípios, Coredes, prefeituras etc), uma fonte de
inspiração para ações que acelerem o desenvolvimento
regional. Pelotas é citada nesse livro; aqui funcionou
filial de banco de Mauá. Atualmente, os governadores
reivindicam um novo pacto federativo, pois a União concentra
muitos recursos financeiros e poder político. Mauá foi um
federalista, tendo apoiado a Revolução Farroupilha. É uma
personalidade que precisa ser "descoberta", isto é,
devidamente conhecida; esse descobrimento começaria,
logicamente, pela Zona Sul. |
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Histórico |
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:: O
EMPRESÁRIO MAUÁ
Em meados do século XIX, enquanto os países capitalistas desenvolvidos viviam o contexto da Segunda Revolução Industrial, o Brasil apresentava alguns avanços sócio-econômicos, responsáveis pela transição da monarquia para república. O processo abolicionista e o crescimento de atividades urbanas, tornavam o regime monárquico cada vez mais obsoleto.
O café, base de nossa economia, ao mesmo tempo em que preservava aspectos do passado colonial (latifúndio, monocultura e escravismo), tornava nossa realidade mais dinâmica, estimulando a construção de ferrovias e portos, além de criar condições favoráveis para o crescimento outros empreendimentos como bancos, atividades ligadas ao comércio interno e uma série de iniciativas empresariais. A aprovação da tarifa Alves Branco, que majorou as taxas alfandegárias, e da lei Eusébio de Queirós, que em 1850 aboliu o tráfico negreiro liberando capitais para outras atividades, estimularam ainda mais os negócios urbanos no Brasil, que já contava com 62 empresas industriais, 14 bancos, 8 estradas de ferro, 3 caixas econômicas, além de companhias de navegação a vapor, seguros, gás e transporte urbano. |

A estrada de ferro de D. Pedro II, concorria diretamente com a
ferrovia de Mauá,
absorvendo as cargas de café do Vale da
Paraíba.
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Nesse verdadeiro surto de desenvolvimento, destaca-se a figura de Irineu Evangelista de
Sousa, o Barão e Visconde de Mauá, principal representante do
incipiente empresariado brasileiro, que atuou nos mais diversos
setores da economia urbana.
Pobre e órfão de pai, Mauá viajou com um tio para o Rio de Janeiro, onde conseguiu seu primeiro emprego como caixeiro de um estabelecimento comercial. Suas iniciativas começam a se destacar nos anos 40, após a volta de uma viagem à Inglaterra, o país
mais industrializado do mundo. Já em 1846, Mauá adquire um estabelecimento industrial na Ponta de Areia (Rio de Janeiro), onde foram desenvolvidas várias atividades, como tubos para encanamentos d’água, caldeiras para máquinas a vapor, guindastes, prensas, engenhos de açúcar, além da construção naval que era o carro chefe desse complexo. Em apenas um ano de funcionamento, a Ponta de Areia já contava com cerca de mil operários.
No setor dos serviços públicos, não foram poucas as iniciativas de Mauá. Em 1854 era inaugurada a primeira estrada de ferro brasileira. Com seus vagões puxados pela locomotiva Baronesa, fazia um trajeto de 18 Km, entre a serra de Petrópolis e o Rio de Janeiro. Juntamente com capitalistas ingleses, o barão também participou da construção da segunda e terceira ferrovias, a Recife and São Francisco Railway Company e a Dom Pedro II, mais conhecida como Central do Brasil, além de ter conseguido os empréstimos necessários para construção da São Paulo Railway, a Santos-Jundiaí.
A alta nos preços do café no mercado internacional, a partir de 1845, proporcionaria um aumento nas vendas em torno de 23%, entre 1850 e 1851. A construção de ferrovias tornou-se uma necessidade para conduzir, até os portos principais do Império, as mercadorias de exportação. Em Pernambuco, visando escoar a safra do açúcar, surgiram empresas inglesas como a Recife-São Francisco, cuja construção iniciou-se em 1855. Também no Centro-Sul, Mauá fez investimentos em estradas de ferro, sendo responsável pelos 14 quilômetros de uma linha entre o porto de Mauá, na Baía de Guanabara, e a estação de Fragoso, na raiz da serra da Estrela (Petrópolis). Pretendia ir mais além, unindo o Rio de Janeiro ao Vale do Paraíba e depois a Minas, em um projeto que interligava os transportes marítimo, ferroviário e rodoviário que, entretanto, não se concretizou. A década de 50 ficou conhecida, por tudo isso, como a "era da estrada de ferro", empreendimento que simbolizava naquele contexto, segundo Lilia Moritz Schwarcz, "o avanço e o progresso das nações".
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Companhia
de Iluminação a Gás
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Ainda na área de transportes, Mauá organizou companhias de
navegação a vapor no Amazonas e no Rio Grande do Sul.
Seu pioneirismo, também esteve presente na
fundação de uma companhia de gás para iluminação das ruas do
Rio de Janeiro, e no setor de comunicação, com a introdução do
primeiro cabo de telégrafo submarino entre o Brasil e a Europa.
Destaca-se por fim, o Banco Mauá, Mac Gregor & Cia. com
filiais nos Estados Unidos, França e Inglaterra.
A história do gás
canalizado no Rio de Janeiro teve início em 1851, quando Irineu
Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, assinou um contrato para
iluminação a gás no Rio de Janeiro. |
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O
contrato determinava a construção de uma fábrica de gás no centro
da cidade e a instalação de canalizações em perímetros
determinados, o que mudou radicalmente os hábitos e costumes da
população carioca. Assim surgiu a CEG em 1854, com o nome de
Companhia de Iluminação a Gás. Três anos mais tarde, a
Companhia já iluminava a cidade através de 3.027 lampiões
públicos, 3.200 residências e três teatros.
Voltando ao Brasil, desejando colocar em prática o
que havia visto, utilizou, como financiamento, recursos que antes
eram usados na compra de escravos. Por outro lado, Irineu
Evangelista acreditava que a formação de sociedades por ações
poderia acelerar o desenvolvimento econômico do Brasil. Assim,
buscando novas fontes de recursos, associou-se a capitalistas
ingleses.
Reunindo condições favoráveis, montou fundição
de ferro e bronze, serralherias, estaleiros, companhias de bonde e
de iluminação, introduziu o telégrafo submarino (fazendo
contato com a Europa), criou o Banco Mauá McGregor &Cia. (com
filiais na Inglaterra, França, Estados Unidos da América,
Argentina e Uruguai) e ferrovias.
O Barão de Mauá fundou ainda uma Companhia de
Curtumes, uma de rebocadores a vapor, uma de diques flutuantes e a
Companhia de Bondes Jardim Botânico. Depois inaugurou o bonde
puxado por burros, sobre trilhos, entre o Jardim Botânico e
Botafogo, no Rio. Introduziu no Brasil o telégrafo submarino, as
estradas de ferro. Por sua causa, lembra Ferreira Lima, "o
comércio renovou-se e ampliou-se, nasceram novas indústrias,
novos meios de transportes e de comunicação".
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OS OBSTÁCULOS E A FALÊNCIA
Apesar
de um início que parecia promissor, a “era Mauá” não
conseguiu durar muito tempo. Suas iniciativas modernizadoras,
encontravam um forte revés na manutenção da estrutura colonial
agro-exportadora e escravista e na concorrência com
empreendimentos estrangeiros, principalmente ingleses. Esses,
inescrupulosos pelo lucro, não mediam esforços, praticando as
mais violentas sabotagens contra o empresário brasileiro, como o
incêndio provocado que destruiu a Ponta de Areia em 1857. Outro fator
que contribuiu para impedir a consolidação das iniciativas de
Mauá, foi a reformulação da tarifa Alves Branco pela tarifa
Silva Ferraz em 1860, que reduziu as tarifas alfandegárias para
máquinas, ferramentas e ferragens, favorecendo os interesses do
capital estrangeiro.
Para os setores mais conservadores do governo, o
vanguardismo empresarial de Mauá associado ao seu posicionamento
liberal e abolicionista, era visto como uma ameaça. Sua posição
contrária à Guerra do Paraguai (1864-1870), criou mais
inimizades no governo. Abandonado pelo próprio imperador, Mauá
vê-se obrigado cada vez mais a se associar com os empresários
britânicos, resultando na falência ou venda de suas empresas por
preços reduzidos.
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UMA VISÃO DO FUTURO
Não
é fácil delimitar a área da ação de Mauá, industrial e banqueiro
(feito Barão em 1854 e Visconde em 1874).
Em 1845, à frente de ousado empreendimento, levanta
os estaleiros da Companhia Ponta de Areia, Niterói, com que inicia
a indústria naval brasileira. Em 11 anos, o estabelecimento fabrica
72 navios, a vapor e a vela. Destruído por incêndio ( 1857) e
reconstruído três anos depois, é derrotado por problema mais sério:
a lei de 1860, isentando de direitos a entrada de navios
construídos no estrangeiro, arruinaram a empresa, que faliu.
Entusiasta dos meios de transporte, especialmente das
ferrovias, a ele se devem os primeiros trilhos lançados em terra
brasileira e a primeira locomotiva -a Baronesa-, ligando o Rio de
Janeiro à raiz da serra de Petrópolis. A estação de onde partiu
a composição inaugural (30 de abril de 1854) receberia mais tarde
o nome de Barão de Mauá. |
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O banco criado
por Mauá, se tornou
respeitado na Argentina e em outros países.
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O espírito público de Mauá leva-o a apoiar financeiramente a Estrada
de Ferro Dom Pedro II (depois Estrada de Ferro Central do Brasil),
mesmo sabendo que, pelo seu traçado, iria desfechar golpe mortal
na chamada Estrada de Ferro de Petrópolis.
Além dessas duas, Mauá participou direta ou indiretamente
na construção das cinco primeiras ferrovias inauguradas no
Brasil: no norte, a Recife - São Francisco (Recife and S.
Francisco Railway) e a Bahia - São Francisco (Bahia and S.
Francisco Railway Co.). Obra inteiramente sua, como o foi a
primeira dessas estradas, é a Santos - Jundiaí (depois S. Paulo
Railway), a quinta inaugurada no Brasil (16 de fevereiro de 1867).
Também no setor bancário desempenha Mauá papel
pioneiro. Em 1851 organiza o Banco do Brasil e, em 1852, funda a
casa bancária Mauá, Mac Gregor & Cia., com agência em
Londres. A ele se deve, ainda, o primeiro desses estabelecimentos
fundado no Uruguai - o Banco Mauá Y Cia. (1857), com autorização
para emitir papel-moeda.
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O Banco Mauá Y Cia. estendeu-se a Buenos Aires.
Júlio Verne, no romance "De la Terre à la Lune" (da
Terra à Lua), escrito em 1873, cita o Banco Mauá Y Cia. entre as
principais casas bancárias da América do Sul, com capacidade
para financiar o empreendimento de uma viagem espacial.
Ocorre, em 1864, a primeira crise econômica no
Segundo Reinado, em conseqüência de especulação de
investidores estrangeiros e agravada pela guerra do Paraguai.
Cinco bancos vão à falência. Entres eles, em 1866, o Banco
Mauá , Mac Gregor & Cia., que prospera, no entanto, da mesma
forma que as filiais, do mesmo nome, no Prata. Segue-se, no Brasil,
um período de relativo progresso, após a guerra do Paraguai.
Em 1873, sobrevém nova e mais séria crise econômica
e Mauá é forçado a pedir moratória, a que se seguiu longa
demanda judicial.
Em sua famosa "Exposição aos credores e ao
público" (1878), Mauá faz um relato detalhado dos
empreendimentos em que se lançou, a partir de 1846. Considerado
como sua autobiografia, o trabalho é escrito em estilo objetivo,
mas não lhe faltam passagens de um certo amargor.
A falência é por Mauá atribuída, principalmente,
à hostilidade dos novos governantes uruguaios e brasileiros, que
não teriam procurado facilitar-lhe os negócios do difícil
transe por que passava, mas, ao contrário, impuseram-lhe
exigências momentaneamente insuperáveis. Outra causa, segundo
Mauá, foi a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, em 1877, de
reconhecer o foro de Londres como o competente para julgar sua
ação contra a empresa S. Paulo Railway, devedora de soma
considerável, à organização por ele dirigida. A justiça
inglesa considerou prescrita a dívida.
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Foi deputado pelo Rio Grande do Sul, nas legislaturas
de 1856, 1859-60, 1861-64, 1864-66 e 1872-75. Renunciou ao mandato
em 1873, para atender aos seus negócios, ameaçados desde a crise
bancária de 1864.
Doente, minado pelo diabetes, só descansou depois de
pagar o último vintém, vindo a falecer em 21 de outubro de 1889.
:: TRANSIÇÃO
PARA REPÚBLICA
Não resta dúvida de que a manutenção de características
coloniais, com base no latifúndio monocultor escravista,
representavam um sério obstáculo para o progresso urbano-industrial.
O crescimento do processo abolicionista e o fortalecimento da nova
oligarquia não-escravista do oeste paulista, trabalhavam em detrimento
do regime monárquico e dos interesses a oligarquia escravista.
O antagonismo do novo (urbano-industrial e abolicionista)
com o arcaico (agro-exportador e escravista), associado a outras
questões estruturais, como as restrições que a igreja e o
exército passam a fazer ao centralismo monárquico, determinam a
passagem da monarquia para república, através de um golpe de
Estado, articulado pela aristocracia rural e pelo exército no dia
15 de novembro de 1889.
Para finalizar esse momento histórico, vale destacar
o apoio (meramente circunstancial) da oligarquia tradicional
escravista ao movimento republicano. Essa aparente contradição,
deve-se ao fato do regime monárquico ter abolido a escravidão
sem indenização para os proprietários de escravos, que
percebendo a inevitável morte da monarquia, ingressaram de
maneira oportunista no movimento republicano, visando participar do
novo governo e garantir seus privilégios de classe.
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SELO MAUÁ
Correios do Brasil - 1963
150º aniversário de nascimento do Visconde de Mauá.
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Cronologia |
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1813
- 28 de dezembro: filho de João Evangelista de
Ávila e Sousa e Mariana de Jesus Batista, nasce, em Arroio Grande, Rio
Grande do Sul, Irineu Evangelista de Sousa.
Clique aqui e veja a certidão de batismo de Irineu.
1818 - Seu pai é assassinado.
1821 - Sua mãe casa de novo e o menino é
entregue a um tio.
1823 - Após estudar em São Paulo, Irineu vai
para o Rio trabalhar no comércio.
1829 - O inglês Ricardo Carruthers fica com a
loja em que Irineu trabalha.
1836 - 1° de janeiro: torna-se sócio da
loja Carruthers & Cia.
1837 - Com a volta de Carruthers para a
Inglaterra, Irineu fica na direção do negócio. Compra uma chácara em
Santa Teresa. Ajuda revolucionários farroupilhas a fugir das prisões do
Rio.
1839 - Vai ao Sul buscar a família.
1840 - Faz sua primeira viagem à Inglaterra.
1841 - Casa com a sobrinha Maria Joaquina.
1844 - A lei Alves Branco eleva a tarifa sobre
as importações.
1845 - Irineu fecha a casa Carruthers & Cia.
1846 - Surge Estabelecimento de Fundição e
Companhia Estaleiro da Ponta da Areia.
1849/50 - Com navios construídos na Ponta da
Areia, cria a Companhia de Rebocadores da Barra do Rio Grande.
1851 - Funda a Cia. de Iluminação a Gás do
Rio de Janeiro, que durou até 1855. Organiza o segundo Banco do Brasil.
1852 - Funda a Cia. de Navegação a Vapor do
Amazonas (fechada em 1872), a Cia. Fluminense de Transportes e a Cia. de
Estrada de Ferro de Petrópolis, conhecida como "Mauá",
primeira ferrovia do Pais.
1853 - É um dos principais investidores nas
estradas de ferro de Pernambuco e Bahia.
1854 - 25 de março: acendem-se os primeiros
lampiões a gás do Rio de Janeiro.
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Em 30 de abril a locomotiva Baronesa percorre os 15 km iniciais da estrada
de Petrópolis. Irineu Evangelista de Sousa recebe o titulo de Barão de
Mauá.
1855 - Mauá é suplente de deputado. Cria no
Amazonas uma colônia agrícola para trabalhadores livres.
Lança-se à construção da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí.
1856 - Investe no Caminho de Ferro da Tijuca,
empresa que vai à falência em
1868.
1857 - Eleito deputado. O Estaleiro da Ponta da
Areia é destruído por um incêndio.
1858 - Inaugura-se a Estrada de Ferro Dom Pedro
II (depois Central do Brasil).
1860 - 3 de dezembro: a lei Silva Ferraz
facilita as importações, prejudicando os empreendimentos de Mauá.
1861 - Impulsiona a Cia. Carris de Ferro do
Jardim Botânico.
1867 - Funda o Banco Mauá & Cia.
1868 - Circulam os primeiros bondes do Rio.
1871 - Investe na Estrada de Ferro do Paraná.
1872 - Novas colônias agrícolas no Estado do
Rio. Inaugura o Cabo Submarino.
1874 - 26 de junho: recebe o título de Visconde
de Mauá.
Organiza a Empresa de Abastecimento de Água do Rio, aberta até 1877.
1877 - Fecha a Ponta da Areia.
1878 - Publica O Meio Circulante do Brasil.
Fecha seu banco. É a falência.
1879 - Escreve a Exposição aos Credores e ao
Público, sua autobiografia.
1882 - Os trilhos alcançam Petrópolis.
1883 - Mauá viaja a Londres, tentando resolver
sua situação financeira.
1889 - 21 de outubro: morre em Petrópolis Irineu
Evangelista de Sousa, Visconde de Mauá.
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Fontes |

Irineu Evangelista de
Souza nasceu no interior de Arroio Grande |
TEXTOS:
- Ministério dos Transportes (www.transportes.gov.br).
- Internet - Portal Nosso São Paulo (www.nossosaopaulo.com.br)
- Ivacy Oliveira (Organizador). Heróis de Verdade, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí - SP, 2º ed. 1986.
- Casa da Torre (http://www.casadatorre.org.br/mvmaua.htm)
(Leia ao final desta página as Condições de Uso e Privacidade
deste site.) |
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